Retrospectando The Ocean Race: Martine Grael Acabou! Chegar aqui foi incrivel

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Retrospectando The Ocean Race: Martine Grael Acabou! Chegar aqui  foi incrivel

Enquanto grande parte dos brasileiros estão com olhos voltados para a Rússia na expectativa de sucesso da seleção brasileira. Tem uma parte de brasileiros, focados também em outra parte da Europa, mais precisamente para Holanda e na cidade de Haia.

Leg 02, Lisbon to Cape Town, day 10, on board AkzoNobel. Martine Grael still smiling after a soaking on tjhe bow Photo by James Blake/Volvo Ocean Race. 14 November, 2017.

Pois é, esta cidade holandesa é o é o porto final da Regata Volvo Ocean Race. Foram praticamente nove meses de muito desafios, acidentes no caminho e até a perda no mar de um velejador. A vitória final foi do time da Dongfeng Race Team, criada e gerida pela OC Sport em 2013 para participar na Volvo Ocean Race 2014-15, quando terminou em terceiro na geral. Desta vez, sob o mesmo comandante – Charles Caudrelier da França – e ainda sob a direção da OC Sport, conquista o troféu da competição.

A bordo está a meia brasileira a holandesa Carolijin Brouwer, uma holandesa que morou por uma década no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Podemos dizer em tempos de Copa do Mundo do Futebol e da Vela que Carol tem meio sangue de brasileiro.

Mas o Brasil marcou sua presença feminina nesta regata que percorreu 45.000 milhas náuticas ao redor do mundo, cruzando quatro oceanos, tocando seis continentes e 12 cidades mundiais, entre elas a cidade de Itajaí.

A história se repete –  pois, na última edição sob comando da Volvo, os organizadores do evento abriram espaço para participação das mulheres velejadoras, o Brasil marcou presença. Mas quis a história que este jornalista em uma rápida entrevista, lá pelo meados de agosto de 2017, com o então CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner – ouvisse está declaração:

– Eu gostaria de ver a Martine Grael em uma barco na Volvo Ocean Race!

Pois é, o Mark tempos depois pediu demissão e Martine entrava na tripulação do barco holandês AkzoNobel do skipper Simeon Tienpont. Com Martine estava o outro brasileiro – Joca Signorini. Joca acabou desembarcando.

Bom, Martine Grael ficou! Acreditou no time, ou, na oportunidade que surgia em sua frente – reforçar sua presença na elite do esporte náutico mundial.

Martine repete a história de seu pai, Torben Grael uma lenda do esporte náutico mundial. Torben ganhou uma competição da Volvo Ocean Race com o Barco Ericsson, mas também tem em sua longa trajetória oceânica ter sido comandando do único barco brasileiro a participar de uma Volvo Ocean Race na edição 2005-2006.

Já em Haia – Martine quebra uma cisma – não é somente a filha de Torben que está ali. Mas sim, é um das grandes velejadores do planeta que vai desembarcar daqui uns dias no Rio de Janeiro, sua cidade residência.

Mas o tempo para o descanso não dura muito tempo. Ela e Kaehma tem um desafio pela frente. A dupla tem como foco o Mundial de classes olímpicas da World Sailing (Federação Internacional de Vela), que acontece entre 30 de julho e 12 de agosto 2018, em Aarhus, na Dinamarca. Além da disputa por medalhas, o torneio é classificatório para os próximos Jogos Olímpicos, em Tóquio, em 2020. As brasileiras defendem o título da competição, conquistado em 2014, em Santander, na Espanha.

Já em terra, a brasileira que continua com a saga pai, a paixão pelo mar, no final da 13º Regata Volvo Ocean Race (The Ocean Race) em solo Holandês, na cidade de Haia…afirma com um sorriso….

Acabou! E chegar aqui foi incrível!

Afirma a velejadora brasileira Marine Grael!