Volvo Ocean Race – Parada brasileira: Uma Oportunidade em 2010 gerada por uma pauta

0
71

Uma Oportunidade

Por Adilson Pacheco – Editor

Em 2010, participei de uma entrevista coletiva no Castelo Montemar, no alto do Morro da Cruz, em Itajaí. A pauta era histórica: a oficialização da cidade como uma das oito paradas da regata Volvo Ocean Race, que tinha como campeão um brasileiro de renome — Torben Grael.

Enquanto ouvia as autoridades, fiquei curioso. Fui direto ao site da Volvo Ocean Race e percebi que se tratava de uma competição de peso, reunindo velejadores consagrados. Mais curioso ainda: por que trocar o cartão-postal do Brasil, o Rio de Janeiro, por uma cidade catarinense sem tradição na vela?

 

Avaliei: se os organizadores escolheram Itajaí, é porque enxergaram algo que nós ainda não víamos. Estava decidido: ali havia uma oportunidade para um jornalismo diferente — o de esportes náuticos.

O desafio seguinte foi mergulhar na nova pauta: The Ocean Race. Vieram pesquisas, contatos, aprendizado sobre o que é um barco VOR, o que significa uma “perna” ou uma “parada”. Em abril de 2010, pulei dentro do barco da regata volta ao mundo. Fui um dos poucos jornalistas a abraçar o tema, que alguns ainda chamavam de “regata dos barquinhos”.

Pois é, 16 anos depois, a pauta continua viva. Foram três coberturas internacionais, a criação do jornal Regata News — inicialmente impresso — e, depois, a evolução para o portal Regatanews.com.br, entendendo que o público da vela estava em São Paulo, Rio de Janeiro e, claro, na Europa.

Interessante lembrar: na primeira entrevista presencial que fiz com (foto )- /Crédito Cristina Ghaiter/ Eu com Knut Frostad, então CEO da Volvo Ocean Race, ele afirmou com convicção:

Esta cidade será o grande polo náutico nacional e está preparada para receber grandes eventos.”

A história mostrou que ele estava certo