“Senhor dos Ventos”| Bastidores do projeto que culminou em um filme brasileiro de sucesso

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Isabela com a equipe do Brasil no banco traseiro está Alan Adler - Foto Arquivo pessoal

 

  • Exclusiva

Da Redação | Agência Regata News

A jornalista Isabella Nicolas, produtora do documentário “Senhor dos Ventos”, revelou ao editor da Agência Regata News como surgiu a ideia de registrar a histórica campanha do Brasil 1.

Em entrevista exclusiva ao Regata News, Isabella conta que, quando ingressou na equipe do barco brasileiro, sua intenção inicial era apenas produzir um documentário que registrasse os bastidores do projeto. Com o desenrolar da campanha, o material ganhou uma dimensão muito maior e deu origem ao filme “Senhor dos Ventos”, que eternizou uma das mais importantes páginas da vela oceânica brasileira.

  • Leia, a seguir, o depoimento exclusivo da jornalista Isabella Nicolas ao Regata News.

 

Isabella durante a gravação do Brasil1- Arquivo pessoal

A ideia inicial não era um filme. Fui sondada pelo Ênio Ribeiro, diretor de marketing do projeto, para fazer um institucional. Mas, quando vi a empreitada, sugeri um documentário de longa-metragem, e eles aceitaram a ideia.

Foi uma produção complicada porque não captamos a totalidade do valor orçado. Então, tivemos que ir com uma equipe super reduzida: apenas eu, um câmera e um operador de áudio. Ninguém tinha assistente; tínhamos que carregar todo o equipamento sozinhos. Eu também não tinha verba para levar alguém da produção, então tinha que fazer a produção local, operar uma das câmeras, entrevistar em diversas línguas. Enfim, foi bastante cansativo. Principalmente porque não podíamos chegar aos portos com antecedência. Chegávamos às vésperas, às vezes no próprio dia em que o barco chegava ou saía, sem tempo para nos acostumarmos com a diferença de fuso horário e de hábitos.

Na África do Sul, quase fomos atropelados por olhar para o lado errado da rua na hora de atravessar. E, quando voltamos da Nova Zelândia, ficamos dias sem sono durante a noite e dormindo em pé durante o dia.

A produção só começou a ficar mais fácil nos Estados Unidos, porque já tínhamos bastante intimidade com os tripulantes, que me ajudavam até carregando equipamentos. E a etapa da Europa foi excelente também. Nossa produção já estava azeitada, a tripulação também estava mais relaxada, ganhou uma etapa, e foi muito bom!