Alemanha – Regatas eliminatórias desafiam brasileiros no Grand Slam de Hamburgo

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–  Em Hamburgo, Alemanha, o  sábado (7) será intenso para as dez duplas mais bem classificadas no inédito City Grand Slam de Hamburgo, Alemanha. A competição começou com 86 barcos e restarão apenas dez para as quartas de final. Torben Grael, Bruno Prada e seus respectivos parceiros estão praticamente garantidos, mas ainda haverá a quinta e última regata da segunda fase, disputada por 30 tripulações. Kuznierewicz e Zycki (POL) lideram, seguidos por Negri e Lambertenghi (ITA), ambos com 20,5 pontos perdidos.

Bruno e Augie Diaz (EUA) venceram a primeira das quatro provas, adquirindo condição confortável. “Podemos até nos poupar na quinta regata para evitarmos o desgaste de um percurso que é rajada e manobra o tempo todo. A partir das quartas de final zera tudo e o que vier é lucro”, considera Bruno. A dupla ocupa a quinta colocação, com 34 pontos perdidos. A premiação geral é de 100 mil dólares e os vencedores somam 3.000 pontos no ranking da SSL.

 

SSL City Grand Slam 2016 - Day 4

Torben e Stefano Lillia (ITA) chegaram em segundo lugar na segunda regata e também já pensam nas eliminatórias. “Agora é só não errar, apesar de que em regata curta é fácil errar. Veja os italianos e os poloneses, estão muito regulares”, aponta Torben, sexto colocado com 37 pontos perdidos. Francisco Siemsen e Arthur Lopes (Chicão e Tutu) estão em 15º lugar. A partir das quartas de final os pontos são zerados.

Briga apertada pela sobrevivência no City Grand Slam – O brilho do sol e o vento leste de 12 nós (22km/h) proporcionaram regatas clássicas no Lago Alster para ao 30 barcos que ainda podem ganhar o inédito SSL City Grand Slam, com premiação geral de cem mil dólares. Em provas de apenas 35 minutos, com pernas de 600 metros, o segredo é achar o “caminho limpo”. Em atitude inovadora, a Comissão de Regatas do Norddeutscher Regatta Verein (NRV) criou um “gate” superior permitindo a opção de contorno entre duas boias.

SSL City Grand Slam 2016 - Day 4

Exceto protestos, as seis primeiras duplas na classificação geral estão garantidas na fase eliminatória independentemente da quinta regata. Os mais regulares do dia foram os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi, com três segundos e um terceiro lugares, compartilhando assim, a liderança com Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki (POL).

A dupla polonesa teve um dia difícil. Na primeira regata, Kusznierewicz e Zycki foram marcados no contorno da boia após primeira perna de popa, mas conseguiram se recuperar e terminaram em terceiro lugar. Na segunda prova com muito esforço repetiram a colocação, mas após a terceira largada veio o resultado inesperado, um 23º lugar que acabou sendo adotado como descarte. A séria foi concluída com a oitava colocação. O vencedor da segunda fase passa diretamente para a final, enquanto o segundo colocado avança à semifinal.

 

Regata 1 –

Os recentes campeões mundiais de Star, Augie Diaz e Bruno Prada venceram a primeira regata do dia. O momento-chave veio no primeiro “gate” superior, quando a dupla optou pela boia da direita, ao contrário do rumo escolhido pela maior parte da flotilha. Negri e Lambertenghi ficaram em segundo lugar, Kusznierewicz e Zycki em terceiro. Vários dos melhores no ranking da SSL não ficaram entre os dez primeiros: Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot (19), Eric Doyle e Payson Infelise (21) e Robert Stanjek e Frithjof Kleen (23).

 

Regata 2 –

Os alemães Stanjek e Kleen largaram decididos a brigar pela vitória na segunda prova do dia, buscando recuperar posição entre os dez mais bem colocados e evitando assim, a zona de corte. Negri e Lambertenghi obtiveram mais um segundo lugar, contando com excelente largada e velejando sempre entre os três primeiros. Kusznierewicz e Zycki ficaram em terceiro, o que lhes manteve na liderança geral.

 

Melleby (NOR) e Revkin (EUA) não conseguiram terminar a prova devido à quebra de um dos cabos que sustentam o mastro. A dupla retornou rapidamente ao clube anfitrião NRV e emprestaram o barco do associado Olaf Richter, que os atendeu gentilmente. A ação emergencial permitiu que corressem a terceira regata e ainda fizessem um milagroso sexto lugar. Os norte-americanos Lawrence e Coleman, envolvidos em acidente, adotaram o mesmo procedimento e ficaram em oitavo lugar.

 

Regata 3 –

Com rajadas de 15 nós, ofereceu a condição mais extrema desde o início do City Grand Slam. Melleby e Revkin estavam de volta à raia e ainda contaram com a sorte para finalizar a preparação do barco emprestado. Muitos barcos largaram escapados e a Comissão de Regatas sinalizou chamada geral. Sob Bandeira preta, Polgar e Koy largaram muito bem, assim como Torben e Stefano. Os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot assumiram a liderança na segunda metade da regata e assim permaneceram até cruzar a linha de chegada.

Regata 4 –

A dupla Eric Doyle e Payson Infelise ousou imprimir ritmo agressivo para vencer a última regata do dia e recolocar o barco norte-americano com chances de classificação na quinta prova da segunda fase. A vitória rendeu um suspiro a Doyle e Infelise, com a décima colocação geral, limite da nota de corte para as quartas de final. Negri e Lambertenghi obtiveram brilhante segundo lugar, com Polgar e Koy em terceiro. O City Grand Slam terá seu último dia em Hamburgo neste sábado (7), com a regata final da segunda fase às 11h30 (6h30 de Brasília). Apenas os dez melhores seguem para as provas eliminatórias: quartas de final (9h25), semifinal (10h15) e final (10h55).

As quatro regatas serão transmitidas ao vivo pela internet, com comentários de especialistas e convidados no estúdio, como o tetracampeão da America’s Cup, Dennis Conner. Na água, as imagens são produzidas com a mais alta tecnologia, além do gráfico virtual 3D, proporcionando uma visão emocionante, diferenciada, além da completa telemetria da prova