Dr. Andy Ern: Revolucionária cirurgia plástica combate a enxaqueca

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Cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com as dores que podem durar dias

Só quem sofre de enxaqueca sabe medir a dor que sente a cada crise. Diferente de uma dor de cabeça comum, facilmente tratada com analgésicos, a enxaqueca é caracterizada por uma dor unilateral, alternante, forte, latejante, acompanhada de náuseas ou vômitos e fotofobia. As crises podem durar entre 4 a 72 horas e geralmente tem predisposição genética.

Segundo o cirurgião plástico, Dr. Andy Ern, inúmeros fatores influenciam nas dores. “Determinados alimentos, alterações de sono, jejum prolongado, exposição luminosa, esforço físico, alterações hormonais, uso de anticoncepcionais, estresse, depressão e uso excessivo de analgésicos acentuam a enxaqueca”, explica o médico.

Como a enxaqueca é desencadeada por múltiplos fatores, quanto mais ampla a abordagem do quadro e detecção dos potenciais gatilhos de dor, maior o sucesso num tratamento, que geralmente envolve analgésicos comuns, eventualmente associados a outras drogas, botox, além de mudança de hábitos, como alimentação equilibrada, sono regular, prática de exercícios físicos, redução do consumo diário de cafeína e controle dos níveis de estresse. Essas medidas ajudam a diminuir a frequência e a intensidade das crises.

Para quem já tentou todos os tratamentos e não conseguiu se livrar das dores, uma boa notícia chega para dar esperança a cerca de 30 milhões de pessoas que somente no Brasil sofrem com o distúrbio neurológico. Um recente artigo científico publicado no periódico The Journal of Craniofacial Surgery, por Edoardo Raposio, da seção de Cirurgia Plástica do Departamento de Ciências Cirúrgicas da Universidade de Parma, na Itália, informou que duas horas de cirurgia e uma noite de repouso mandaram embora sintomas desagradáveis da enxaqueca em 90% dos pacientes que não respondiam mais aos tratamentos.

Segundo o artigo, esta nova terapia, minimamente invasiva, já é realidade no tratamento daqueles pacientes que não respondem aos medicamentos, ou nos quais os efeitos colaterais são tão significativos que esses remédios se tornam impraticáveis.

A técnica consiste em seccionar pequenos músculos situados na região frontal ou occipital com uma só incisão de poucos centímetros no couro cabeludo (portanto escondida pelos cabelos, quando presentes) e a utilização de um endoscópio particular até a liberação dos nervos, a estimulação dos quais são gatilhos para as crises de enxaqueca.

A técnica cirúrgica foi aperfeiçoada por dois anos no departamento de “Cirurgia da Pele e anexos, minimamente invasiva, regeneradora e plástica” de um hospital universitário de Parma.

A intervenção, feita com anestesia local e com internação de apenas um dia, dura cerca de duas horas e o percentual de sucesso foi de aproximadamente de 90% nos pacientes tratados.

A enxaqueca atinge cerca de 12% da população mundial, com uma incidência maior na quarta década de vida e acomete mais frequentemente as mulheres.

O Dr. Andy Ern, que atende em sua Clínica de Cirurgia Plástica, em Itajaí, explica que antes de se submeter a qualquer procedimento cirúrgico é necessário consultar um especialista credenciado a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que indicará o melhor tratamento para cada caso.