Portugal começa viver a Volvo Ocean Race a partir de junho

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Abu Dhabi

Ian Walker torna Portugal a base de treinamento do time do barco Abu-Dhabi

Portugal começa viver a 13º edição da Volvo Ocean Race a partir de junho até outubro de 2017. A stopvoer Lisboa, Portugal, atraiu um público para a Vila da Regata de”210 mil visitantes”. O pais descobridor do Brasil luta para ter em seu território a sede da regata volta ao mundo. Nesta de ação para a conquistar a sede da VOR, que hoje se encontra em Alicante – , Portugal começa viver o dia-a-dia da VOR mais cedo. Os portugueses ganham uma base especial do Boatyard, o estaleiro que a Volvo Ocean Race desenvolveu para dar todo suporte às equipes e seus Volvo Ocean 65. O estaleiro naval de Lisboa irá complementar o centro de serviços em Alicante, que também servirá como base de treinamento e apoio.

O australiano Nick Bice, coordenador do Boatyard, comemorou o novo local: “Lisboa tem infinitas possibilidades para nós. O estaleiro naval é um antigo mercado de peixe nas docas de Lisboa. As opções de treinamento são ilimitadas! O vento é garantido em qualquer estágio nos trechos de mar e há também a possibilidade de treinar no rio Tejo”.
“Eu gostaria de agradecer a todos os envolvidos para fazer este projeto ambicioso acontecer, em particular ao Governo de Portugal e às autoridades locais de Lisboa. Estamos ansiosos para a construção de uma parceria de trabalho, que começou nas edições 2011-12 e 2014-15 da regata. O futuro não poderia ser mais emocionante”, finalizou Antonio Bolaños López, CEO da Volvo Ocean Race.

Segundo José Pedro Amaral, CEO da Sail Portugal, “sempre disse que, ao lado da rota desportiva, a Volvo Ocean Race é o quarto maior evento desportivo do mundo e o de maior duração, importando sublinhar e aproveitar a sua rota comercial. Lisboa foi o segundo maior ‘stopover’ em convidados corporativos, só superado pelo final em Gotemburgo e isso deixou marca decisiva para o que pretendemos que a VOR seja em Portugal e do seu relacionamento com o país. A meta é ter cá a sede e temos dado passos nesse sentido com ajuda de governos, Câmara, Porto de Lisboa, Direção-geral de Política do Mar, entre outros. Não esqueço que foi o atual primeiro-ministro, então ainda como líder camarário, quem trouxe a prova para a capital – a ele se deve a possibilidade de dizer que não há volta ao mundo na vela sem Lisboa”, referiu.

Walker em Portugal

Com Ian Walker ao leme, o barco de Abu Dhabi, vencedor da anterior edição, já escolhera águas lisboetas para sede da sua preparação. Sobre algumas das mudanças para esta edição, Amaral aponta: “A VOR vem para Lisboa com o seu ‘Boatyard’ e centro de treinos, algo que passa a ser como um ‘stopover’ de um ano, ou seja, a partir do próximo mês de Junho e até Outubro de 2017 teremos cá os barcos da prova em regatas. Ora, o coração e a alma da competição estão onde estiverem os barcos. Uma coisa é dizer que temos aqui a Fórmula 1 da vela – outra é referir que está cá a sua fábrica. Fernando Medina tem dado fortes contributos para reforçar a ligação e a ministra do Mar também é uma entusiasta da prova. Obras realizadas nos antigos armazéns da Doca Pesca permitem este ano ampliar o espaço para os barcos, mantendo-se o que já era dedicado em tendas. Numa segunda etapa queremos que exista uma equipe sob bandeira portuguesa, algo está em desenvolvimento através de conversações e talvez se consiga com um pouco de sorte”, disse Amaral.

Ele adiantou que a ambiciosa meta de meio milhão de visitantes que não foi concretizada na anterior passagem, Amaral não descartou: “A meta era ambiciosa porque é assim que eu sou e gosto de levar as pessoas a pensarem de modo semelhante. A divulgação foi algo tardia pelas vicissitudes que se viviam, mas é bom lembrar que não estão incluídas as milhares de pessoas que, margem fora, acompanharam as regatas.”

Rede de ‘network’

E José Pedro Amaral sublinhou: “Contrariámos a ideia de que Portugal é um mercado pequeno e seria difícil convencer as empresas. Registámos presença massiva de empresas e empresários com uma rede de ‘network’ forte e intensa que permitiu ver negócios a acontecer. Além disso, criámos um ‘business lounge’ que deverá ser replicado pela própria Volvo em todas as passagens.”

Quanto à hipótese de as obras anunciadas para a cidade poderem colidir com os próprios interesses da prova, Amaral argumenta: “Já vi políticos serem criticados por nada fazerem ou não cumprirem promessas; é a primeira vez que vejo algum ser criticado por fazer muitas obras. Cada cidade ou território tem uma dimensão que ultrapassa as obras num certo local e as pessoas que aí vivem têm muito a beneficiar com a criação de melhores condições de vida. Ter mais trânsito ou os barcos em espera um pouco mais? Parto do princípio que é para o bem de todos, portanto, tudo se coordena.”

Lado pragmático

Sem falar de investimento por não saber ainda todas as características do ‘stopover’, Amaral quer manter “o lado pragmático da ligação empresarial e econômica” sem esquecer “a componente familiar”. Em contatos com “empresas que já estiveram e outras que pretendem estar”, o responsável diz que será “uma edição menos festivaleira”, embora acentue a ideia de “vela mais democratizada”.

Ele lembrou a “ligação umbilical do país ao mar numa relação cada vez mais intensa porque o Atlântico não é apenas um amontoado de água onde nos banhamos no Verão – é um vasto espaço de oportunidade”, considera. E acrescenta: “Juntam-se à volta destes projetos uma comunidade dinâmica com clubes e pessoas que fazem acontecer coisas pelo lado da náutica e das novas ciências, mas também das energias vindas de águas profundas. Tomámos consciência do ouro que temos ao lado e estamos a aproveitá-lo. No futuro gostaria de ter um pavilhão associado a atividades como a pesca e à extensão da plataforma continental portuguesa. Não é apenas a lembrança das Descobertas que nos surge com a VOR – é uma forma de reaproveitar o espaço atlântico para a economia com ligações a África, Brasil e Estados Unidos e tirar partido das reinterpretações de uma indústria portuguesa que encontrou formas de modernização e de fazer melhor como a pesqueira. “Concluiu Amaral.





 

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