- Entrevista ou uma conversa informal – exclusiva com o então CEO da Volvo Ocean Race antecipou um dos capítulos mais marcantes da presença brasileira na vela oceânica mundial.
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Adilson Pacheco | Agência Regata News
Em um dos grandes furos jornalísticos da cobertura náutica brasileira, a então Jornal Regata News revelou, ainda no ciclo da Volvo Ocean Race 2017/2018, uma declaração que repercutiu internacionalmente:
o então CEO da regata, Mark Turner, afirmou sonhar em ver Martine Grael competindo em um barco da volta ao mundo.
- Detalhe foi em uma conversa informal no facebook!
A entrevista exclusiva foi publicada pelo Regata News em um momento em que o nome da medalhista olímpica brasileira começava a ganhar força no ambiente da vela oceânica internacional. A manifestação partiu espontaneamente de Turner, sem provocação prévia sobre uma eventual participação da brasileira, o que deu ainda mais peso à declaração.
Na época, o jornal destacou que o reconhecimento vindo do principal dirigente da Volvo Ocean Race representava um sinal claro da projeção internacional de Martine Grael, já consolidada como um dos maiores talentos da vela brasileira.
- Outro ponto importante resgatado pela reportagem foi a informação de que Torben Grael havia confirmado que Martine fora sondada para integrar o Team SCA, equipe feminina que disputou a edição anterior da Volvo Ocean Race.
A revelação reforçava que o interesse por sua participação não era apenas especulação de mercado, mas fazia parte das conversas do mais alto nível da vela oceânica mundial.
O material publicado pelo Regata News também levantava questões sobre possíveis contatos com outras equipes internacionais e sobre os caminhos futuros da carreira da velejadora, tanto na campanha olímpica quanto em desafios oceânicos de longa distância.
Martine: Eu não recebi convite, mas ainda há poucos times confirmados.
Com a afirmação de Mark, fomos à procura de Martine, por meio de sua assessoria, para responder se havia recebido convite para participar de algum barco da então Volvo (The) Ocean Race.
“Percorrer as partes mais isoladas e mais selvagens do oceano me traz certo fascínio. A ideia de correr uma regata dias e dias sem fim também. Mas é claro que isso tudo depende de um time e de toda uma estrutura por trás. Muito preparo e experiência.
Depois de sete anos de campanha olímpica, experiência em regata eu tenho, mas a experiência em barcos grandes não. Como mulher, eu nunca senti preconceito no mundo da vela. Mas é claro que as oportunidades não vêm da mesma forma que para os homens. Acho que essa mudança das regras da Volvo vai abrir um mundo de oportunidades para as mulheres.
Eu não recebi convite, mas ainda há poucos times confirmados. Não estou esperando receber um. Existem muitas mulheres com experiência aguardando uma oportunidade. Se eu conseguir uma oportunidade dessas, hei de considerar que ela vem com muita responsabilidade e sacrifício. O motivo de não haver tantas mulheres quanto homens também tem a ver com a exigência física de velejar com ondas do tamanho de prédios e passar toneladas de velas de um lado para o outro do barco para ganhar aquele nó a mais de velocidade. Mas as mulheres do time feminino SCA, que correu a última Volvo Ocean Race, mostraram que força não é tudo.” finaliza a medalhista olímpica Martine Grael

Semanas depois da entrevista concedida ao Regata News, Martine Grael era oficialmente confirmada como tripulante do Team AkzoNobel para a edição 2017/2018 da Volvo Ocean Race, tornando-se uma das representantes brasileiras na principal regata de volta ao mundo.
A equipe holandesa também contou com outro brasileiro a bordo, o experiente velejador Joca Signorini, reforçando a presença do Brasil em um dos projetos mais competitivos daquela edição.
A confirmação de Martine deu ainda mais relevância ao furo jornalístico publicado anteriormente pelo Regata News, quando Mark Turner revelou o desejo de vê-la em um barco da Volvo Ocean Race e a própria velejadora comentou, com cautela, as possibilidades de ingressar em uma campanha oceânica de alto nível.
“Saga de Um Repórter na The Ocean Race”,
Esta informação histórica da vela oceânica integra o livro “Saga de Um Repórter na The Ocean Race”, que o jornalista Adilson Pacheco está escrevendo. A obra aborda sua trajetória de ingresso no jornalismo náutico, desde as primeiras coberturas de regatas internacionais, e também resgata o processo de conquista de Itajaí para integrar o circuito mundial da The Ocean Race.
O livro reúne bastidores inéditos, entrevistas exclusivas e momentos marcantes da vela brasileira, incluindo o episódio em que o Regata News revelou, em primeira mão, a declaração do então CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner, sobre o desejo de ver Martine Grael competindo na regata de volta ao mundo. Semanas depois daquela publicação, Martine foi confirmada como tripulante do Team AkzoNobel, ao lado do também brasileiro Joca Signorini, transformando a reportagem em um importante registro histórico do jornalismo náutico nacional.
Além das histórias vividas no circuito internacional da vela, “Saga de Um Repórter na The Ocean Race” também retrata a transformação de Itajaí em referência mundial da vela oceânica, mostrando como a cidade catarinense saiu de um projeto ousado para tornar-se a única parada sul-americana da The Ocean Race, consolidando-se como um dos principais polos náuticos do hemisfério sul.













