Disputa pelo título volta a agitar a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval

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Créditos: Ramon Mídia Local/Fotop
Créditos: Ramon Mídia Local/Fotop

Equipes voltaram à raia nesta quinta-feira (30) após a passagem de condições meteorológicas extremas pelo Litoral Norte de São Paulo

A vela voltou a ocupar o Canal de São Sebastião nesta quinta-feira (30). Após a passagem da frente meteorológica que atingiu Ilhabela e o Litoral Norte de São Paulo, com rajadas próximas de 60 nós (111 km/h), as equipes retomaram as disputas da 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval.

As condições extremas da quarta-feira (29) provocaram impactos em embarcações e nas estruturas do Yacht Club de Ilhabela. Diante do cenário, toda a programação esportiva foi interrompida, com prioridade absoluta para a segurança dos velejadores e dos barcos.

Após a avaliação das condições da raia e um intenso trabalho de apoio às tripulações, os velejadores voltaram ao mar com vontade renovada de competir. O retorno marcou um novo capítulo do maior espetáculo náutico da América Latina, em um ambiente de respeito ao mar e solidariedade entre as equipes.

Com ventos de intensidade entre 8 e 12 nós soprando ao sul, as disputas foram realizadas dentro do canal, e puderam ser acompanhadas pelo público no píer da vila. Divididas em duas raias, as classes ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e Clássicos fizeram duas regatas. Já os monotipos das classes HPE25 e C30 tiveram três regatas.

 

Classe ORC

Na reta final da 53ª SIVI, o tetracampeão Crioula de Eduardo Plass mostrou porque é o barco a ser batido na competição. Com uma campanha perfeita e vitória em todas as regatas disputadas, a equipe consolidou a liderança na ORC geral e na divisão Performance. A disputa agora é para definir quem completará o pódio na divisão Performance. Os Soto40 Onda, de Eduardo Souza Ramos, e Saci, de Mauro Dottori e Fábio Cotrim, assumiram a segunda e terceira posições, ultrapassando os estrangeiros.

“Acabamos de ver o resultado da primeira regata e terminamos em sétimo lugar. Não foi o sentimento que tivemos dentro do barco. Fizemos uma boa prova e a equipe trabalhou muito bem, então o resultado acabou surpreendendo. Na segunda regata também velejamos bem”, comentou Geison Mendes, do Onda. “Agora a previsão indica uma mudança para vento leste, com melhora do tempo e aumento da temperatura. As regatas devem acontecer no norte da ilha e estamos prontos para o restante da semana.”

Na divisão Cruiser, o Rudá teve muito a comemorar, nesta quinta-feira (30). O time comandado por Mário Martinez abriu vantagem na liderança, com duas vitórias nas regatas do dia. A equipe também está na vice-liderança geral da classe.

“Ficamos em segundo no geral, primeiro na divisão. Só perdemos para o Crioula. A gente estava com o barco muito ajustado, bem rápido. A disputa da ORC está cheio de fera, de profissionais. E a gente é uma turma de velhinhos, a idade média do barco é 68 anos. A gente tá muito orgulhoso porque competiu contra o Robert Scheidt, contra o Bochecha. Agora é tentar manter um pouquinho isso, se o vento ajudar”, celebrou Mário Martinez, comandante do Rudá.

Equilíbrio na Bra-RGS e RGS-Cruiser

Os barcos da classe Bra-RGS fizeram duas regatas de percurso, uma mais longa e outra mais curta, com o título em aberto em todas as divisões.

“Hoje o percurso teve um vento maravilhoso, raia bem montada. A gente foi muito bem, largamos bem e conseguimos manter distâncias aí pros concorrentes. Tem três barcos disputando mano a mano os três primeiros lugares, está super bem disputado”, comentou Luciano Moreira, do Homo Erectus.

O equilíbrio também é grande na RGS-Cruiser, com vários barcos ainda na briga pelo título, nas três divisões. O Mandachuva de Mário Garcia e o Blue Wind de James Bellini terminaram as duas regatas do dia com o mesmo número de pontos, com o Blue Wind assumindo a ponta no critério de desempate.

“A competição está bem parelha, com os barcos todos muito juntos na classificação. Isso deixa a disputa bem mais interessante. A RGS-Cruiser é uma classe mais tranquila, a gente se diverte, mas viemos para ganhar”, destacou James Bellini, comandante do Blue Wind.

Clássicos

Entre os Clássicos, o título já começa a se definir nas divisões A e B, com o Chancegger de Fred Paim e o Madrugada de Niels Rump abrindo vantagem na liderança. Já na divisão C, o Sete Ondas de Marco Antônio Aleixo e o Angatu de André Torrente estão empatados em primeiro lugar.

“A primeira regata foi a mais longa, de percurso, contra uma ilha que tem no sul do canal. E o resultado foi ótimo, nós ganhamos a regata. A segunda regata foi uma regata super curta. Mas, de qualquer jeito, a gente chegou bem na frente todos os dias. A gente está bem colocado na média das regatas. Mas, como tem um descarte, talvez a gente consiga até ganhar o campeonato. Vai depender um pouco da intensidade do vento nas próximas regatas”, comentou Felipe Furquin, timoneiro do Chancegger, líder na divisão A.

 

Disputas acirradas nas classes monotipo

A disputa entre os HPE25 segue acirrada, com muitas trocas de posições entre os primeiros colocados. Após as três regatas do dia, o Ginga de Breno Chvaicer assumiu a liderança, confirmando o favoritismo. Ainda assim, a definição do título segue aberta na reta final da 53ª SIVI Daycoval. Já na classe C30, o Relaxa Building de Tomás Mangabeira consolidou a liderança com duas vitórias e um segundo lugar nas regatas do dia.

“Foi um bom dia para a equipe: conquistamos dois primeiros lugares e um segundo. A classe continua muito equilibrada, com grandes disputas, e ainda temos mais sete regatas pela frente. Agora a expectativa é para a mudança do vento para leste, o que deve levar as regatas para fora do canal. Será um cenário diferente, então vamos nos preparar para as condições dos próximos dias”, explicou o tático do Relaxa, Maurício Santa Cruz. “Nossa equipe veleja junta há cerca de três anos, desde o início do projeto. Isso faz muita diferença, porque a cada campeonato aumentamos o entrosamento.”

 

Premiação da Regata Daycoval 

Nesta quinta-feira (30) a 53ª SIVI Daycoval premiou os vencedores da Regata Daycoval. Na classe ORC, o Crioula e o Rudá foram os campeões das divisões Performance e Cruiser, respectivamente. Na classe Bra-RGS, a vitória ficou com Avohai (Divisão A), Homo Erectus (Divisão B) e Mar sem fim (Divisão C). Na RGS-Cruiser, os vencedores foram o Invocado (Divisão A), BL3 Mangalô (Divisão B) e Cerostress (Divisão C). Entre os Clássicos, vitória de Kamehameha (Divisão A), Madrugada (Divisão B) e Angatu (Divisão C). O Ginga venceu na HPE25 e o Relaxa Building foi o vencedor na C30.

 

Veja os resultados completos AQUI

 

Sobre o Banco Daycoval

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