Guilherme Sampaio é um caso concreto de como o esporte e a educação podem mudar vidas. Ele revela que a De Peito Aberto, com as aulas de judô em Lauro de Freitas, na Grande Salvador, o deixaram mais resiliente. O menino de 12 anos deu um ippon no bullying que sofria na escola por conta de seu peso e melhorou a autoestima.
Inspirado pela conquista olímpica de Beatriz Souza, que viu conquistar o ouro em 2024, ele decidiu que não iria desistir quando as primeiras adversidades apareceram.
“Eu assisti às lutas da Bia com o meu pai pela televisão e gostei muito. Minha mãe me incentivou a fazer o judô, comecei a fazer, me encantei e quis continuar. Já pensei em desistir, mas muitas pessoas me incentivaram a continuar. Agora eu tento retribuir também”, conta.
Hoje, faixa cinza, ele afirma que o judô o ajudou não apenas na ansiedade, mas também no desempenho escolar. Já a sua mãe, Adil, aponta a melhora na comunicação de Guilherme com colegas e familiares.
“Uma amiga me indicou a De Peito Aberto e hoje ele faz esporte a semana toda. Segunda e quarta à tarde faz judô com a DPA além de futebol e jiu-jitsu em outros locais. Ele ama esporte. Sempre foi muito tímido e ansioso, e o esporte tem o ajudado a lidar bem com as frustrações”, revela a matriarca da família.
Outro promissor aluno apaixonado pelos tatames é Tarley. Natural de Sete Lagoas, a 70 km de Belo Horizonte, ele tem 17 anos e conta que a arte marcial foi fundamental na superação da perda do seu pai, ano passado.
“Não foi fácil. Perder o meu pai foi a coisa mais difícil que já me aconteceu. O mais difícil foi continuar a rotina como se nada tivesse acontecido. O treino virou um momento em que consigo aliviar a mente e focar em algo positivo”, afirma o jovem.
Para Tarley, o judô vai além disso: É disciplina, respeito e controle emocional.
“É um lugar onde me sinto acolhido, não só como atleta, mas como pessoa. O esporte me deu maturidade.”
Outro admirador de Beatriz Souza e do jogador de futebol Cristiano Ronaldo pela determinação, Tarley projeta um futuro de conquistas pessoais e profissionais.
Sua mãe, que também se chama Beatriz, reconhece o papel da instituição:
“A equipe é maravilhosa e o ajudou muito a superar o falecimento. Os professores e colegas foram fundamentais.”
Paulo Henrique: do anonimato à fama no Pará
Enquanto Guilherme e Tarley valorizam a superação da adversidade, Paulo Henrique, de 15 anos, enaltece o poder do esporte no processo de amadurecimento e na transformação da adolescência na fase adulta. Ele é atleta de futsal e se inspira no atleta Leozinho. Já nos gramados, é fã de Neymar.
Foi com a De Peito Aberto que o jovem disputou seu primeiro campeonato e saiu campeão na base em que atuou, em 2024. A conquista não trouxe apenas medalhas, mas reconhecimento, responsabilidade e crescimento.
“A primeira vez que disputei um campeonato foi com a De Peito Aberto. Comecei a ser reconhecido pelo pessoal na rua. O mais legal é que toda semana posso fazer um esporte diferente”, conta o jovem.
O projeto ampliou seus horizontes e fortaleceu sua disciplina dentro e fora das quadras. Para sua família, o impacto é evidente.
“O projeto fez parte da vida dele durante todos esses anos. Ele ganhou responsabilidade, disciplina e se tornou uma pessoa muito especial em casa e entre os colegas”, afirma o pai, Adelson.
As histórias de Guilherme, Tarley e Paulo Henrique representam centenas de outras trajetórias transformadas pela De Peito Aberto. Em diferentes contextos sociais, a instituição atua como agente ativo de mudança, promovendo inclusão, autoestima e oportunidades reais por meio do esporte.
Sobre a De Peito Aberto
A De Peito Aberto (DPA) é uma organização social criada com o objetivo de contribuir para o esporte, educação, saúde e cultura para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica ao redor de todo o país. A instituição se destaca pela experiência em planejar e executar projetos em parceria com gestores públicos e privados, tendo como principal diferencial a excelência pedagógica e metodológica oferecida às pessoas impactadas pelas iniciativas.
Com 20 anos de história, a instituição idealizada por atletas e entusiastas do esporte já beneficiou mais de 65 mil crianças e adolescentes. Esporte na Cidade, Oportunidade Através do Esporte, Educar com Cultura, Educa Skate, Educa Fut e Esporte na Cidade Norte Nordeste são alguns dos projetos realizados pela instituição via Lei Federal de Incentivo ao Esporte e com o apoio de parceiros privados, entre eles Lhoist, Elo, Bayer, B3, Grupo CNH, White Martins, Livelo, D´Granel, Mercado Livre, MRN, Ferroport e Vale entre outros.
A De Peito Aberto também se destaca pelo conhecimento em projetos com verba direta. É o caso do Trilhando Caminhos, que beneficiou crianças, jovens e adultos no município de Barcarena, no Pará. A iniciativa contou com aporte da Hydro.












