The Ocean Race| Adilson Pacheco Entrevista Paulo Bornhausen |“Primeiro veio a coragem do prefeito Jandir Bellini em topar o desafio. Ele nunca tinha ouvido falar da Volvo Ocean Race ”

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█ Exclusiva|

Entrevistando:  Paulo Bornhausen sobre a  chegada da (The) Volvo Ocean Race em Itajaí

  • Adilson Pacheco |Editor| Agência Regata News

Em outubro de 2013, uma das entrevistas mais marcantes que realizei foi com Paulo Bornhausen, atual secretário de Articulação Internacional do Governo de Santa Catarina.

Bornhausen detalhou como o megaevento chegou até Itajaí em abril de 2012 e como a cidade conquistou seu lugar no circuito da regata depois de anos em que o evento fazia paradas no Rio de Janeiro praia do campeão de uma volta ao mundo comandando o barco sueco Ericcson Torben Grael, único brasileiro a vencer uma edição da volta ao mundo,

E  como a cidade de Itajaí se preparou para receber a regata em 2012 e novamente em 2015.

Estas entrevistas e coberturas foram fundamentais para mim  documentar a chegada da The Ocean Race, aprender o que é uma regata do porte de uma The Ocean Race,  seus desafios e –  e o impacto que ela teria na economia e na projeção internacional de Itajaí. Foi essas coberturas realizada por todos nós da imprensa de Itajaí  que ajudou a consolidar a imagem do município como uma verdadeira capital náutica.

Em uma linguagem simples…aprendi fazendo! Nunca havia visto um barco VOR….pois é!

Vamos para entrevista.

 

Ex-Prefeito Jandir Bellini e Paulo Bornhausen / Foto: Nelson Robledo

|Repórter Casal Carabelli teve uma significativa participação neste processo?

█ Paulo Bornhausen — Total. Sou amigo da Dione, e por extensão do Horacio, há muitos anos. Nossos filhos Gabriel e Bruno estudaram juntos e são grandes amigos também. Num desses eventos esportivos do colégio em que estudavam, encontrei a Dione que me relatou estar triste por ter que se mudar para a Espanha em função do comprometimento profissional do seu marido com a VOR.

Naquele momento, me fez um desafio de trazermos o evento para SC e talvez construir um novo barco brasileiro para participar da competição. Comprei a ideia e imediatamente liguei ao governador LHS, que autorizou iniciarmos as tratativas em nome do governo catarinense e designou o competente secretário Alexandre Fernandes para executar a tarefa em seu nome.

Dione é a madrinha da parada em Itajaí. E Luiz Henrique(hoje in-memorium), o padrinho.

|Repórter Esperava o sucesso que se cedeu?

█ Paulo Bornhausen — Quem acompanhou os preparativos de perto — como eu, representando o governo de Santa Catarina, agora já em nome do governador Raimundo Colombo — viu o envolvimento da cidade e da região, o apoio de entidades municipais, regionais e do governo do Estado e teve a certeza de que Itajaí não ia fazer feio mesmo durante os preparativos. Mas a cidade se superou, foi além das expectativas e apresentou uma das melhores paradas de todos os tempos da regata, isso atestado pelos próprios organizadores internacionais.

Paulo Bornhausen – Foto Nelson Robledo

|Repórter Quais legados a Volvo Ocean Race deixou para Itajaí e Santa Catarina?

█ Paulo Bornhausen — A própria experiência de organizar um evento internacional do porte da Volvo Ocean Race, inédito no Estado, foi um grande legado. Antes das Olimpíadas, antes da Copa do Mundo, num tempo muito curto de pouco mais de um ano de preparativos, Itajaí e Santa Catarina mostraram ao mundo que estavam aptas a receber eventos internacionais de grande monta. Isso é fundamental na atração de outros eventos deste porte para o Estado, que trazem investimentos, turistas e esportistas. Hoje, depois do sucesso da etapa catarinense da Volvo Ocean Race, somos conhecidos na Europa, no Oriente Médio, na China e nas demais regiões em que a regata passou. Nossa expertise em eventos de ponta ficou notória. Esse é um legado valioso que vai além do próprio sucesso local e nacional do evento.

|Repórter Volvo Ocean Race sem a presença do engenheiro Amílcar Gazaniga?

█ Paulo Bornhausen — Primeiro veio a coragem do prefeito Jandir Bellini em topar o desafio. Ele nunca tinha ouvido falar da Volvo Ocean Race. O tamanho do evento e o desafio de assumir tal compromisso assustou. Mas, depois que se convenceu de que a empreitada traria um ganho extraordinário para a cidade e para o Estado, topou e indicou o Amílcar para chefiar a equipe que organizaria o evento por aqui.

A escolha não poderia ser mais acertada. Amílcar Gazaniga é um gestor experiente e arrojado como há muito poucos no Brasil. Sua capacidade de planejamento e de gestão são enormes e ele soube agregar as pessoas certas, no tempo certo, envolvendo toda a comunidade no projeto. Muito do sucesso da Volvo Ocean Race em Itajaí está associado ao trabalho que desenvolveu com o grupo que formou, onde se destaca o competente engenheiro João Luis Dematova, e com o apoio incondicional do prefeito Jandir Bellini.