Vento instável marca terceira etapa da Copa Mitsubishi, que reúne mais de 150 velejadores em Ilhabela

0
47
Créditos: Gabriela Petarnella

As condições do vento foram um dos principais elementos da terceira etapa da Copa Mitsubishi, encerrada neste domingo (27), no Yacht Club de Ilhabela. Ao longo da programação, as tripulações precisaram se adaptar a mudanças de intensidade, áreas de calmaria e efeitos da correnteza no Canal de São Sebastião. Ao todo, mais de 150 velejadores participaram da etapa, que teve quatro regatas e apoio técnico da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano.

A competição começou no dia 19, com uma regata de percurso. As rajadas superiores a 20 nós registradas na largada deram lugar a uma área de pouco vento nas proximidades do Porto de São Sebastião. Com a mudança das condições, os barcos se aproximaram novamente, tornando decisiva a atenção às rondadas e à correnteza.

As provas previstas para o domingo seguinte não puderam ser realizadas devido à ausência de vento. A programação foi retomada no sábado (26), quando duas regatas barla-sota foram disputadas, apesar das oscilações na intensidade do vento. A quarta regata, responsável por fechar a etapa, ocorreu neste domingo (27).

O resultado da ORC teve o 4Z Phytoervas, de Marcelo Bellotti, no topo da classificação geral. Na ORC Performance, o primeiro lugar ficou com o Bravo, de Jorge Berdasco Martinez. Já na ORC Cruiser, o vencedor foi o Xamã, comandado por Sérgio Klepacz.

A Bra-RGS também apresentou desempenhos de destaque. O Avohai, de Luiz Henrique Macedo, venceu as quatro regatas da divisão A e passou a liderar com aproveitamento de 100%. Na divisão B, o My Boy, de Lars Muller, obteve o mesmo resultado, conquistando todos os quatro triunfos. O Comanda, de Sebastian Menendez, ocupa a liderança da divisão C.

Na RGS-Cruiser, o Pura Vida, de Marcos de Oliveira Cesar, repetiu o desempenho máximo na divisão A, com quatro vitórias. Já na divisão B, o Mamanguá, de Paulo Fernando Bunozi, ganhou as duas últimas regatas, assumiu a liderança e terminou à frente do Blade Runner. Entre os C30, o Relaxa/Building, de Tomas Mangabeira, venceu três das quatro provas e garantiu a conquista da etapa.

Para Bayard Neto, comodoro ABVO, o encontro das equipes reforçou a importância da competição para a vela oceânica paulista. A entidade participa do apoio à organização e atua no fomento da modalidade no Brasil.

“Temos aqui reunida a nata da vela de São Paulo. Depois da 53ª Semana Internacional de Vela, em julho, é até surpreendente ver esse volume de barcos e de gente prestigiando a Copa Mitsubishi. Para a ABVO, que ajuda na organização e busca fomentar o esporte, é bastante prazeroso ver essa turma reunida mais uma vez”, afirma Bayard.

A última etapa da Copa Mitsubishi está marcada para 5 e 6 de dezembro, novamente em Ilhabela.

Os resultados completos podem ser consultados na plataforma Sailrace.

Sobre a ABVO

A Associação Brasileira de Veleiros de Oceano foi fundada em 1955 e é a única entidade de promoção da Vela de Oceano no Brasil. A associação é o braço oficial da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), organiza competições anuais e trabalha para preservar o legado de um dos esportes mais vitoriosos do país, abrangendo classes olímpicas e não olímpicas.

A diretoria tem Bayard Umbuzeiro Neto, de Santos, como Comodoro; Torben Grael, bicampeão olímpico, como 1º Vice-Comodoro; e Paulo Cezar Gonçalves, o Pileca, no cargo de 2º Vice-Comodoro.

Entre as metas da atual gestão estão a otimização e racionalização do calendário nacional, a aproximação com os clubes para fortalecer eventos, o aumento da participação das flotilhas regionais, o suporte técnico às competições, a melhoria dos sistemas de apuração e a contribuição para condições mais favoráveis ao desenvolvimento da vela oceânica brasileira.