Campeão e vice do Super 40 de Ilhabela passam a integrar o mesmo time com chegada do Onda Phytoervas

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Créditos: Aline Bassi / Balaio de Ideias

A vela oceânica brasileira ganha uma nova configuração competitiva com a união de duas embarcações que se destacaram na temporada de 2026. O Onda, que esteve sob o comando de Eduardo Souza Ramos, foi adquirido pelo projeto Phytoervas 4Z e passa a competir como Onda Phytoervas. A iniciativa reúne o campeão e o vice do Super 40 da 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela, além de fortalecer a equipe para o Brasileiro de Oceano 2026, que começa em 22 de outubro, com a 76ª Santos–Rio.

Atual vencedor da Santos–Rio e do Circuito Rio, o Phytoervas 4Z mantém papel central na estrutura. O barco também conquistou três títulos do Super 40 em Ilhabela, consolidando o histórico esportivo que acompanha o projeto.

Com o Onda incorporado à equipe, Marcelo Bellotti avalia que o desempenho futuro dependerá da adaptação dos velejadores às duas embarcações. “Vamos ver como nos adaptamos. Afinal, temos também um grande barco, que é o 4Z. É até difícil afirmar qual fórmula é melhor”, afirma.

A temporada já havia demonstrado a competitividade dos dois veleiros. Na Semana Internacional de Vela de Ilhabela de 2026, o Onda ficou com o título do Campeonato Super 40, enquanto o Phytoervas 4Z garantiu o vice-campeonato. Agora, ambos passam a representar o mesmo projeto, que conta com co-patrocínio da Galápagos Capital e da Raff Infra.

Um modelo ligado à trajetória de Eduardo Souza Ramos

A história do Onda está relacionada ao desenvolvimento da classe Soto40, da qual Eduardo Souza Ramos participou da idealização. A proposta era estabelecer uma categoria que permitisse confrontos entre embarcações com desenho padronizado. A concepção naval ficou a cargo do argentino Javier Soto Acebal.

Fabricado pelo estaleiro argentino MBoats, o modelo foi desenvolvido para competições e tem aproximadamente 40 pés. O projeto original apresenta 12,30 metros de comprimento, 3,75 metros de largura e deslocamento de 4.200 quilos. As medidas são referentes ao padrão de fabricação e não representam necessariamente a configuração atual de todos os barcos que competem na ORC.

Na avaliação de Bellotti, o conhecimento técnico de Eduardo de Souza Ramos foi importante para preparar o Onda e aprimorar suas condições de disputa. O velejador destaca a atenção do antigo proprietário a decisões e ajustes capazes de influenciar os resultados.

“Ele sabe trazer pequenos grandes detalhes que fazem a diferença. Na vela oceânica, para além de velejar, o projeto é muito importante, e o Eduardo sabe orquestrar isso muito bem”, explica Bellotti.

A aquisição amplia o leque de possibilidades do grupo, que passa a contar com outra embarcação de alto desempenho. A prioridade agora é desenvolver a adaptação ao Onda Phytoervas e aproveitar a experiência acumulada com o 4Z nas últimas temporadas. Bellotti resume o impacto da novidade para a equipe: “Aumenta nosso protagonismo na vela oceânica do Brasil”.

Duas regatas decisivas no calendário

O primeiro compromisso de preparação do Onda Phytoervas será um treino de reconhecimento no Guarujá, marcado para os dias 17 e 18 deste final de semana. A estreia em competição ocorrerá na 76ª Santos–Rio, em 22 de outubro, quando a equipe tentará defender a conquista obtida em 2025 com o Phytoervas 4Z.

O calendário seguirá com o Circuito Rio, programado para 30 de outubro a 2 de novembro. A equipe entrará nas duas disputas como atual campeã, agora com o reforço do novo barco.

Resultados e tradição em diferentes classes

Com oito embarcações distribuídas pelas classes Star, Snipe e ORC, o Phytoervas mantém uma trajetória de destaque na vela brasileira. O projeto participa de competições olímpicas, sul-americanas e de oceano e reúne conquistas individuais e coletivas.

Em 2025, a equipe foi vice-campeã geral da Semana Internacional de Vela de Ilhabela, alcançou o tricampeonato no Soto40 e venceu tanto a tradicional Regata Santos–Rio quanto o Circuito Rio. O histórico também inclui títulos individuais em campeonatos nacionais e sul-americanos das classes Star e Snipe.

Sobre a Phytoervas

A Phytoervas iniciou suas atividades em 1986 com foco na beleza natural dos cabelos. A empresa desenvolve sua identidade a partir da Cosmética Integral, utilizando ativos extraídos da natureza em sua forma mais pura, com responsabilidade e respeito ao meio ambiente.

A marca foi pioneira no lançamento do shampoo sem sal e ampliou sua linha ao longo dos anos. Hoje, trabalha com produtos totalmente veganos e cruelty-free, livres de parabenos, sulfatos e corantes. Além dos cuidados capilares, oferece produtos para o corpo e para a casa, comercializados pelo site www.phytoervas.com.br.

Sobre a Galápagos Capital

Fundada em 2019 por executivos seniores com ampla experiência no mercado, a Galápagos Capital atua globalmente no segmento de investimentos e oferece soluções financeiras integradas para pessoas, famílias e empresas. Seu grupo econômico reúne mais de 400 profissionais em onze escritórios no Brasil, além de operações em Miami, Genebra e Abu Dhabi. A companhia atende mais de 50 mil investidores e administra aproximadamente R$ 40 bilhões.

Sobre a Raff Infra

Brasileira, a RAFF Infra atua em infraestrutura, com especialização em energia limpa e soluções sustentáveis. A empresa investe no desenvolvimento e na operação de ativos que favorecem a diversificação da matriz energética e contribuem para o crescimento socioeconômico nacional.