Opinião do economista Célio Furtado: ASTRUD GILBERTO/ BOSSA NOVA/

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Opinião do economista Célio Furtado

 

 

*Célio Furtado
Economista e professor da Univali
celio.furtado@univali.br

Astrud Gilberto, certamente, a verdadeira “musa” da Bossa Nova. Curioso esse interesse pela Bossa Nova, uma onda musical do século passado, nascida no final da década de cinquenta, coincidindo, mais ou menos com a minha própria idade. Ainda mais, uma cantora praticamente desconhecida por uma maioria de brasileiros, certamente, bem informados que prontamente associam a Bossa Nova a outros nomes famosos, João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Nara Leão e tantos outros nomes da música popular brasileira.

Porém, o meu objetivo inicial não é escrever sobre a Bossa Nova, um tema tão batido, tão já dominado pela critica musical, sabedora da riqueza de nossa cultura, das raízes tão profundas e da fertilidade de nossos artistas. Porém, como se fala na linguagem corriqueira: “entrou na chuva tem que se molhar”.

Devo contar o que sei sobre a cantora Astrud Gilberto. Nascida em 1940, em Salvador, Bahia, filha de mãe baiana e pai alemão. Viveu, a partir de 1947, no Rio de Janeiro, na Cidade Maravilhosa, mais especificamente, Copacabana. Amiga muito próxima da cantora Nara Leão, desde a adolescência, frequentou a sua casa e, por conseguinte, o ambiente inicial gerador da Bossa Nova, conhecendo ali, o seu futuro marido, João Gilberto, o gênio da canção. Casaram em 1959, mais tarde, em 1963, o casal foi morar nos Estados Unidos, separando-se, um ano após. João Gilberto retorna ao Brasil, sempre famoso e badalado, e Astrud permanece em solo americano onde construiu uma carreira respeitada, grande sucesso e nunca mais voltou ao Brasil, apenas para contatos familiares.


Coluna anterior: 

Opinião do economista Célio Furtado:COMEMORAÇÃO/ UNIVALI

 


É como se vivesse reclusa e orientada para os palcos mundiais. Aqui não se conhece. Deve estar próxima dos seus oitenta anos, e pouco se sabe dela, sendo avessa à publicidade e entrevistas. Dedica-se à pintura, leituras, e, o pouco que se sabe dela, pesquisa-se no Google, Youtube.

Sugiro aos estimados leitores que dediquem um tempo para ouvir essa cantora, que não tem nada de excepcional enquanto voz, porém seduz  a todos com o seu carisma, simplicidade e beleza, inegavelmente. Ouvir Astrud Gilberto é mergulhar no Brasil, no seu melhor cancioneiro, de um tempo otimista retratado pela Bossa Nova.

Fomos bicampeões de futebol, com Pelé e Garrincha ; Brasília estava sendo inaugurada, surgia o Cinema Novo, falava-se em Reforma Agrária, a juventude universitária lia e estudava muito. Ouvir Astrud Gilberto (Astrud Evangelina Weinart), filha de alemão e baiana, é mergulhar no bom gosto, na dignidade pessoal, no refinamento e, no poder da beleza, poder legítimo de fazer o bem aos olhos e aos ouvidos.

 

Aproveito o espaço final do artigo para saudar o Padre Sedemir Melo, cuja ordenação sacerdotal presenciei com muita fé e devoção, em uma marcante cerimônia, na Vila do Divino Oleiro (Cear), em Governador Celso Ramos. Sedemir é o diretor da Rádio Conceição Itajai que está conquistando o coração do ouvinte.

Um amigo, um homem do povo, um homem de Deus!


*Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br


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