CBVela e YCSA plantam árvores em São Paulo (SP)

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A Copa da Juventude 2023 não é um evento de vela apenas na água com regatas e formação de novos talentos. A tradicional competição organizada no YCSA – Yacht Club Santo Amaro em parceria com a CBVela promove ações de sustentabilidade, uma marca da modalidade.

Nesta segunda-feira (30), foi realizada no Parque Ecológico do Tietê, a atividade ‘Menos carbono e mais árvores’. Representantes da CBVela, do YCSA, da Sabesp, atletas e o IBDN – Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza fizeram o plantio de mudas para compensar as emissões durante o campeonato, que ocorre até o próximo sábado (4).

A CBVela foi a primeira confederação brasileira que assinou o pacto global da ONU de sustentabilidade. A entidade está alinhada com a Agenda 2030, que tem 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, entre eles a erradicação da pobreza, conquista da saúde e bem-estar, educação de qualidade para todos e igualdade de gêneros. A redução da desigualdade de gênero, por exemplo, já está no DNA da CBVela.

”Para a CBVela é uma obrigação cuidar do nosso meio ambiente. Estamos envolvidos no propósito de conservar o mundo, não apenas nosso local de competição, mas em todos os locais”, contou Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da CBVela.

A coordenadora das ações de sustentabilidade na CBVela é Sandra Patrício. O trabalho começou em 2021 durante a Copa Brasil em Ilhabela (SP) e segue em todas as ações da entidade. ”A Confederação faz parte do pacto global da ONU e esse projeto é fruto desse compromisso. E estamos cuidando da parte sócio-ambiental na prática. As regatas da CBVela buscam evitar cada vez mais a emissão de carbono com iniciativas simples e muita conscientização”, explicou Sandra Di Croce Patricio, diretora de sustentabilidade da CBVela.

A atleta Bruna Patrício estará na disputa das regatas da Copa da Juventude a partir desta terça-feira (31). A velejadora do YCSA da classe IQFoil foi prestigiar o plantio de árvores no Parque do Tietê. ”Sou umas das primeiras a ter a marca atleta neutra de carbono. Por isso é importante participar dessa ação da CBVela. A vela depende de elementos da natureza e precisamos implantar isso na mente de todos”.

Ao final da Copa da Juventude, todas as pessoas responsáveis por embarcações a motor informarão à equipe da CBVela a quantidade de litros de combustível consumida durante o período de regatas.

Caberá ao Instituto Brasileiro de Defesa da Natureza calcular a quantidade de gases do efeito estufa (carbono equivalente) emitida pelos barcos. ”Mesmo a vela sendo uma modalidade com baixo impacto ambiental, algumas atividades como barcos de apoio para as regatas, por exemplo, existe queima de combustível fóssil. Por isso estamos na Mata Atlântica de São Paulo compensando essa emissão”, disse Rogério Iório, presidente do IBDN.

Além de buscar reduzir as emissões de carbono, o evento tenta frear o uso de plástico descartável e outras ações ambientais na sede do YCSA.

Foto: Caio Souza

Apoio à vela Jovem

A vela brasileira tem como destaque o Núcleo de Base do programa da Confederação Brasileira de Vela – CBVela junto com a Secretaria Especial do Esporte e a Secretaria de Especial do Alto Rendimento – SNEAR do Ministério da Cidadania para a vela jovem pelo Convênio 920223/2022.

O projeto ajuda no fomento à modalidade desde o ano passado. Sede da Rio 2016 e de outros grandes eventos da vela, a Marina da Glória, na capital fluminense, recebe adolescentes entre 13 e 17 anos para treinos visando eventos nacionais e internacionais da Vela Jovem. Outros campings de treinamento foram realizados no Clube Naval Charitas, em Niterói (RJ).

O trabalho leva jovens atletas a se aperfeiçoarem na modalidade, com o propósito de levá-los ao alto-rendimento, incluindo participações em classes olímpicas e pan-americanas.

Sobre a CBVela

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: oito. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 19 medalhas em Jogos Olímpicos.