Coluna da jornalista Raquel Cruz – direto da França

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RAQUEL CRUZ

Jornalista catarinense, amante do mar e do esporte. Atuou na comunicação da etapa brasileira da Volvo Ocean Race 2014-2015, Transat Jacques Vabre (edições 2013, 2015 e 2017) e 1ª Semana da Vela de Itajaí. Foi repórter esportiva e voluntária na Associação Náutica de Itajaí. Atualmente, cursa pós-graduação em Gestão Digital pela Université de Paris X – Nanterre, França, de onde acompanha as principais regatas de oceano do circuito europeu.
Contato: raquelcruz@outlook.com
Twitter: @_raquelcruz



Vendée Globe: hora de fazer as apostas

Um informativo semanal especializado em náutica reuniu velejadores de diferentes nacionalidades, entre eles o veterano de guerra ex-skipper do Safran Sailing Team, Marc Guillemot, e jornalistas de alguns veículos da mídia francesa (L’Équipe, Le Télégramme, Ouest-France, Voiles et Voiliers, L’Equipe) para darem seus palpites: quem vai ganhar a Vendée Globe?

A resposta pendeu quase que de forma unânime para Armel Le Cléac’h e seu veleiro de 60 pés Banque Populaire VIII. Armel tem, teoricamente, todos os atributos para estar no topo do pódio daqui a 3 meses. No quesito experiência, ele parte para a sua terceira participação – além de ter terminado várias outras regatas do calendário entre os primeiros – uma das últimas foi a Transat Jacques Vabre, entre a França e a cidade de Itajaí, em Santa Catarina.

No que depender de força técnica, o barco de Armel é também um dos mais performáticos. Além de ser um dos veleiros mais novos da disputa, faz uso dos fólios – tecnologia que está em voga nos veleiros de oceano e que tem por razão de existir nada mais, nada menos do que elevar o casco do barco e diminuir o atrito com a água. Se é difícil de entender na prática o isso significa, pode-se dizer, de forma minimalista, que os fólios fazem o barco flutuar (Ah, se Jesus Cristo visse essa!).

 BANQUE POPULAIRE


 

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Os fólios são fixos e não podem ser removidos em caso de avaria durante a prova. (Crédito: Yvan Zedda-BPCE)

Para completar, Banque Populaire é um dos principais patrocinadores da vela na França e no mundo. A estrutura e a equipe que o francês tem à disposição praticamente 24 horas por dia durante a preparação e ao longo de toda a regata é, portanto, digna de um sheik árabe.

A vela, por outro lado, depende intimamente do fator “meteorologia” mais do que qualquer outro esporte, o que deixa a raia aberta para todos os outros 28 skippers. Quem sabe não aparece um azarão para dar ainda mais suspense ao vale-tudo das águas?

Na próxima semana, estarei em Sables d’Olonne para acompanhar o tour do mundo da beira do cais. Se alguém tiver alguma pergunta para fazer a um dos skippers, entre em contato pelo meu e-mail (logo abaixo na página). Fortes emoções estão por vir!


 

E o prêmio vai para…


 

Faço um rápido parênteses no assunto “Everest dos mares” para falar de um concurso que está no ar pelas próximas semanas. O Mirabaud Yacht Racing Image abre regularmente uma votação pública para eleger a melhor foto de vela do ano. Ao todo, foram selecionadas 80 fotografias para o álbum que concorre nesta edição com registros feitos entre o final de 2015 até meados de 2016.

Aqui vão algumas do meu Top 10…


 

1) Mark Lloyd clicou o IMOCA Hugo Boss, de Alex Thomson, na chegada à Nova Iorque da regata “New York – Vendée”

2) Foto feita com um drone pelo Alex Irwin durante regata noturna no Reino Unido

3) Registro do Nico Martinez durante uma regata de clássicos em Palma de Maiorca (Espanha)

Para votar, é preciso estar conectado ao Facebook, basta acessar o site da instituição [[http://www.yachtracingimage.com/gallery/contest-2016/] e escolher o melhor clique.



 

Coluna 02- 21/10




 

coluna anterior – http://regatanews.com.br/coluna-da-jornalista-raquel-cruz-direto-de-parisfranca/


 

 

 

 

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