OPINIÃO DE CÉLIO FURTADO : DESTINO NACIONAL

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*Célio Furtado
Engenheiro e professor da Univali
celio.furtado@univali.br

Em artigo anterior, acentuei a necessidade de termos fé na Ciência. Alguns leitores elogiaram o texto, porém, lembraram a prioridade a ser dada na fé em Deus. Concordo plenamente com o comentário, pois, sendo católico praticante, acredito na Santíssima Trindade, na misericórdia divina.

A pandemia é um problema humano, certamente, uma consequência de uma série de erros sanitários, inseridos em um contexto mais amplo de desacertos ambientais, sociais e políticos. Quando pensamos em termos demográficos, observamos o espalhamento do mal no mundo, praticamente, em todos os países, ainda que ocorra de modo não homogêneo; alguns países sofrem mais do que outros.

Também em termos de camadas sociais, existe uma propagação desigual, de modo que o sofrimento atinja os mais pobres. Em termos econômicos, já percebemos as consequências de desemprego, de aumento de moradores de ruas, principalmente, nos centros urbanos maiores.

A Ciência é uma conquista permanente da Humanidade, é causa e consequência do avanço civilizatório. Deixou de ser uma atividade individual, do “gênio solitário”, para ser um sofisticado trabalho de grupos de pesquisadores e, principalmente, um produto e um processo que se desenrola em complexas redes de cooperação internacional. Fazer ciência é uma ocupação de milhares de pessoas espalhadas em todo o mundo e, como é algo que produz riqueza e poder, os meios científicos são controlados por países e grandes grupos que detém o monopólio do saber.

Quando manifestei o meu entusiasmo pela Ciência, foi pelas muitas notícias sobre promissores resultados de pesquisas, já com bons resultados em função de Vacinas. Em diversas frentes, já se anuncia a proximidade do “cerco” ao vírus. Nada concreto ainda, porém, já estamos partindo para grupos pilotos, observação mais rigorosa de efeitos colaterais, custo unitário e outras variáveis.

Acredito que, nesse caso dramático que envolve quase todos os habitantes da mãe Terra, não pode haver interesses monopolistas, não se pode pensar em lucro, quando se trata de salvar preciosas vidas humanas. Nesse caso, pelo menos, deve prevalecer o interesse maior, o alivio de sofrimento geral e o empenho na recuperação da atividade econômica. Penso que todos nós aprendemos muito com essa necessária e prolongada quarentena; diante de tantas mortes, se faz necessário mais principalmente, um produto e um processo que se desenrola em complexas redes de cooperação internacional.

Fazer ciência é uma ocupação de milhares de pessoas espalhadas em todo o mundo e, como é algo que produz riqueza e poder, os meios científicos são controlados por países e grandes grupos que detém o monopólio do saber. Quando manifestei o meu entusiasmo pela Ciência, foi pelas muitas notícias sobre promissores resultados de pesquisas, já com bons resultados em função de Vacinas.

Em diversas frentes, já se anuncia a proximidade do “cerco” ao vírus. Nada concreto ainda, porém, já estamos partindo para grupos pilotos, observação mais rigorosa de efeitos colaterais, custo unitário e outras variáveis.

Acredito que, nesse caso dramático que envolve quase todos os habitantes da mãe Terra, não pode haver interesses monopolistas, não se pode pensar em lucro, quando se trata de salvar preciosas vidas humanas. Nesse caso, pelo menos, deve prevalecer o interesse maior, o alivio de sofrimento geral e o empenho na recuperação da atividade econômica. Penso que todos nós aprendemos muito com essa necessária e prolongada quarentena; diante de tantas mortes, se faz necessário mais compaixão coletiva.

Mais cuidado com o próximo e um zelo especial pelos mais vulneráveis, pois, tudo deve convergir para uma Fraternidade Universal.

Devemos, de fato, ampliar a fé na Ciência, no conhecimento cientifico e tecnológico, na importância das Universidades e Centros de Pesquisa, públicos, sustentados pelo dinheiro do contribuinte.

Vivemos, recentemente, nesse ano e meio do atual governo, um descaso enorme em relação à Educação, uma visão muito estreita e mesquinha sobre o papel da Universidade como grande polo dinamizador do desenvolvimento econômico e social do país.

Devemos fortalecer e prestigiar nossos professores e pesquisadores para que ofereçam generosas respostas aos desafios cotidianos.

Seguir o exemplo de outros países, estimulando os conhecimentos matemáticos, o gosto pelo método cientifico, de modo a criarmos novas gerações mais produtivas e mais patrióticas, afinadas com o grande Destino Nacional!


Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br


NR: Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.