Hong Kong e Auckland – Martine Grael aposta em equilíbrio na sexta etapa da Volvo Ocean Race

   James Blake/Volvo Ocean Race


James Blake/Volvo Ocean Race

Campeã olímpica da Rio 2016 integra o team AkzoNobel na perna entre Hong Kong e Auckland da Volvo Ocean Race. Barco da brasileira foi o mais rápido nas primeiras horas de percurso

A sexta etapa da Volvo Ocean Race teve início na madrugada desta quarta-feira (7). O percurso de 6.100 milhas náuticas entre Hong Kong e Auckland (Nova Zelândia) promete ser bastante equilibrado e com muitas opções estratégicas para as seis equipes.

Ainda em recuperação na tabela da Volta ao Mundo, o team AkzoNobel ocupa a sexta colocação. Mas na quarta etapa mostrou evolução, ficando pela primeira vez no pódio na edição 2017-18. A perna cinco [Hong Kong – Guanghzhou] foi apenas de transição, com acréscimo de uns pontos aos times.

”Eu acho que vai ser bem pegado, não vai ser uma perna fácil. Teve um barco que quebrou chegando aqui, o Vestas, então temos um barco a menos e vai acirrar ainda mais disputa entre os outros barcos”, explicou Martine Grael.

O team AkzoNobel foi o primeiro a deixar Hong Kong após a largada. Com poucas milhas velejadas, ainda nenhum barco desgarrou abrindo vantagem. As opções táticas estão por vir

Com uma previsão de ciclones tropicais que podem atingir os barcos, a direção da regata adicionou uma zona de exclusão, estendendo-se por 20 graus de longitude a leste das Filipinas.

”Nessa próxima perna a gente vai fazer mais da metade do caminho reverso do que a gente fez para chegar até aqui [Hong Kong]”, disse Martine Grael.

A campeã olímpica explica que os primeiros dias serão de ventos fortes, mas que depois, com a chegada dos Doldrums, a calmaria entra em cena.

”Ventos que vão ser bem pesados, com o barco sacudindo pra caramba! Mas chegando na zona de convergência tropical vai ficar mais tranquilo e aí chega aquele ponto que para! Então acho que vai era uma perna difícil, com bastante mudança. Está fresquinho aqui em Hong Kong, mas que vai fazer bastante calor e depois vai fazer frio de novo, então a mudança de hábitos alimentares, roupa e tudo também”.

O campeonato tem liderança do MAPFRE, que venceu duas etapas até o momento. O Dongfeng Race Team é o segundo colocado. O Vestas 11th Hour Racing ficou de fora da etapa para reparos no veleiro.

”É uma longa etapa até Auckland, cerca de 6.000 milhas náuticas, é quase a mesma distância da quarta etapa”, disse Xabi Fernández, o skipper do MAPFRE. “O início será importante, como de costume”.

A sexta etapa da Volvo Ocean Race levará a flotilha para o Estreito de Luzon. Na sequência, os mergulham para o sul aos Doldrums, depois seguem por sudeste até a ponta norte da Nova Zelândia.

A Volvo Ocean Race começou em 1973 com o nome de Whitbread Round the World Race. Durante as 12 edições e mais de 40 anos de história, o evento estabeleceu uma grande reputação como a principal regata oceânica do mundo e uma das provas mais difíceis do planeta.

 

jeremie Lecaudey/Volvo Ocean Race

jeremie Lecaudey/Volvo Ocean Race

Sete times com velejadores profissionais participam desta edição, incluindo a campeã olímpica Martine Grael. Outros três velejadores portugueses fazem parte do evento.

Serão 12 cidades-sede, com Brasil e Portugal como paradas estratégicas. Os barcos já estão velejando. Serão 45 mil milhas náuticas pelos mares do mundo. A rota passará três vezes mais pelos mares do sul em relação à edição passada.

Os barcos são os Volvo Ocean 65 one-design. É a segunda vez consecutiva que o veleiro será usado no evento. O monocasco de 65 pés (19,8 metros) é igual para todos e pronto para velejar.

Os barcos contém a última tecnologia de equipamentos via-satélite, transmissão e vídeo, facilitando a vida dos Repórteres A Bordo (OBR’s), que estão na regata desde 2008-09. Todas as equipes contam com mulheres a bordo.

Faça a sua parte e ajude a mudar a história do plástico nos oceanos com o Turn the Tide on Plastic, assinando a petição Clean Seas: www.volvoooceanrace.com/pledge



Fonte- Flávio Perez