Comissão defenderá a não privatização do Porto de Itajaí

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Comissão defenderá a não privatização do Porto de Itajaí -Foto: Davi Spuldaro
Comissão defenderá a não privatização do Porto de Itajaí -Foto: Davi Spuldaro

 

  • Em outubro, Porto de Itajaí cresceu 82% na sua movimentação total de cargas. No somatório de janeiro a outubro deste ano, o complexo portuário movimentou 10.562.134 toneladas, sendo 3.534.539 na APM Terminals
  • No terminal PORTONAVE (Navegantes), 40 escalas foram registradas no mês de outubro e sua movimentação total de cargas foi de 667.593 toneladas com 61.213 TEU’s movimentados. Ainda na PORTONAVE, foram contabilizados 439 navios atracados no acumulado do ano.
  • Na totalização da movimentação da balança comercial de Santa Catarina, outubro destacou ainda 60% no sentido de cargas exportadas e 40% de cargas importadas do comércio exterior, elevando a uma cifra de US$ 3,2 Bilhões com um crescimento de 67,8%.
  •   Indicadores apontam quase o dobro de desempenho com base nos últimos doze meses

Diante de um cenário de privatizações criado pelo novo Governo que assume janeiro de2019, o Município de Itajaí acompanha a criação de uma comissão para evitar uma possível privatização do Porto. A ideia foi concretizada após a realização de audiência pública, na noite de segunda-feira (26), na Câmara de Vereadores, em que se debateu a privatização dos portos públicos brasileiros.

A sugestão é que a comissão seja formada por membros da Prefeitura, Porto, Câmara de Vereadores, Assembleia Legislativa de Santa Catarina e Congresso Nacional, além de membros das associações dos trabalhadores portuários. A intenção é solicitar o mais breve possível uma audiência com representantes da nova equipe do governo federal.

O superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Salles, ressaltou a importância da autarquia municipal. De acordo com relatório apresentado, 66% das exportações de Santa Catarina são realizadas pelo município.

“Isso impacta a geração de empregos para todo o Estado. Quando exportamos carne de porco, geramos empregos no Oeste. Quando exportamos celulose, empregos no Sul. Quando exportamos máquinas e motores, geramos empregos no Norte de Santa Catarina”, destacou Salles.


 

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Durante a audiência pública, todos os presentes foram unânimes em destacar que o atual modelo de gestão do terminal itajaiense deve ser mantido. Sua eventual privatização é uma preocupação do governo municipal, pois, além de ser uma força econômica de Itajaí e de Santa Catarina, o Porto impacta diretamente na economia e geração de empregos em todo o município.

“Uma eventual privatização nos preocupa. O Porto é uma marca de Itajaí, está encravado no seio da cidade e voltou a obter ótimos resultados, com grande movimentação de cargas. A preocupação é legítima”, frisou o prefeito Volnei Morastoni, ressaltando que a vontade popular deve sempre prevalecer.


Da Redação – Fonte Porto Itajai: Luciano Sens.