A qualidade do ambiente interno das lojas está entre os fatores que ajudam a determinar a percepção dos consumidores sobre o varejo alimentar. Com os preços elevados e a atenção maior aos problemas encontrados durante as compras, limpeza e organização passaram a ter peso ainda mais significativo na avaliação dos supermercados.
Uma pesquisa realizada com mais de 1.200 pessoas nos Estados Unidos e Canadá aponta que 42% dos entrevistados notaram mais problemas nos estabelecimentos, enquanto 58% relataram maior frustração diante de experiências negativas de compra. Entre os elementos que favorecem uma avaliação positiva está a limpeza do espaço.
Os resultados ganham importância em um momento de retração no movimento do varejo alimentar brasileiro. Segundo o Radar Scanntech, setembro registrou queda de 3% no fluxo de clientes em relação ao mesmo mês do ano anterior. As unidades vendidas diminuíram 2,2%, embora o faturamento tenha crescido 3,3%, resultado atribuído principalmente à elevação dos preços.
Outro estudo, conduzido pela Food Industry Association (FMI), reforça a relevância da conservação dos estabelecimentos. Entre os consumidores norte-americanos consultados, 73% afirmaram que desejam realizar suas compras em supermercados limpos e organizados. Esse aspecto figura entre os mais importantes na escolha da loja principal para 70% dos participantes.
Para Andréa Stacco, responsável pela gestão e pelo relacionamento com clientes da Veneza, a condição dos pisos merece atenção especial, pois interfere na impressão visual construída pelo consumidor durante a visita.
“O piso ocupa uma área enorme do campo de visão de quem entra em um supermercado, mas muitas vezes só recebe atenção quando o problema já está evidente. Ele pode estar higienizado e, ainda assim, transmitir uma sensação ruim se estiver opaco, manchado ou com aparência de mal conservado. O consumidor não avalia o processo de limpeza. Ele avalia o que vê”, afirma.
Segundo Andréa, identificar a origem dos problemas é essencial antes de decidir por mudanças nos procedimentos de higienização. Um piso com manchas, sem brilho ou com aparência desgastada pode demandar uma avaliação técnica que considere o próprio material, os equipamentos, os produtos e as práticas adotadas pela equipe.
A especialista observa ainda que, em períodos de menor circulação de clientes, o varejo tende a concentrar esforços em preços e promoções. Entretanto, a experiência proporcionada dentro da loja também participa da decisão de compra.
“Quando o movimento cai, a reação natural do varejo é pensar em preço e promoção. Isso é fundamental, mas existe uma parte da decisão do consumidor que acontece depois que ele atravessa a porta. Uma loja que transmite cuidado também está comunicando algo sobre a qualidade da operação”, acrescenta Andréa.
A preferência pelas compras presenciais confirma que o ambiente das lojas continua sendo um ponto estratégico para o segmento. Conforme dados da FMI, 54% dos consumidores pesquisados sempre compram pessoalmente em seu supermercado principal. Outros 20% realizam a maior parte das compras dessa maneira.
Sobre Andréa e Valdir Stacco
Andréa e Valdir Stacco acumulam mais de 33 anos de trabalho na criação de soluções voltadas à limpeza profissional, especialmente para pisos de estabelecimentos comerciais e industriais, com destaque para supermercados. Na Veneza, desenvolvem produtos personalizados a partir da experiência prática e de estudos conduzidos no laboratório próprio da empresa. As soluções levam em consideração as características dos diferentes tipos de pisos e as necessidades específicas de cada operação, abrangendo diagnóstico, formulação e orientação de uso.













