Lideranças locais pedem apoio da ANTAQ de Santa Catarina para impugnação do processo de arrendamento da área B do Porto de Itajaí

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Foto:Comunicação Câmara de Vereadores de Itajaí

Uma luta consistente pela sociedade itajaiense para manter em franco desenvolvimento da principal fonte econômica de Itajai – o Porto de Itajai.

Uma sexta-feira, 20, representantes da ANTAQ de Santa Catarina, participaram de uma reunião com a Comissão do Complexo Portuário da Câmara de Vereadores de Itajaí, liderada pelo vereador Beto Cunha e lideranças de entidades representativas do município, como Sindilojas, Seveículos (entidade representativa das empresas de transporte de cargas de Itajaí e região) e Associação Empresarial.

Durante o encontro, o grupo pediu aos representantes da Agência Nacional de Transporte Aquaviários (ANTAQ) um esforço para extinguir o processo de transição da área pública do Porto de Itajaí. Segundo a agência, o processo apresenta erros e hoje tem como representante a empresa (Ctil Logística) vencedora de uma licitação homologada no final de 2022.

A área pública do porto abrange os berços 3 e 4, destinada para o embarque e desembarque de carga geral e navios de cruzeiro. Esse espaço está praticamente vazio atualmente, por conta da insegurança gerada entre os operadores que não confiam na estabilidade do processo e da empresa responsável pelas operações portuárias.  A área A do porto que compreende os berços 1 e 2 têm como operador a APM Terminals.

Para tentar sensibilizar os gestores públicos do Governo Federal e municipal, as entidades juntamente com as Federações de classe empresarial do Estado vão emitir um documento formalizando o pedido feito para a ANTAQ, destacando a necessidade da impugnação do processo de arrendamento. O receio das entidades é de um reflexo na economia local e manutenção dos postos de trabalho das empresas que  atuam diretamente com o transporte de carga.

ANTAQ acredita na manutenção do processo de desestatização do Porto

Outro tema discutido no encontro desta sexta-feira foi o processo de desestatização do Porto de Itajaí. Segundo os representantes da Agência, o Porto conta com um modelo de gestão diferente de outros do Brasil e a tendência é que o Governo Federal dê sequência ao processo. O presidente da Comissão, vereador Beto Cunha, está pleiteando junto ao Ministério da Infraestrutura uma reunião com o representante da pasta para discutir o assunto.

O que falam as autoridades:

“Esta instabilidade é preocupante e a nossa missão como lideranças empresariais é acompanhar e trabalhar em busca do melhor projeto para Itajaí. É só observar e olhar para o Porto da cidade para percebermos que algo não está certo. O pátio do porto está vazio, os empresários que trabalham com o transporte de carga estão preocupados, então algo não está certo. A partir de agora, vamos buscar apoio das nossas entidades estaduais para oficializarmos nossa preocupação e insatisfação com o que está acontecendo referente ao arrendamento do cais público”. Bento Ferrari – Presidente Sindilojas

“Nós sabemos o que é melhor para Itajaí e queremos uma solução para as questões relacionadas ao porto da nossa cidade. Referente ao processo de desestatização, vamos trabalhar para que as autoridades entendam que não somos iguais ao porto de Santos. O que acontece aqui na nossa cidade é que usam o porto como um tubo de ensaio para testes e pesquisas, o que não pode continuar acontecendo”, destaca o vereador, Beto Cunha. – Beto Cunha Vereador

“Se essa situação não for revertida, se o poder público não entender que a permanência da Ctil é preocupante para o mercado, a perspectiva futura é de um impacto econômico que pode ser irreversível para Itajaí. Quero acreditar e torço para que o poder público municipal reveja as suas decisões”. Hélio da Silva Júnior – Secretário do Seveículos