OPINIÃO DO ECONOMISTA CÉLIO FURTADO: FIM DE ANO

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*Célio Furtado
Economista e professor da Univali
celio.furtado@univali.br

Final do ano chegando, o espírito natalino se aproximando e as pessoas se alegram com os festejos, as emoções e as expectativas de um próximo ano. Percebemos, de fato, muita alegria nas expressões, nos cumprimentos e a esperança de que as coisas aconteçam ainda melhor, fatos positivos surpreendentes, pois, sabemos a vida é boa e merece ser vivida intensamente, por todos e para todos.

Particularmente, utilizo-me desse importante meio de comunicação para agradecer o privilégio de poder me expressar para tanta gente, oferecendo ideias e avaliações sobre alguns aspectos da conjuntura.



Sei da responsabilidade do comunicador, seu compromisso com a verdade e também com os ditames da consciência, pois sabemos que o mundo precisa cada vez mais de uma fundamentação ética: ser verdadeiro com o próximo e consigo próprio.


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OPINIÃO DO ECONOMISTA CÉLIO FURTADO: DESINDUSTRIALIZAÇÃO!

Quero cumprimentar o jornalista Adilson Pacheco, um lutador pelas questões náuticas, um pioneiro nas temáticas relacionadas com o uso inteligente do nosso litoral.Acompanho o trabalho árduo do jornalista Adilson, muitas dificuldades, porém ele, como todo visionário, não esmorece e vai abrindo bons caminhos nesse amplo espaço, nessa incomparável perspectiva econômica representada pela Indústria Náutica, um dos pilares de nossa economia, indubitavelmente.

O ano foi muito bom para a nossa cidade, com grandes eventos e, o mais importante, com grande adesão popular. Nossas festas atraíram gente de muitos lugares, mesmo do exterior, provocando, certamente, boas impressões e a vontade implícita de retornar novamente. O Prefeito Volnei Morastoni vem imprimindo uma nova dinâmica na gestão municipal, tendo a coragem de quebrar paradigmas, de investir em algo que é fundamental para a modernidade: a mobilização urbana.

Para atingirmos patamares mais elevados de desenvolvimento, precisamos abrir novas vias, facilitar o acesso ao nosso Porto, às nossas rodovias e aeroporto. Precisamos, de fato, tornar a nossa Itajaí cada vez mais competitiva dentro da perspectiva da economia global, sem perder, no entanto, sua beleza natural e o seu patrimônio maior: a simpatia e a hospitalidade de nossa gente.

Com as Regatas, eventos importantes já agendados, surgem novas modalidades de oportunidades econômicas, novos fluxos turísticos, consolidando ainda mais o nosso marketing que desperta o interesse e a salutar inveja de tantas outras cidades brasileiras. A economia brasileira enquanto um todo não deslanchou ainda, basta ver o índice de crescimento anual de nosso PIB, bem abaixo de 1%, refletindo a estagnação de nossa indústria, a baixa confiança dos investidores, travando naturalmente o nosso desenvolvimento. Ainda não criamos um ambiente favorável aos bons negócios, apesar de algumas reformas importantes terem sido aprovadas pelo Congresso Nacional. Porém, o temperamento instável e amador do atual Presidente da República atrapalha mais do que ajuda o necessário entendimento de nossa nação, muito dividida ainda por posições antagônicas inconciliáveis. Temos que ativar o mercado interno, colocar como prioridade o combate ao desemprego, o grande entrave para o deslanche de nossa economia. Uma economia estagnada não pode gerar empregos.

Os nossos dirigentes de Brasília deveriam se espelhar no vigor da economia de Itajaí, um baita aprendizado!



*Célio Furtado, nascido em 1955/ Professor da Univali/ Formado em Engenharia de Produção na Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Mestre Engenharia de Produção/ Coppe/Ufrj/trabalhou no Sebrae Santa Catarina e Rio de Janeiro. Consultor de Empresa/ Comunicador da Rádio Conceição FM 105.9/ celio.furtado@univali.br


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