Itajaí tornou-se um dos maiores cases da história da The Ocean Race.

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The Ocean Race 2022-23 - 2 April 2023. Ocean Live Park drone view.The Ocean Race 2022-23 - 2 April 2023. Team Malizia haul out in Itajaí.default

 

Da Redação | Agência Regata News

Esta matéria especial – será postado aqui no Regata News em em duas matérias 

  • Segunda Matéria.
  • Itajaí: um exemplo mundial; Nas quatro edições realizadas em Santa Catarina, centenas de milhares de visitantes passaram pela Vila da Regata, impulsionando hotéis, restaurantes, comércio, marinas e diversos segmentos da chamada Economia do Mar.

O evento consolidou a cidade como a principal capital náutica do Brasil e ampliou sua projeção internacional como destino para investimentos ligados ao setor marítimo.

Muito além do turismo

Os benefícios também aparecem em áreas menos visíveis.

Empresas locais fornecem:

equipamentos industriais;
estruturas temporárias;
alimentação;
internet de alta capacidade;
limpeza técnica;
guindastes;
soldagem;
manutenção naval;
combustíveis;
serviços especializados.

Além disso, universidades, centros de pesquisa e startups costumam desenvolver projetos ligados à sustentabilidade, energia renovável e monitoramento oceânico em parceria com as equipes.

  • Uma indústria global
  • A classe IMOCA tornou-se uma verdadeira indústria tecnológica.

Grandes estaleiros franceses trabalham continuamente na construção de novos barcos, enquanto empresas especializadas desenvolvem foils, mastros em carbono, sistemas eletrônicos e softwares de navegação que posteriormente encontram aplicações em outros setores da engenharia.

Cada novo IMOCA representa milhares de horas de pesquisa e desenvolvimento, transformando a vela oceânica em um dos maiores centros de inovação do esporte mundial.
Muito antes da largada: cada equipe precisa construir seu próprio projeto

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a The Ocean Race não fornece os barcos às equipes nem financia sua construção. A organização atua como promotora da regata, estabelece o regulamento esportivo e técnico, coordena a logística do evento e supervisiona todo o processo de participação das equipes.

A iniciativa de disputar a volta ao mundo parte de cada equipe. Antes mesmo da primeira largada, começa uma corrida que pode durar anos.

O primeiro desafio é estruturar um projeto esportivo e empresarial capaz de atrair patrocinadores e investidores. Em seguida, a equipe contrata arquitetos navais, engenheiros, projetistas e estaleiros especializados para desenvolver e construir um IMOCA competitivo, um processo que exige investimentos de dezenas de milhões de euros e milhares de horas de trabalho.

Concluída a construção, a embarcação passa por uma extensa fase de testes, desenvolvimento e homologação. Somente após cumprir todas as exigências da classe IMOCA e do regulamento da The Ocean Race é que o barco pode ser inscrito oficialmente na competição. A organização verifica se a embarcação atende aos requisitos de segurança, desempenho e conformidade técnica, autorizando — ou não — sua participação na regata.

Na prática, cada equipe funciona como uma empresa de alta tecnologia, responsável por captar recursos, desenvolver inovação, administrar dezenas de profissionais e manter uma estrutura operacional que permanece ativa durante todo o ciclo olímpico da vela oceânica. A The Ocean Race representa o palco onde esses projetos, concebidos ao longo de vários anos, são colocados à prova diante dos melhores velejadores do mundo.

Essa realidade explica por que uma campanha na The Ocean Race vai muito além da competição esportiva: trata-se de um grande empreendimento internacional que reúne engenharia, inovação, comunicação, sustentabilidade e gestão empresarial em uma das mais complexas operações do esporte mundial.

  • O futuro em Itajaí

Quando os IMOCA retornarem ao Brasil para a quinta parada da The Ocean Race 2027, Itajaí receberá muito mais que uma  competição esportiva.

Cada barco que atracar na Vila da Regata trará consigo investimentos de dezenas de milhões de euros, equipes altamente qualificadas e uma cadeia econômica internacional que movimenta turismo, tecnologia, inovação, comunicação e negócios.

É essa combinação entre esporte de alto rendimento, desenvolvimento econômico e inovação que faz da The Ocean Race um dos maiores eventos náuticos do planeta e transforma cada cidade-sede em protagonista de uma economia global ligada ao mar.