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Da Redação | Agência Regata News
11 Ocean Fifty estarão na linha de largada em Saint-Malo, no dia 1º de novembro.
Os multiascos Ocean Fifty, leves e de alta velocidade, proporcionam à Route du Rhum – Destination Guadeloupe uma experiência única, marcada por um esporte intenso, de alta octanagem e que exige dedicação total e contínua. Assistir aos Ocean Fifty em ação é uma experiência verdadeiramente envolvente e emocionante.
Essas máquinas de velocidade de 15 metros (50 pés) atingem velocidades impressionantes, constantemente ultrapassando os limites e chegando perto dos 40 nós. Para competir com eficiência, segurança e competitividade, são necessárias habilidade, precisão, experiência e força mental, além de serenidade para manter o controle dessas máquinas particularmente exigentes.
A atenção precisa ser constante, principalmente quando as condições meteorológicas mudam — algo frequente na Route du Rhum – Destination Guadeloupe, quando as depressões atmosféricas de outono atravessam a rota.
Os velejadores dos Ocean Fifty conhecem muito bem a dificuldade de extrair o máximo de seus multicascos, sobretudo sem permitir que a embarcação vire.
Essa consciência permanente do perigo significa também uma gestão constante dos riscos, contribuindo para o caráter único de uma classe na qual o nível de competição nunca esteve tão elevado.
“A bordo, rapidamente atingimos velocidades próximas dos 30 nós, mas estamos no controle”, lembra Luke Berry (Le Rire Médecin Lamotte). “Quando tudo funciona bem, esses barcos realmente fazem as emoções aflorarem. Eu os chamo de máquinas de sorrisos!”
Desempenho equilibrado para todos
Os 11 Ocean Fifty estarão na linha de largada em Saint-Malo, no dia 1º de novembro. Com exceção de uma embarcação, todos os barcos foram projetados por dois escritórios de arquitetura naval: Romaric Neyhousser e VPLP.
Para limitar a pegada de carbono da classe e garantir condições equilibradas de competição, atualmente não é permitida a construção de novos Ocean Fifty. A regra ajudou a fortalecer a classe ao longo dos anos, apesar das diferenças entre as gerações de barcos.
Para entrar na classe, é necessário adquirir uma embarcação já existente. Foi exatamente o que fez a Sodebo, detentora do Troféu Júlio Verne desde janeiro, ao comprar no ano passado um barco construído em 2009 para seu jovem skipper, Léonard Legrand.
Essa estratégia contribui para tornar a frota mais homogênea — e aumentar o suspense.
Há um ano, durante a Transat Café L’Or, os três primeiros colocados estavam justamente a bordo de barcos de gerações anteriores: Viabilis Océans, lançado em 2017; Wewise, de 2018; e Le Rire Médecin Lamotte, de 2009.
E as provas do Grand Prix deste ano também não estabeleceram uma hierarquia clara. Foram cinco vencedores diferentes nas duas primeiras etapas, e apenas quatro pontos separam o primeiro colocado, Elvest, com 24 pontos, do terceiro, Edenred, com 20 pontos.
“A força e a profundidade da frota são impressionantes, o nível é muito equilibrado e muitos de nós estamos ansiosos para estar na frente”, afirma Baptiste Hulin (Viabilis Océans).
O vencedor da Transat Café L’Or admite estar “com alguns reforços de confiança”, mas sabe que “a disputa pode ser extremamente apertada na chegada e todos queremos estar no pódio”.
Uma renovação significativa
Entre os skippers, a classe passou por uma importante renovação nos últimos anos.
“Temos a sorte de contar com uma frota fantástica, com velejadores jovens, experientes, determinados e, acima de tudo, excelentes skippers”, resume Thibault Vauchel-Camus (Solidaires en Peloton).
“Existe uma verdadeira diversidade de perfis e, nas últimas temporadas, tivemos a oportunidade de conhecer profundamente nossas embarcações.”
Entre os nomes mais experientes da classe estão Erwan Le Roux, de 51 anos, do Plastic Odyssey Fifty, vencedor da Route du Rhum em 2014 e novamente em 2022; Thibault Vauchel-Camus, 47 anos, do Solidaires en Peloton, vencedor da Transat Jacques Vabre em 2023; e Laurent Bourguès, de 45 anos.
Mais recentemente, o britânico Luke Berry, de 39 anos, do Le Rire Médecin, entrou na classe em 2023, enquanto Matthieu Perraut, de 35 anos, do Inter Invest, chegou em 2024.
Do outro lado estão vários jovens skippers, tão talentosos quanto promissores:
- Basile Bourgnon, 24 anos, Edenred, que já se destacou nas classes Mini e Figaro — foi segundo colocado na Solitaire du Figaro de 2023 — e venceu a Dhream Cup em julho;
- Erwan Le Draoulec, 29 anos, Lazare, vencedor da Mini-Transat em 2017;
- Baptiste Hulin, 29 anos, Viabilis, segundo colocado na Route des Terres Neuvas;
- Pierre Quiroga, 32 anos, Wewise, vencedor da Solitaire du Figaro em 2021;
- Léonard Legrand, 32 anos, Sodebo.
Além deles, Anne-Claire Le Berre, da Upwind by MerConcept, prepara-se para fazer história ao se tornar a primeira mulher a disputar a Route du Rhum – Destination Guadeloupe a bordo de um Ocean Fifty.
Para a maioria deles, a Route du Rhum será uma experiência inédita. Thibault Vauchel-Camus e Erwan Le Roux são os únicos dois skippers que já completaram a travessia transatlântica em solitário a bordo de um Ocean Fifty.
Matthieu Perraut e Luke Berry também disputaram a edição de 2022, mas na classe Class40.
Ao todo, sete skippers enfrentarão pela primeira vez a lendária competição.
A travessia transatlântica
Para eles, será uma jornada rumo ao desconhecido nesta regata que representa o ápice de um ciclo de quatro anos.
A Route du Rhum – Destination Guadeloupe, que construiu sua lenda justamente com a ascensão dos multicascos, continua sendo a competição mais prestigiosa da classe Ocean Fifty.
“Desde sua criação, a classe sempre foi concebida para essas grandes corridas oceânicas de alta velocidade”, explica Mathieu Baule, diretor da Ocean Fifty Sailing. “Isso faz parte do seu espírito original, da sua história e do seu DNA.”
A temporada é tradicionalmente dividida em duas fases distintas. A primeira é dedicada ao Grand Prix, com regatas disputadas em equipe e em águas mais protegidas, permitindo aos times aperfeiçoar os barcos e desenvolver seu desempenho.
A segunda fase é dedicada à navegação em solitário.
Os skippers iniciaram efetivamente essa fase individual participando da Dhream Cup, no começo de julho, competição na qual garantiram a classificação para a Route du Rhum – Destination Guadeloupe.
A partir daí, todos continuam ajustando suas embarcações, aperfeiçoando a preparação e eliminando qualquer possibilidade de erro até a grande largada da Route du Rhum, em 1º de novembro.
E todos compartilham uma certeza: a batalha dentro da própria batalha entre os Ocean Fifty promete ser emocionante do início ao fim.













