Opinião de Célio Furtado: FEVEREIRO

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Célio Furtado – Engenheiro e professor da Univali celio.furtado@univali.br

Escrevo nessa ensolarada manhã, pensativo, já quase no final de fevereiro. O noticiário político me atrai, os fatos recentes, a percepção particular e individual sobre o destino nacional. Antes, porém, eu desfruto da presença dos pássaros no quintal, motivados pela ração que jogo, diariamente, as tão conhecidas rações para “pássaros livres”.

As espécies mais comuns são as rolinhas, pardal, canário, bico de lacre, sabiá, no chão, disputando o alimento em um desorganizado ballet. Para o bebedouro pendurado nos fios do varal vem os beija flores e as cambacicas, porém, me visitam também os sanhaçus, bem te vi e os engenhosos João de barro, de modo que é bom estar em casa e usufruir do pequeno quintal. Devo admitir que as novas gerações, as crianças, de modo geral, desconhecem os pássaros e os seus respectivos nomes.

Sabem outras coisas talvez mais importantes ou necessárias tais como mexer no computador, no smartphone, nos equipamentos de vanguarda, sempre se renovando, pois o progresso tecnológico muda vertiginosamente; haja dinheiro e tempo para acompanhar tantas novidades, pois como diz o poeta “o que é novo apavora”.

O mundo está mergulhado numa corrida (sem retorno) junto ao precipício, pois, apesar dos inúmeros e sofisticados controles, está tudo fora do controle, o que tem revelado a todos, ultimamente, a pandemia que assola a tudo e a todos, matando tanta gente, aqui e em todos os lugares.

Essa pandemia que estamos vivendo e sofrendo, sem data para acabar, mostra a fragilidade humana, individual e coletiva, disseminando medo e pavor, incertezas, pois estamos diante do “temor e tremor”, uma visão apocalíptica e escatológica sobre os “finais do tempo”. Gosto da simplicidade do quintal, do privilégio de morar em casa, enfim, ter um chão para morar, olhar o céu e desfrutar do barulho da chuva no telhado.

 


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Os vegetais, as plantas, os pássaros, tudo isso nos ensina a pensar melhor sobre a vida, a sobrevivência e a necessidade de paz e simplicidade para aprender que temos que parar com essa corrida desenfreada em direção ao nada, pois como se indaga: “existirmos a que será que se destina?” E o noticiário?

O centro da atenção, aparentemente, é o preço da gasolina, descontrolado, um dado desconfortável ao atual governo federal, um problema de difícil solução.

O desconforto ainda é maior quando se compara o preço da gasolina e demais derivados de petróleo com os governos anteriores, mostra que estamos no descontrole, com um governo despreparado, inexperiente, como se diz no futebol, um jogador medíocre que “joga para a torcida”.


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Por detrás do preço da gasolina vem o aumento de tudo, uma bola de neve e, inevitavelmente, o retorno concreto e visível da inflação galopante.

Prometeu-se muito na eleição presidencial anterior, tudo iria melhorar com um toque de mágica, o preço do gás lá embaixo, pleno emprego, tudo aconteceria com o mito e a nova política, porém, na realidade era tudo propaganda enganosa.

Quanto ao deputado agressivo, destemperado, representante da extrema direita, está preso, prevaleceu o bom senso dos deputados.

Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br


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