Portuguesa é trunfo de Martine e Kahena na preparação rumo a Paris 2024

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Martine, Kahena e Tania
Martine, Kahena e Tania

Com foco em Paris 2024, Martine Grael e Kahena Kunze contam mais uma vez com uma equipe de excelência por trás. A portuguesa Tania Sampaio se tornou um apoio importante para as principais velejadoras do país, tanto pelo seu trabalho como fisioterapeuta quanto pela amizade que construiu com as atuais bicampeãs olímpicas da classe 49erFX.

Tania participa de diversos momentos da preparação de Martine e Kahena fora do Brasil. Em fevereiro, a profissional da área de saúde acompanhou as atletas durante os trabalhos em Lanzarote, na Espanha, e foi até levada pelas duas para conhecer como é estar a bordo do 49FX.

É com esse espírito de união e trabalho em equipe que as atletas focam nos desafios de março, mês da mulher. Ao lado de Tania e da treinadora Martha Rocha, elas chegaram a Palma de Mallorca, também na Espanha, onde intensificarão os treinos no continente dos próximos Jogos Olímpicos, a partir desta quinta-feira (09).

“A Tania está com a gente desde 2020 e é uma grande parceira. Durante a pandemia, não podíamos levar muita gente do Brasil aos treinos. Então, procuramos uma profissional em Portugal, onde foi nosso training camp internacional durante o isolamento. E lá estava ela”, conta Kahena.

“Tania é uma excelente profissional, completa e muito experiente. Um grande apoio na área da saúde nessa longas viagens e também uma parceira em nossas aventuras”, reforça Martine.

Após os treinos em Palma de Mallorca, as velejadoras disputarão o Troféu Princesa Sofia, também na ilha espanhola, entre os dias 31 de março e 8 de abril. Esta é a segunda ida das velejadoras à Espanha em 2023. Com o tempo, Martine e Kahena começaram a introduzir Tania no mundo da vela.

“É sempre um prazer fazer parte desta equipe tão vencedora. O período de treinos em Lanzarote foi muito satisfatório. Apesar das condições difíceis e desafiantes, as atletas mantiveram-se sem lesões ou complicações que limitassem o velejo. Isso é um reflexo de todo o trabalho da equipe de saúde”, conta Tania.

Em fevereiro, Martine e Kahena terminaram a Lanzarote International Regatta 2023 em quarto lugar no geral, na primeira competição do ano, em meio a condições atípicas. O período foi importante para as atletas realizarem ajustes e testarem o barco.

Foram 43 dias de testes e análises de material e muitos exercícios específicos para desenvolver velocidade. Depois, elas retornaram ao Rio de Janeiro, onde fizeram uma sessão de exames e testes físicos na sede do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Calendário

Depois do Troféu Princesa Sofia, o calendário de Martine e Kahena para 2023 seguirá extenso. Dias depois, ainda na Europa, elas correrão a Semana de Vela de Hyères, na França, de 22 a 30 de abril. As duas competições são consideradas “Grand Slams” da vela e reúnem as principais atletas do mundo da classe 49erFX.

A agenda de treinos inclui um período entre 8 e 14 de julho, quando elas participarão de um evento-teste na raia olímpica dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. A vela olímpica terá a raia de Marselha como palco das regatas.  Já no final do ano, de 8 a 13 de novembro, elas disputarão o Campeonato Europeu, em Vilamoura, em Portugal.

Pan-Americano, Mundial e vaga nas Olimpíadas

Entre os dias 8 a 23 de agosto, elas disputarão o Mundial de Vela, em Haia, na Holanda. A competição define as primeiras vagas para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. As demais serão preenchidas nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, entre outubro e novembro.

A vela brasileira terá a cidade de Algarrobo como sede deste evento. Além do Mundial e do Pan-Americano, as velejadoras têm muitos compromissos no ano, com agenda cheia de treinos e outras competições.

Sobre Martine Grael e Kahena Kunze

Uma das parcerias mais vitoriosas da vela mundial, Martine e Kahena têm mantido o Brasil no patamar dourado da modalidade nas últimas décadas. Filhas dos icônicos Torben Grael e Cláudio Kunze, respectivamente, as atletas conquistaram o primeiro título juntas em 2009, o do Mundial Júnior da classe 420.

Após quatro anos em rumos distintos, elas retomaram a dupla em 2013 e trilharam um caminho de sucesso, que teve como pontos altos os ouros nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e Tóquio 2020, além do título mundial de 2014, os vice-campeonatos mundiais de 2013, 2015, 2017 e 2019, e a conquista dos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, entre outros.