Copa Mitsubishi define campeões em Ilhabela e reforça equilíbrio da vela oceânica brasileira

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Créditos: Divulgação
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Segunda etapa foi encerrada neste final de semana (20 e 21/7), com algumas das principais equipes brasileiras

A segunda etapa da Copa Mitsubishi terminou neste final de semana (20 e 21/7), em Ilhabela (SP), consolidando o equilíbrio das principais classes da vela oceânica nacional. A competição, com a chancela da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, reuniu algumas das principais equipes do país e serviu como último grande teste antes da Semana Internacional de Vela de Ilhabela (SIVI).

Ao todo, foram realizadas sete regatas para as classes HPE25, C30 e ORC, além de quatro provas para as classes Bra-RGS e RGS-Cruiser. Em todas as categorias, as disputas foram marcadas por muito equilíbrio.

Na ORC Geral, principal classe da vela oceânica brasileira, o título da etapa ficou com o Xamã, comandado por Sérgio Klepacz. O resultado reflete o alto nível técnico da flotilha. Apenas três pontos separam os três primeiros colocados da classificação geral.

“Nesta segunda etapa, tivemos na classe ORC a presença dos veleiros King e Onda, que engrandeceram ainda mais a disputa entre os Soto 40, hoje os barcos com maior performance na classe. Foi um treino de luxo para a Semana Internacional de Vela de Ilhabela, que é a maior competição da vela oceânica da temporada. Tivemos excelentes regatas, com vento, dias lindos e disputas muito acirradas na água. A organização da Copa Mitsubishi e todos os velejadores estão de parabéns”, afirmou Bayard Neto, comodoro da ABVO.

Tradicionalmente, a segunda etapa da Copa Mitsubishi funciona como o principal warm-up para a Semana Internacional de Vela de Ilhabela, considerada a mais importante competição da vela oceânica da América Latina. Diversas equipes que estarão na SIVI participaram da disputa, elevando ainda mais o nível técnico das regatas.

A edição de 2026 da Semana Internacional de Vela de Ilhabela será realizada entre os dias 24 de julho e 1º de agosto e representa o principal objetivo da temporada para grande parte das equipes.

Campeões da 2ª Etapa da Copa Mitsubishi

ORC Geral: Xamã (Sérgio Klepacz)
ORC Performance: Phytoervas 4Z (Marcelo Bellotti)
ORC Cruiser: Xamã (Sérgio Klepacz)
Bra-RGS A: Kameha Meha (Edmar Moraes)
Bra-RGS B: Kaluanã (Leonardo Soldon)
Bra-RGS C: Comanda (Sebastián Menendez)
RGS-Cruiser A: Pura Vida (Marcos César)
RGS-Cruiser B: Mamanguá (Paulo Brunozi)
C30: Relaxa/Building (Tomás Mangabeira)
HPE25: Ginga (Breno Chvaicer)

 

Brasileiros enfrentam a elite mundial no Rolex TP52 World Championship

Enquanto a Copa Mitsubishi movimentava as raias de Ilhabela, duas equipes brasileiras encararam um dos desafios mais exigentes da vela mundial. O Rolex TP52 World Championship 2026 reuniu 15 barcos de 11 países em Porto Cervo, na Itália, com a maior frota já registrada na história do campeonato.

O Crioula terminou a competição na 11ª colocação geral, enquanto o Caballo Loco ficou em 14º lugar. O título mundial ficou com o Sled, de Takashi Okura, do New York Yacht Club, repetindo a conquista obtida em 2021.

A classe TP52 é considerada uma das mais sofisticadas da vela de oceano. As embarcações seguem regras rígidas de construção, peso e volume, garantindo igualdade técnica entre os barcos e fazendo com que os resultados dependam exclusivamente da qualidade das tripulações.

O campeonato reúne alguns dos melhores velejadores do mundo, incluindo campeões mundiais, medalhistas olímpicos e atletas de elite da vela internacional. As disputas costumam ser definidas por diferenças de poucos segundos após horas de regata.

O Crioula contou com Samuel Albrecht como tático. O velejador soma três participações olímpicas e integrou uma tripulação formada por nomes como Guilherme Hamelmann, Gustavo Thiesen e Gabriel Simões.

Já o Caballo Loco teve como tático Jorge Zarif, campeão mundial das classes Star e Finn. A equipe também reuniu atletas de destaque internacional, como Ignacio Giammona, Gabriel Kieling e Henrique Haddad. O navegador da embarcação foi Luciano Secchin, diretor financeiro da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).

Representante brasileira da ORC e entidade responsável pela gestão da vela oceânica no país, a ABVO acompanha de perto tanto o desenvolvimento das competições nacionais quanto a participação de velejadores brasileiros nos principais eventos internacionais da modalidade.

Sobre a ABVO

Fundada em 1955, a Associação Brasileira de Veleiros de Oceano é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. Braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a ABVO é responsável pela organização, regulamentação e desenvolvimento da vela de oceano no Brasil. Reconhecida por sua atuação na organização e promoção de campeonatos, rankings e eventos nacionais, a ABVO tem como missão fortalecer a modalidade e contribuir para o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, tanto nas classes olímpicas quanto nas não olímpicas.

A ABVO tem o santista Bayard Umbuzeiro Neto como Comodoro, o bicampeão olímpico Torben Grael como 1º Vice-Comodoro, e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, como 2º vice-Comodoro.

Dentre os objetivos da atual gestão, estão promover a otimização e a racionalização do calendário nacional, estreitar o relacionamento com os clubes para viabilizar eventos e agregar um maior número de barcos participantes das diversas flotilhas regionais, oferecer suporte técnico em todos os níveis para as competições, otimizar a apuração instantânea dos resultados e articular com o Governo Federal incentivos tributários e melhores condições para a importação de embarcações, entre outros.