Adilson Pacheco – Editor
Olá, bem-vindo a bordo do Regata News . Todas as plataformas da Agência Regata News estão focadas na quinta parada da regata The Ocean Race, que chega a Itajaí em abril de 2027, cidade administrada pelo prefeito Robison Coelho e, no Legislativo, pelo vereador Fernando Pegorini, presidente.
Vamos dar uma volta no tempo: no dia 8 de abril de 2010, que realizei a minha primeira entrevista com um velejador integrante da equipe Telefónica, que participaria da primeira parada brasileira da Copa do Mundo da Vela na cidade, então administrada pelo prefeito Jandir Bellini.
Foi com o brasileiro Horácio Carabelli, que fez parte do barco Brasil na edição de 2007, capitaneado por Torben Grael, em um projeto do empresário e velejador Alan Adler.

Pergunta:
Quais os desafios de participar de um esporte de vela tão desafiador, onde se enfrentam grandes ondas e lugares de difícil acesso no oceano em caso de acidentes?
Carabelli é um experiente velejador e aponta:
“A emoção está no desafio. Quando você participa de uma prova como esta, entra para um grupo seleto. Passa a ser parte da elite da vela. Mesmo sem vencer, já é um vencedor. Para todo desportista, especialmente o velejador, competir e dar o melhor de si durante a regata é emocionante. Somos levados ao limite físico e psicológico, mas nada se compara à sensação de superar cada etapa. Neste nível, o esporte deixa de ser amador: somos profissionais pagos, como em qualquer outra modalidade.”
Pergunta: “Estes desafios o tornam um empresário diferente?”
Horácio me respondeu:
“Com certeza, mais exigente. Cada desafio vencido serve de estímulo para o próximo. Neste esporte, estamos sempre tomando decisões rápidas e arcando imediatamente com as consequências. O que mais aprendemos é a pensar rápido.”

Pergunta:Horácio, você sente medo diante de grandes ondas em alto-mar?
“Não há tempo para medo, mesmo quando o mar parece assustador. Se vacilar, compromete a equipe. Estou sempre focado na minha função para manter o barco sob controle.”
Pergunta: Você atualmente está participando de qual prova?
Ele respondeu:
“No momento não estou competindo. Estou treinando com a equipe espanhola Telefónica, em Sanxenxo, Espanha. Minha função é técnica: testar equipamentos, mastros e velas. A partir de agosto, vou administrar a construção do novo barco, projetado por Juan K., o mesmo do Ericsson 4.”
Pergunta: Itajaí será sede da próxima parada da Volvo Ocean Race. Como empresário em Florianópolis, qual sua visão?
Horácio respondeu:
“Itajaí terá a oportunidade de sediar um grande evento e estará preparada à altura. Será positivo para a regata e para a cidade, que ganhará visibilidade internacional. Florianópolis e as cidades turísticas próximas também serão beneficiadas, mostrando seu potencial: belezas naturais, gastronomia, gente trabalhadora e acostumada a desafios.”
Pergunta:
Horácio Carabelli, você é o grande protagonista que resultou na vinda da regata para Santa Catarina. Me conte quais os benefícios que um evento deste porte mundial pode trazer para o cenário econômico, turístico e mercado externo de Santa Catarina.
Com muita firmeza de quem vive na elite do esporte de vela mundial, Horácio afirma:
“Quem viveu duas edições sabe o impacto que uma regata como essa provoca. Com divulgação competente, teremos um evento grandioso e de repercussão internacional. Já sou questionado por velejadores e familiares sobre como é a região. Há grande curiosidade. Cada stopover cria expectativa e atrai milhares de pessoas. Precisamos estar preparados para mostrar nossa hospitalidade.”
Meu comentário!-
Itajaí precisa de um monumento para registrar esta quinta edição da regata.
Finalizando, alguém se lembra da regata das Caravelas das Marinhas da América do Sul, da Transat Jacques Vabre? Pergunto!
- Só para se ver a importância deste evento para a economia de Itajaí: para sediar a Copa do Mundo da Vela foram e são necessários investimentos de 1 milhão de euros . Segundo dados, ao longo destes 16 anos – iniciados em 2010 – já foram gerados bilhões para a cidade e região.
- Recordo que em 2013 uma empresa de iates de luxo veio se instalar em Itajaí, com investimento de 400 milhões. Entre os 40 mil turistas que estiveram na cidade, estava uma equipe da maior regata francesa. Pois é, tempos depois Itajaí recebeu duas edições da conhecida regata do café, como é chamada na Europa.
- Tem mais:
- a regata dos barquinhos , como era apontada em 2010, é o principal case para expor o potencial econômico e turístico de Santa Catarina no mercado mundial….
- Afinal, são em média oito meses de desenvolvimento desde sua partida de Alicante, sem contar os dois anos necessários para uma equipe se preparar!
Fico por aqui e volto com mais matérias especiais que contam a história do acesso de Itajaí ao esporte de vela mundial….. que acompanhei e registrei passo a passo..
Bom, Regata News 2010–2026: 16 anos de cobertura e agora com uma volta ao mundo.
Até a próxima,












