Resistência, planejamento e capacidade de controlar o esforço serão determinantes para quem pretende completar os 120 km do La Vuelta Desafío Brasil by BTG Pactual. A competição, que acontecerá em 29 de novembro, em Caraguatatuba (SP), terá como um dos principais obstáculos uma subida de 17,5 km pela Serra do Mar, posicionada logo no início do percurso.
O desafio não termina com a transposição da serra. Depois de enfrentar a subida e a descida, os atletas ainda terão entre 80 e 90 km de pedalada, com outros 700 a 800 metros de altimetria acumulada. Por isso, a distribuição de energia ao longo da prova será essencial para evitar que o esforço inicial prejudique o desempenho na etapa final.
Fernando Cheles, diretor de prova, destaca que a preparação precisa considerar as particularidades do trajeto. Para ele, os ciclistas devem incorporar aos treinamentos percursos que combinem longas distâncias e subidas semelhantes às que encontrarão em Caraguatatuba.
“É um grande desafio de autoconhecimento e de performance dos atletas. A prova começa com um desafio de subida e, depois, no restante do percurso, ainda há várias pequenas montanhas a serem vencidas”, explicou Cheles.
A recomendação é que os participantes não concentrem toda a capacidade física na primeira escalada. Como o início da prova acontece em um momento no qual os atletas ainda estão descansados, existe o risco de adotarem uma intensidade acima da adequada e sentirem os efeitos dessa escolha nos quilômetros seguintes.
Cheles orienta que a preparação inclua simulações com parâmetros próximos aos da competição, permitindo que os ciclistas experimentem diferentes estratégias de ritmo e esforço.
“É importante simular uma distância de 120 km, com cerca de 1.600 a 1.700 metros de altimetria. A questão técnica é que, quando você está descansado, pode subir muito forte no começo e acabar faltando energia no final. Por isso, é importante treinar em uma condição parecida com a que o atleta vai encontrar na prova”, orientou o diretor de prova.
As condições climáticas também precisam ser consideradas. O calor característico da região litorânea de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, pode interferir no rendimento dos participantes. Dessa forma, buscar adaptação a temperaturas semelhantes às previstas para o dia da disputa integra os cuidados recomendados.
A combinação entre distância, variações de altitude e temperatura fará da prova um teste de resistência e estratégia. Mais do que superar a subida da Serra do Mar, os ciclistas precisarão conservar energia para enfrentar as demais elevações distribuídas pelo trajeto.
Programação reúne contrarrelógio e prova de resistência
Caraguatatuba receberá a segunda edição do La Vuelta Desafío Brasil by BTG Pactual nos dias 28 e 29 de novembro de 2026.
A programação começa no sábado (28/11), com o Contra-Relógio por Equipes. A modalidade terá 30 km de extensão e baixa altimetria.
No domingo (29/11), será a vez das provas de resistência, que contarão com duas categorias de percurso. A opção de 68 km terá 1.200 metros de altimetria acumulada, enquanto a distância de 120 km apresentará 2.100 metros de altimetria.
O trajeto mais extenso inclui a escalada de 17,5 km na Serra do Mar, com cerca de 15 km percorridos dentro dos túneis da nova Serra da Tamoios. Superados os trechos de subida e descida, os ciclistas ainda terão entre 80 e 90 km até o encerramento do desafio.
Sobre o La Vuelta Desafío Brasil
O evento é uma realização da L’Étape Brasil em conjunto com a Unipublic, responsável pela organização da La Vuelta a España, competição que integra o grupo das três Grandes Voltas do ciclismo mundial.
A estreia brasileira aconteceu em 2025, na cidade de Cabreúva (SP), e contou com quase mil participantes em dois dias de atividades.
Com uma proposta baseada na estrutura e no modelo da prova espanhola, o projeto reúne competições de estrada, contra-relógio por equipes e uma programação paralela voltada aos ciclistas. A próxima edição será realizada em Caraguatatuba (SP), em 28 e 29 de novembro de 2026.
Sobre o BTG
Maior banco de investimentos da América Latina, o BTG Pactual (BPAC11) mantém operações nas áreas de Investment Banking, Corporate Lending, Sales & Trading, Asset Management, Wealth Management e Banking.
A empresa também se destaca por sua plataforma de investimentos, considerada uma das mais inovadoras do País, e por oferecer serviços de banco transacional para atender às diferentes necessidades financeiras de seus clientes.
Na agenda ESG, a instituição é pioneira e desenvolve produtos financeiros que contribuem para a transformação em direção a uma economia mais sustentável e de menor impacto ambiental.
Reconhecido internacionalmente e vencedor de premiações no setor, o BTG Pactual conta com mais de 12 mil colaboradores em dez países: Brasil, Chile, Argentina, Colômbia, Uruguai, Peru, México, Estados Unidos, Portugal e Luxemburgo.













