Team Vestas Wind está prestes a voltar à Volvo Ocean Race

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Vestas TeamA incrível jornada de Chris Nicholson e sua equipe para voltar à Volvo Ocean Race continua. O barco reconstruído partiu do estaleiro italiano Persico para Lisboa.
O acidente do Vestas foi classificado pelo CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frost, como maior desafio da 12ª regata volta ao mundo.

Edição: Adilson Pacheco
Fonte: Flávio Perez/VOR
Post:22/05-18:35

Volvo Ocean Race leva a risco o seu lema “Vida levada ao extremo”.O Team Vestas Wind está prestes a voltar à Volvo Ocean Race depois que o barco ficou espetado em um banco de areia no Oceano Índico, durante a segunda etapa da regata. Reconstruído, o veleiro deixou, nesta sexta-feira (22), o estaleiro Persico, que fica em Bergamo, na Itália, com destino a Lisboa, em Portugal. O objetivo da equipe é correr as últimas pernas da Volta ao Mundo. O comandante australiano Chris Nicholson acompanhou todo o processo de perto e classificou o retorno como um ‘milagre moderno alcançado’. Pelos danos causados no impacto e pelo tempo de reconstrução – quatro meses de trabalho – a afirmação do atleta não é nada exagerada.
“É uma grande conquista para todos, pois o trabalho foi difícil. Tinha tanta coisa pra fazer que quase decidimos não voltar. Temos um novo barco”, disse Chris Nicholson. “Conseguimos, inclusive, adiantar nossa programação de liberação em um dia. Isso pode significar mais horas na água treinando”.
O plano da equipe é transportar o barco por navios e caminhões para Lisboa para se juntar aos outros seis times, que neste momento disputam no Atlântico Norte a sétima etapa.
Mas para colocar o veleiro na disputa foi preciso uma operação de logística especial que começou no ano passado, dias depois do acidente. A empresa GAC içou o barco dos recifes de coral e um navio Maersk Line transportou a embarcação até a Malásia. De lá, o Team Vestas Wind foi para o estaleiro Perisco, na Itália. A construção de um barco leva, no mínimo, oito meses, mas conseguiram em metade do tempo.
“O estaleiro Persico assumiu o risco de fazer este projeto. Eu tiro o meu chapéu pra eles. Foi um milagre moderno. Sem esses caras isso não teria acontecido”, finalizou Chris Nicholson.
Enquanto isso, no meio do Atlântico, os outros seis barcos disputam a sétima etapa de Newport até Lisboa. A diferença do líder provisório – Dongfeng Race Team – para o último – Team SCA – era menor do que 15 quilômetros na última posição registrada da manhã desta sexta-feira.
A bordo do MAPFRE, o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca escreveu sobre a etapa. “Agora vamos um pouco mais ao Norte, perto da zona de exclusão de gelo. Parece que os barcos que estão por aqui andam mais rápido. Em pouco tempo vamos rodear por Leste o anticiclone dos Açores. Vamos com boa velocidade e as mudanças de vela são mais por questões de regata do que pelo andamento e rendimento do barco. A bordo estamos otimistas e seguimos lutando”.
Nos últimos dias, os tripulantes estudaram os modelos meteorológicos que receberam da organização para decidir que rota seguir tendo em vista o anticiclone dos Açores. Os barcos devem chegar em Lisboa até a próxima quarta-feira (27).