Velejadora Izabel Pimentel ” Houve tempestades, depressões, sim. Mas não foram tão violentas que pudessem gerar tantas quebras.”

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Velejadora Izabel Pimentel Houve tempestades, depressões, sim.  Mas não foram tão violentas que pudessem gerar tantas quebras.”


 

Da Redação


 

Da Redação

Mais de 10 barcos quebrados na maior regata da França – a conhecida regata do café – Transat Jacques Vabre. Diante de tantas quebras e abandonos na regata que chega a Itajaí neste mês de novembro – o site Regata News – foi em busca de opiniões de experientes velejadores que possam explicar a razão de tantas quebras.

    Buscamos a opinião da velejadora Izabel Pimentel – que está na França reformando seu barco Don. Leia a opinião da velejadora brasileira.


 

Opinião

Velejadora Izabel Pimentel Houve tempestades, depressões, sim.  Mas não foram tão violentas que pudessem gerar tantas quebras.”

 

Quando a Transat Jacques Vabre completou seu 12º abandono, o barco SMA, que teve problemas na quilha e ele seguiu viagem para as Antilhas comecei a achar todas essas quebras muito estranhas

São barcos teoricamente feitos para enfrentar mares duros como os mares do sul.  Fiz uma pesquisa na net verifiquei que muito estavam inscritos em uma regata nas Antilhas.  Me deu um desgosto.

 Uma decepção.  Será que é tudo um teatro?

Mas vendo o que aconteceu ao veleiro Hugo Boss, vejo o que falta é mesmo um teste maior nos barcos, reforçar e preparar os skippes para resolver problemas técnicos.  A maioria possui uma grande equipe e normalmente acaba ficando longe da preparação física do barco.  Senti muito isso nessa regata.   Faltou um pouco de querer continuar, a garra de encontrar uma solução e colocar o barco na direção sul. 

Faltou o Renato Conde, preparador português para deixar o barco totalmente reforçados, faltou mais foco e determinação em realizar e sobrou estrelismo para deixar para uma próxima ocasião.  Não digo o caso de Lionel Lemonchois, que capotou navegando a 35 nos, mas outros que por falta de energia, ou algumas quebras que poderiam ser solucionadas, caso houvesse interesse maior na conclusão da regata.

Houve tempestades, depressões, sim.  Mas não foram tão violentas que pudessem gerar tantas quebras.  Os construtores e preparadores devem olhar com mais carinho no que ocorreu na TJV e procurar melhorar para uma próxima edição.  Preparação melhor do barco e do homem, nãosó como velejador, mas como parte de todo o sistema.