Santa Catarina consolida, neste momento, um movimento estrutural: deixa de ser apenas um polo industrial relevante para se posicionar como hub estratégico da indústria de defesa no hemisfério sul.

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Paulo Bornhausen
Secretário de Articulação Internacional de Santa CatarinaSecretário de Articulação Internacional de Santa Catarina

Santa Catarina consolida, neste momento, um movimento estrutural: deixa de ser apenas um polo industrial relevante para se posicionar como hub estratégico da indústria de defesa no hemisfério sul.

A entrega da primeira fragata da classe Tamandaré e a confirmação da encomenda de mais quatro embarcações colocam o estado no centro de um dos projetos mais sofisticados da indústria naval mundial. Trata-se de um salto tecnológico que combina engenharia de ponta, integração de sistemas complexos e cooperação internacional — com geração de empregos qualificados e fortalecimento da cadeia produtiva local.

Esse avanço ocorre em um timing decisivo. A entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia abre uma janela concreta para:

* inserção da indústria catarinense em cadeias globais de defesa e tecnologia
* ampliação de parcerias industriais com empresas europeias
* acesso a novos mercados com redução de barreiras tarifárias
* atração de investimentos estratégicos

Santa Catarina reúne ativos claros: capacidade industrial instalada, tradição em metalmecânica e construção naval, localização logística privilegiada e ambiente empresarial dinâmico.

O desafio agora é estratégico: transformar escala produtiva em protagonismo internacional.

A indústria de defesa pode — e deve — ser um dos pilares desse novo ciclo.