Bicampeão olímpico, Torben Grael é indicado ao Hall da Fama da vela

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m37802_vor6386Torben Grael é um dos sete novo integrantes do Hall da Fama da Vela Mundial.Atual coordenador técnico da equipe brasileiro de Vela, Torben Grael é um dos sete novos integrantes do Hall da Fama da Vela Muncial. O velejador dono de cinco medalhas olímpicas foi empossado durante a conferência anual da Federação Internacional de Vela (ISAF) realizada em Sanya, na China.

Criado em 2007, o Hall já contava ccom os nomes de Olin Stephens, Dame Ellen MacArthur, Paul Elvström, Barbara Kendall, Eric Tabarly e Sir Robin Knox-Johnston, todos empossados ​​em 2007. Além de Torben Grael, a nova lista conta com lendas do esporte como Dennis Conner, Alessandra Sensini, Harold Vanderbilt (1884 – 1970), Sir Peter Blake (1948 – 2001), Buddy Melges e Valentin Mankin (1938 – 2014). Os próximos velejadores serão empossado em 2019, sempre no terceiro ano de mandato do comitê executivo da ISAF.


 

Confira quem são os sete novos integrantes do Hall da Fama da Vela Mundial:


 

  • Torben Grael

O brasileiro é um dos únicos três atletas a ter ganho cinco medalhas olímpicas na vela, incluindo duas medalhas de bronze, uma medalha de prata e duas medalhas de ouro nas classes Soling e Star. Torben também se destacou em outras áreas da vela, como vitórias na Volvo Ocean Race (como skipper do “Ericsson 4 ‘) e na Louis Vuitton Cup (como tático do Luna Rossa). Ele também já ganhou inúmeros mundiais e em 2009 foi premiado com o Rolex Sailor World of the Year 2009.

Dennis Conner – campeão da America’s Cup em quatro oportunidades, e conhecido como “Mr. America’s Cup, também tem um bronze olímpico conquistado nos Jogos de Montreal, 1976.

Alessandra Sensini – é a velejadora olímpica mais bem sucedido na história, com um ouro, uma prata e duas medalhas de bronze. Sua capacidade de se manter no topo por um período tão longo é resultado de seu talento e dedicação a vela (windsurf).

Harold Vanderbilt (1884 – 1970) – velejador de multíplos talentos. Além de campeão de vela, foi jogador de bridge e chegou a influenciar alterações nas regras do esporte que visgoram até hoje. Vanderbilt também foi fundamental no desenvolvimento e promoção de um conjunto de regras na America’s Cup. Com a ajuda de outros visionários que, as modernas regras de regata à vela foram adaptadas em 1960.

Sir Peter Blake (1948 – 2001) – uma lenda do mundo da vela. O neozelandês atingiu a grandeza em muitos aspectos. Liderou a Nova Zelândia à vitória por duas vezes na America’s Cupk, ganhou a Whitbread Round the World Race (antiga denominação da Volvo Ocean Race) e levantou o Troféu Júlio Verne como velejador mais rápido ao redor do mundo.

Sir Peter também era conhecido por seus esforços na promoção da protecção do ambiente. Na verdade, foi sua busca de monitoramento da água ambiental que o levou para o Rio Amazonas, em 2001, onde sua vida foi tragicamente tirada durante um ataque de piratas. Também foi o primeiro velejador a receber o troféu Rolex Sailor of the Year em 1994.

De Buddy Melges – O velejador teve um enorme impacto na vela moderna, principalmente com o trabalho realizado no estaleiro da família. Mas Buddy também foi um excelente competidor, sendo bronze nos Jogos Olímpicos de 1964 e ouro na Olimpíada de 1972, na classe Flying Dutchman, além de ser o timoneiro mais velho a vencer na America’s Cup – aos 62 anos, e inúmeras vitórias no Mundial de Star.

Valentin Mankin (1938 – 2014) – Nascido na antiga União Soviética, é o único velejador olímpico campeão olímpico em três classes diferentes. Mankin ganhou a medalha de ouro em 1968 na classe Finn, ouro em 1972 no Tempest, bem como uma medalha de prata no Tempest em 1976. Depois veio ouro novamente em 1980 na classe Star. Mankin também é reconhecido por sua ética de trabalho e liderança.