Especial Dia das Crianças: instituição social fortalece política de acesso ao esporte e ao lazer

0
74
Divulgação/De Peito Aberto

Com projetos gratuitos em diferentes regiões, organização social atua para reduzir barreiras e ampliar oportunidades de desenvolvimento aos jovens

 O Dia das Crianças no Brasil, celebrado em 12 de outubro, é especial para a De Peito Aberto, por relembrar a importância da ampliação do acesso de crianças e adolescentes ao esporte, à cultura e ao lazer. A organização social desenvolve atividades gratuitas em diferentes regiões do Brasil e leva oportunidades de convivência e desenvolvimento a territórios onde o acesso às atividades é limitado.

A Constituição Federal brasileira estabelece como dever da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar direitos como saúde, alimentação, educação, esporte, lazer, cultura, dignidade e convivência familiar e comunitária. Mas, nas periferias e em bairros mais distantes dos centros urbanos, a falta de opções de entretenimento e atividades é a realidade de muitas famílias. 

As iniciativas desenvolvidas pela De Peito Aberto buscam aproximar atividades esportivas e culturais dos territórios onde vivem crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Em duas décadas, a organização já beneficiou mais de 70 mil pessoas, com 80 projetos realizados em 66 municípios de diferentes regiões do país.

Em 2025, a De Peito Aberto impactou cerca de 7 mil crianças e adolescentes, realizou 440 eventos, desenvolveu 17 projetos e gerou 127 empregos. As ações contemplaram diferentes modalidades esportivas, como futebol, futsal, vôlei, basquete, handebol, skate, judô, karatê, capoeira e atletismo.

“Cada criança merece a oportunidade de brincar, aprender, se desenvolver e sonhar. O esporte e o lazer são ferramentas capazes de transformar realidades, fortalecer vínculos e abrir caminhos para o futuro. Os resultados que alcançamos ao longo dos anos mostram que, quando ampliamos o acesso a essas oportunidades, contribuímos para que crianças e adolescentes desenvolvam seu potencial e construam projetos de vida com mais perspectivas. Esse é o compromisso que move a De Peito Aberto a mais de 20 anos”, comenta Fábio Araújo, diretor presidente da DPA. 

Entre os projetos, está o Esporte na Cidade, que mantém núcleos em diferentes estados brasileiros. Em Terra Santa, no Pará, cerca de 100 crianças e adolescentes participam atualmente das atividades de futsal, handebol, basquete e vôlei. A iniciativa também está presente em outros municípios do estado, como Faro e Oriximiná, incluindo comunidades quilombolas tradicionais.

Em Governador Valadares (MG), a organização social também passou a fazer parte da rotina das famílias, especialmente com o skate. Iniciativas gratuitas criaram alternativas de convivência e ocupação do tempo livre em territórios onde as opções eram mais restritas. A De Peito Aberto também atua na Bahia, com diversas modalidades esportivas, como o futebol, futsal, boxe e judô. O Projeto Oportunidade Através do Esporte, em sua nona temporada, atende crianças e adolescentes de Camaçari, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Além do acesso às atividades, os alunos inscritos na iniciativa recebem, de forma gratuita, kits de uniforme para utilização nas aulas de projeto.

Acesso ao esporte e ao lazer

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024, do IBGE, apontou que 58,4% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos eram insuficientemente ativos fisicamente, enquanto somente 30,6% atingiram os níveis adequados de atividade.

As diferenças de infraestrutura também impactam a vida dos jovens. Em 2024, de acordo com a mesma pesquisa, 75,7% dos estudantes da rede pública estavam em escolas com quadras esportivas em condições de uso, contra 92,3% dos alunos da rede privada. Em relação à disponibilidade de materiais suficientes para atividades físicas, os índices eram de 62,7% na rede pública e 96,8% na rede privada.

Por meio das leis de incentivo, a De Peito Aberto pretende captar R$ 17,6 milhões em 2026. Os recursos permitem levar atividades gratuitas a novos territórios e ampliar o número de crianças e adolescentes atendidos. Para a organização social, ampliar oportunidades também significa contribuir para que direitos sejam vivenciados de forma mais próxima e acessível pelas crianças e adolescentes brasileiros.