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Da Redação | Agência Regata News
Município lança sete desafios tecnológicos no Startup Summit 2026 e avança na preparação para a The Ocean Race; novo terminal de cruzeiros amplia infraestrutura turística da cidade
Itajaí está construindo uma estratégia de posicionamento internacional que reúne inovação, turismo, economia, setor náutico e grandes eventos. Nesta semana, o município apresentou no Startup Summit 2026 dois editais de Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), com sete desafios voltados à qualificação profissional e à realização da etapa brasileira da The Ocean Race, enquanto, em Brasília, anunciou novos investimentos na infraestrutura destinada ao turismo de cruzeiros.
As duas iniciativas mostram uma mesma direção: preparar Itajaí para receber um número cada vez maior de visitantes, eventos internacionais, investimentos e negócios ligados à economia do mar.
Tecnologia para preparar Itajaí para a The Ocean Race
Durante o Startup Summit, realizado no CentroSul Centro de Convenções de Florianópolis, o Município de Itajaí lançou dois editais de CPSI. Um deles é direcionado à qualificação profissional, buscando soluções tecnológicas capazes de aproximar a oferta e a demanda de mão de obra no município.
O segundo conjunto de desafios está relacionado à The Ocean Race, uma das principais competições da vela oceânica mundial, que terá Itajaí novamente como sede da etapa brasileira.
São apresentados desafios nas áreas de experiência do público; inteligência de visitantes e geração de evidências para grandes eventos; gestão integrada e experiência do voluntariado; cadeia náutica e marítima; legado de conhecimento; ativação territorial e engajamento da cidade; e economia criativa, identidade territorial e desenvolvimento de mercado.
A proposta é utilizar a tecnologia não apenas para melhorar a realização do evento, mas também para transformar sua presença em um processo de geração de conhecimento, negócios e inovação para a cidade.
Nesse modelo, a The Ocean Race passa a funcionar como uma espécie de plataforma internacional de experimentação, conectando startups, empresas, universidades, poder público, turismo e o setor náutico.
Cruzeiros ganham novo terminal
A estratégia de internacionalização de Itajaí também avança pelo mar. Durante o 8º Fórum CLIA Brasil 2026, realizado nesta quarta-feira (26), em Brasília, a Secretaria de Turismo e Eventos anunciou que, a partir de novembro, o município contará com um novo terminal para recepção dos passageiros de cruzeiros.
A estrutura será construída em um terreno próximo ao Porto de Itajaí, na rua Izabel Ramos Fabeni, no bairro São João.
O novo espaço foi projetado para acompanhar o crescimento da operação de cruzeiros no município. Com a implantação do terminal, procedimentos como check-in, desembarque e trânsito de passageiros passarão a ser realizados no próprio local.
A mudança também permitirá deixar de utilizar o Centreventos Governador Luiz Henrique da Silveira para parte dessas operações, como ocorreu em temporadas anteriores.
A nova infraestrutura representa um avanço importante para a atividade turística e para a capacidade de Itajaí receber passageiros de grandes navios com uma estrutura específica e preparada para a operação.
Itajaí no debate nacional dos cruzeiros
A secretária de Turismo e Eventos de Itajaí, Gabriela Kelm, participou do painel “Portos Brasileiros – Novos Terminais de Passageiros e Investimentos”, ao lado de representantes do setor portuário, turismo e iniciativa privada.
O debate tratou justamente dos investimentos necessários para ampliar a infraestrutura e a competitividade dos destinos brasileiros de cruzeiros.
Realizado na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o Fórum da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA) reuniu autoridades, executivos de companhias marítimas, representantes de portos e terminais e destinos turísticos.
Entre os principais temas estiveram competitividade, infraestrutura, investimentos, ambiente regulatório e desenvolvimento da atividade de cruzeiros no Brasil.
Do cruzeiro à vela oceânica
Os movimentos acontecem em diferentes frentes, mas apontam para um mesmo projeto de cidade.
De um lado, Itajaí amplia sua infraestrutura para receber o turismo marítimo internacional, com um novo terminal destinado aos passageiros de cruzeiros. De outro, utiliza a inovação e a tecnologia para preparar a cidade para grandes eventos esportivos internacionais, como a The Ocean Race.
A combinação é particularmente estratégica para um município que possui forte ligação histórica e econômica com o mar e que vem consolidando sua posição como um dos principais polos náuticos do Brasil.
A The Ocean Race acrescenta ainda uma dimensão diferente: a possibilidade de conectar Itajaí a uma rede internacional de cidades, empresas, equipes, atletas, patrocinadores e profissionais que acompanham a vela oceânica mundial.
Já o setor de cruzeiros coloca a cidade diretamente na rota do turismo marítimo de larga escala.
Uma cidade voltada para a economia do mar
A participação de Itajaí no Startup Summit também reforça essa transformação. Pela primeira vez, o município participa do evento com um estande institucional, reunindo 23 ativações nas áreas de tecnologia, pesquisa, inovação e ensino.
Outro destaque foi a apresentação do “Case Itajaí: construindo a cidade da nova economia”, que mostrou o potencial logístico e econômico do município e novas parcerias envolvendo o Centro Regional de Inovação – ELUME e o Distrito de Inovação, com o Polo Internacional de Inovação e Saúde.
O conjunto de iniciativas revela uma Itajaí que procura ir além da condição de cidade portuária.
A estratégia passa a envolver porto, cruzeiros, vela oceânica, indústria náutica, turismo, tecnologia, inovação, qualificação profissional e economia criativa.
Nesse cenário, os editais de inovação ligados à The Ocean Race ganham importância adicional. Eles não tratam apenas de soluções para uma regata. Representam uma oportunidade para testar tecnologias e modelos de gestão que podem permanecer na cidade depois que os barcos deixarem Itajaí.
É justamente nesse ponto que grandes eventos internacionais podem deixar de ser apenas acontecimentos temporários e passar a funcionar como instrumentos permanentes de desenvolvimento urbano, turístico, tecnológico e econômico.













