OPINIÃO DE CÉLIO FURTADO : ESTUDO

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Célio Furtado – Engenheiro e professor da Univali celio.furtado@univali.br

Escrevo na tranquilidade de minha casa, à noite, ouvindo uma bela música (violão), ainda embalado pela alegria do nascimento do meu segundo neto.

]Sou muito grato por tudo e sempre afirmo que o Criador é muito generoso comigo, boa saúde e muita disposição intelectual para ler, pensar e escrever. São hábitos arraigados que trago comigo, influências dos meus pais e professores, pelo privilégio de ter sempre convivido em ambientes intelectualizados, rodeado de livros e boas conversas

Já aprendi nas aulas de filosofia no Colégio Salesiano, na minha adolescência que “uma vida sem reflexão não merece ser vivida”, ou seja, todos nós temos o dever de pensar, de questionar, de imaginar alternativas para os problemas concretos que vão surgindo no cotidiano

A leitura sempre esteve presente em minha vida, influenciado pelos meus irmãos mais velhos, leitores aplicados, e, principalmente pelo ambiente escolar, onde a cultura salesiana estimulava a leitura de temas específicos das exigências escolares bem como o convívio com os livros na biblioteca do Colégio.

No meu caso, gostava das biografias, da vida dos “vultos” da ciência e da história, um impulso normal em todo adolescente estudioso.

A partir de um posicionamento meu, pessoal, para as ciências exatas, onde manifestava uma certa aptidão para a matemática, física e química, aumentava o interesse por pensadores matemáticos, tais como Galileu, Newton, Pascal, Descartes e também os antigos, Pitágoras, Euclides, Arquimedes e Tales de Mileto.

Confesso que gostava da frase de que Deus “fizera o mundo para os matemáticos”.

A exatidão dos números, os teoremas, as equações me atraiam, influenciado, com certeza, pelo grande professor Padre Adolfo dos Anjos, que nos desafiava com problemas difíceis.

Para ser mais preciso, refiro-me ao meu despertar intelectual, com os meus 15 anos, em 1970, onde, como se fosse uma imersão mágica, apaixonei-me pela vida intelectual, queria avançar nas “conquistas da razão

 

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Se mencionei o nome de um professor, seria injusto se omitisse outros educadores importantes também, daquele tempo tão rico e generoso, “a vida borbulhava em toda a sua intensidade”.

Refiro-me aos Padres Mansueto e Gili Trés, Física e Química, e, mencionando também o Padre Heriberto Schmitt, que nos estimulava na “arte de escrever”.

Porém, o foco principal no “Científico” era o acesso às Ciências Exatas, de modo que minha disciplina pessoal me orientava para o trinômio matemática-física-química, e, que eu estaria preparado para enfrentar qualquer Vestibular no território nacional, nas principais universidades brasileiras, nas principais Escolas de Engenharia.

Não se trata de arrogância, de excesso de autoconfiança, e sim uma simples constatação, na minha capacidade de “resolver problemas ou questões”.

Não apenas eu, muitos alunos daquela safra do Colégio Salesiano foram bem sucedidos nas mais diversas frentes, nos mais variados locais do país, nas mais conceituadas universidades. Eu, particularmente, antes de completar os meus 18 anos tinha sido aprovado para a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a antiga “Nacional”, enfrentando uma concorrida prova ainda no Maracanã.

Vim, vi e venci, um simples relato sobre o gosto pelo estudo.

 

Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br

 

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