MARTINE GRAEL FORA: SAILGP APONTA NECESSIDADE DE MUDANÇA NA EQUIPE BRASILEIRA

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  • Da Redação | Agência Regata News
  • A saída de Martine Grael da equipe brasileira deveria servir como um catalisador para uma reformulação completa da cultura da equipe, enquanto as equipes que estão nas posições inferiores da classificação já voltam suas atenções para a próxima temporada.
  • Saída da velejadora coloca a cultura e o futuro do time brasileiro no centro do debate
  • A saída de Martine Grael da equipe brasileira do SailGP reacendeu o debate sobre a estrutura e a cultura interna do time.
  • Para os comentaristas Stevie Morrison e Lisa Darmanin, a mudança pode representar uma oportunidade para uma reformulação da equipe brasileira antes da próxima temporada.
  • A avaliação foi apresentada no mais recente episódio do SailGP Tiers, após uma sequência de resultados abaixo do esperado pelo Brasil.
  • Essa é a avaliação dos comentaristas do SailGP.

No episódio mais recente do SailGP Tiers, Stevie Morrison e Lisa Darmanin analisaram as equipes da competição, destacando o desempenho abaixo do esperado da equipe brasileira.

Segundo Morrison, os problemas começaram “no final da temporada passada”, após a saída do wing trimmer Leigh McMillan, que retornou à equipe francesa, e do controlador de voo Andy Malney, que assinou com a Artemis.

“Eles tiveram o tapete puxado debaixo dos pés por quem quer que tenha feito os contratos e garantido os atletas por apenas uma temporada”, afirmou Morrison.

McMillan foi substituído por Pietro Sibello, enquanto o ex-controlador de voo dinamarquês Rasmus Køstner assumiu a função de Maloney. Desde então, porém, “as coisas simplesmente não estão funcionando”, segundo Morrison.

A CULTURA DA EQUIPE EM FOCO

A ex-pilota Martine Grael colocou a cultura da equipe brasileira em evidência quando substituiu o piloto da equipe dos Estados Unidos, Taylor Canfield, durante a etapa de Genebra.

Após treinar com a equipe norte-americana, Grael elogiou a “cultura de responsabilidade” existente no time dos Estados Unidos.

“Você pode ver que a cultura da equipe deles é realmente incrível, e é por isso que estamos vendo os Estados Unidos avançarem ao longo da temporada”, disse Martine.

“Foi bastante revelador ouvir isso”, comentou Morrison. “Há algo realmente errado com o Brasil e é uma pena que Martine tenha sido retirada, mas alguma coisa precisava mudar — essa é a realidade.”

Darmanin defendeu que a equipe brasileira contrate “um treinador experiente” para assumir o trabalho e promover uma renovação da cultura interna.

“Eles estão obviamente um pouco perdidos”, afirmou. “Precisam de um verdadeiro líder que saiba como é uma fórmula vencedora e consiga fazer com que todos a adotem.”

UMA MUDANÇA COMPLETA

Morrison concordou e defendeu uma espécie de “control-alt-delete”, ou seja, uma reinicialização completa do projeto.

Ele apontou para o desempenho decepcionante da equipe brasileira durante a temporada de verão, quando o time terminou em último lugar nas etapas de Portsmouth, Sassnitz e Valência.

Em Genebra, a equipe apresentou uma melhora e terminou na 10ª colocação, com Paul Goodison no comando do F50.

“Eles fizeram uma grande mudança — vamos ver o que isso vai produzir”, afirmou Morrison.

A Mubadala Brazil SailGP Team volta a competir no Emirates Dubai Sail Grand Prix, marcado para os dias 21 e 22 de novembro.