Fábio Nunez lança Arte Falante: literatura estampada em camisetas

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Divulgação

A criatividade é a melhor ferramenta nos momentos de crise. Isso porque, ela sempre oferece respostas. E foi pensando sobre a sua própria verdade que o artista, Fábio Nunez, também idealizador da música e documentário “Nega que é nega não nega ser nega não”, lançou, durante o período de isolamento social, a marca de camisetas Arte Falante.

O objetivo da Arte Falante é prestigiar personalidades e também provocar a reflexão quanto ao cenário cultural brasileiro, estampo em frases e imagens de grandes nomes da literatura e da MPB e, desse modo, chamar a atenção para realidade de milhões de profissionais da arte que estão desamparados por conta dessa pandemia, além do descaso e abandono por parte das autoridades culturais.

A ideia, portanto, de criar as próprias estampas surgiu durante um passeio na Galeria do Rock, em São Paulo, local que o empreendedor gosta de frequentar. Ele conta que, certa vez, ao ver uma série de camisetas de bandas estrangeiras, percebeu a necessidade de uma marca que exaltasse os artistas nacionais. Da exaltação ao manifesto Fabio, um verdadeiro artista que carrega em seu DNA a inquietação e questionamentos, começou a imprimir em todas as suas ‘artes falantes’ a sua marca: “A arte como Manifesto”.

A música, portanto, que dita o ritmo dessas obras estampadas nas camisetas visa homenagear e ao mesmo tempo provocar a apreciação do belo, neste momento que o luto toma conta do país e do mundo. Sendo assim, inspirar, motivar, trazer à reflexão, é uma questão de criatidade, sensibilidade e muita arte. Uma tarefa nada fácil, porém que o artista ‘tira de letra’ e estampa para o mundo.

Um manual de cultura e arte para sobreviver

O também autor de uma obra que reúne histórias que vivenciou em suas apresentações em shows, bares, restaurantes, o “Manual Prático para Músicos de Bares e Restaurantes “, Fábio Nunez, sabe o quanto é delicado viver de arte no Brasil, ele é testemunha de quantos amigos músicos e profissionais das mais diversas áreas da cultura estão sofrendo um verdadeiro drama neste momento de isolamento social, se uns não resistem à crise financeira porque não podem trabalhar e não se enquadram nas regras do governo para ter amparo econômico neste momento, outros não resistiram à covid-19 e faleceram sem o reconhecimento da sua arte e muitos em condições que ferem a dignidade da pessoa humana.