Esporte – Brasília -Tcheco Petr Benes é o novo campeão mundial de Asa Delta

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Piloto chegando a Brasília (Sérgio Kawakami / CBVL
Piloto chegando a Brasília (Sérgio Kawakami / CBVL

 

 

Uma decisão a altura de um Campeonato Mundial de Asa Delta de 2017. Assim foi a nona e última prova da 21ª edição da competição internacional, realizada com voos entre a rampa do Vale do Paranã, em Formosa (GO), e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Quatro pilotos protagonizaram a disputa pelo título, dois italianos – Alessandro Ploner e Christian Ciech – e dois tchecos – Petr Benes e Dan Vynhalik. Líder em boa parte dos nove dias da competição, Ploner, 38º colocado do dia, foi ultrapassado na “reta final” por Benes, o 27º desta sexta-feira (18), que demonstrou ser o mais regular da competição.

Mesmo na liderança após o oitavo dia de provas, na quinta-feira (17) Alessandro Ploner viu sua folga cair de 13, na prova sete, para apenas seis pontos para Petr Benes antes da decisão. Nesta sexta-feira, porém, o piloto da República Tcheca conseguiu seu objetivo, de tirar os pontos suficientes para garantir o título, e com uma boa folga. Enquanto Benes somou 770 pontos no último dia e teve 7.750 no acumulado, Ploner fez 714, para acumular 7.700. O italiano Christian Ciech, campeão mundial de 2015, no México, concluiu sua participação no pódio, na terceira posição, ao somar 713 e total de 7.682.

Neste sábado, logo após a cerimonia de premiação, o campeão mundial fez questão de agradecer a todos. “Gostaria de dizer obrigado aos meus companheiros que me ajudaram a conquistar este título mundial. Agradeço também aos membros da organização do Mundial de Asa Delta, que fizeram um evento realmente fantástico. Muito obrigado mesmo. Estou muito feliz com o resultado”, resumiu o tcheco Petr Benes.

Apesar de não garantirem o troféu no individual, os italianos confirmaram o título por seleções. Mesmo vendo a vantagem cair da sétima para a oitava tarefa, de 408 pontos para 335, nesta sexta-feira a pontuação da seleção tcheca não foi suficiente para garantir a hegemonia na competição. Enquanto a Itália somou 23.042 pontos, a República Tcheca chegou a 22.605. O top 5 teve ainda a Alemanha (21.316), Estados Unidos (21.310) e Austrália (21.097).

“A satisfação é muito grande em ter ganhado a medalha de campeão mundial por equipes. É a quinta vez consecutiva que nós italianos vencemos por seleções. Nenhum outro país havia conseguido este feito de cinco mundiais seguidos como campeões. Além de estarmos muito orgulhosos pelos resultados individuais de Alessando Ploner e do Christian Ciech, também estamos extremamente felizes por sermos a seleção campeã”, destacou Filippo Oppici. “Próximo Mundial será na Itália e esperamos vencer outra vez”, completou Oppici.

Prova do dia – A disputa decisiva do Mundial de Asa Delta coroou mais vencedor após nove corridas, o italiano Filippo Oppici, que completou os 100 km do dia em 1h53min15, com uma média de velocidade de 49,60 km/h. O top 3 teve outros dois pilotos que também subiram no pódio pela primeira vez na competição, Grant Crossingham (GBR) e Daniel Velez (COL). Enquanto Oppici somou 933 e ajudou seu país a garantir o título por seleções, Crossingham obteve 927 e Velez, 922.

O Brasil no Mundial – O melhor atleta do Brasil no último dia de provas do Mundial de Asa Delta foi David Brito Filho, com o décimo lugar. Na disputa individual, o principal destaque foi Alvaro Sandoli, o Nene Rotor, na oitava colocação, com 7.312, pontuação fundamental para garantir ao Brasil o sexto lugar na classificação geral por países, com 20.886.

“Brasília voltou a ter as condições normais de voo, porque nos últimos dias estavam muito fracas as térmicas, o que beneficiava os estrangeiros, não acostumados com o local como nós. Nesta sexta-feira voltou ao padrão e a equipe brasileira pode pontuar bem. Nos dias de condições ruins não fomos bem”, contou David. “Mais do que nunca, voei nesta prova final com o objetivo de estar entre os primeiros, com o foco em me recuperar em relação aos resultados anteriores e ficar na frente”, completou.

Melhor atleta brasileiro na 21ª edição do Mundial de Asa Delta, Nene Rotor avaliou o dia difícil para ele. “Cometi um erro no começo desta prova. Na saída fiquei baixo e mal posicionado. Assim, me atrasei e vim sozinho, algo difícil demais em termos de pilotagem. Creio que conseguimos uma boa pontuação para o País, entre as melhores seleções do mundo”, comentou Nene.

Os países – Participam do 21º Campeonato Mundial de Asa Delta de Brasília 26 países: Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Guatemala, Holanda, Hungria, Israel, Itália, Japão, Liechtenstein, México, Noruega, Nova Zelândia, Paraguai, República Tcheca, Suécia, Suíça e Venezuela.

O local das decolagens – Localizada a 92 km da Capital Federal, a cidade goiana de Formosa conta com uma rampa a cerca de 1.000 metros de altitude e, por possuir clima seco e vento constante, atrai atletas brasileiros e estrangeiros praticantes do esporte, recebendo anualmente, desde 1984, uma das etapas do Campeonato Brasileiro de Asa Delta. No ar, a distância de um voo direto é de 73 km, mas como o percurso da prova passa por pontos obrigatórios (tasks) os pilotos voam de 90 a 150 km, de acordo com os pontos escolhidos pelos organizadores. Este trajeto é definido de acordo com a previsão meteorológica do dia de cada etapa.


 

Fonte – ZDL