Duas provas com características diferentes vão compor o Campeonato Brasileiro de Oceano 2026. A competição começa em 22 de outubro, com a 76ª Regata Santos–Rio, de aproximadamente 200 milhas náuticas, e prossegue com o 57º Circuito Rio, entre 30 de outubro e 2 de novembro.
É nesse cenário que o Inaê Soto40 Transbrasa concentra sua preparação. Depois de retornar à água, a equipe comandada por Bayard Umbuzeiro Neto aproveitou a terceira etapa da Copa Mitsubishi para avaliar alternativas dentro do barco e ampliar as possibilidades de atuação dos tripulantes.
A etapa terminou no último domingo (27), em Ilhabela. O Soto40 havia passado por um período de manutenção e ajustes e voltou às disputas participando de três regatas. O resultado ficou em segundo plano diante do objetivo de testar diferentes configurações da tripulação.
Durante a competição, os velejadores trocaram funções. Um dos testes mais específicos colocou o proeiro no leme, permitindo à equipe observar como cada integrante se adaptava a responsabilidades diferentes em uma situação real de regata.
A avaliação ganha relevância porque a Santos–Rio apresenta exigências próprias. Em uma travessia de cerca de 200 milhas náuticas, a dinâmica a bordo se distancia daquela encontrada em provas mais curtas, tornando a versatilidade dos tripulantes um elemento importante para lidar com as diferentes situações ao longo do percurso.
“Estamos numa fase em que cada dia na água precisa ser bem aproveitado. Já estamos bem envolvidos com o Brasileiro de Oceano, organizando tudo. Não teremos revezamento de tripulantes no Brasileiro, mas esse tipo de teste aumenta nosso repertório, principalmente para a Santos-Rio, que é uma regata bastante dura”, afirma Bayard Umbuzeiro Neto.
Preparação continua depois da travessia
A chegada ao Rio de Janeiro não representará o fim do desafio. Apenas alguns dias depois da Santos–Rio, o Inaê voltará a competir no Circuito Rio, que será realizado de 30 de outubro a 2 de novembro e integra o Campeonato Brasileiro de Oceano.
A combinação dos eventos exigirá diferentes características da equipe. O primeiro compromisso será uma travessia oceânica de longa distância, enquanto a segunda etapa terá outro formato de competição no Rio de Janeiro.
Para Bayard Neto, a capacidade de responder a essas diferenças será parte importante da campanha.
“O Brasileiro vai exigir coisas diferentes da equipe. A Santos–Rio é uma travessia longa, enquanto depois teremos outro tipo de disputa no Circuito Rio. Quanto mais completa for a tripulação, mais preparados estaremos para responder ao que a competição apresentar”, completa Bayard Neto.
Competição reúne quatro classes
Em 2026, o Brasileiro de Oceano terá pela primeira vez ORC, Bra-RGS, RGS-Cruiser e Clássicos reunidas na mesma disputa nacional.
Na ORC, categoria em que está inscrito o Inaê Soto40 Transbrasa, estarão alguns dos principais projetos de alta performance da vela oceânica brasileira.
A abertura será em Santos, no dia 22 de outubro, com a 76ª edição da tradicional Regata Santos–Rio. Depois da travessia rumo ao Rio de Janeiro, os barcos participarão do 57º Circuito Rio.
Com pouco mais de três semanas até a largada, o Inaê utiliza cada oportunidade na água para avançar na preparação. O retorno às regatas já permitiu testar a tripulação, enquanto os próximos treinos serão voltados aos últimos ajustes para o Brasileiro.
Sobre o Inaê Soto40 Transbrasa
O Inaê Soto40 Transbrasa tem o apoio do Porto de Santos por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. O Porto de Santos é o maior complexo portuário da América Latina e uma referência nacional em desenvolvimento, logística e conexão do Brasil com o mundo.













