70% reconstruído! Team Vestas Wind perto do retorno

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A maior parte dos tripulantes do Team Vestas Wind trabalha full time no estaleiro Persico, em Bergamo, na Itália, para arrumar o barco que encalhou no Oceano Índico em 29 de novembro do ano passado. O objetivo é colocar o veleiro na água para a oitava etapa, entre Lisboa e Lorient.

Uma boa notícia para a equipe dinamarquesa. A reconstrução do Team Vestas Wind avança em 70% e o barco tem tudo para voltar à disputa da Volvo Ocean Race depois do incidente na segunda etapa do evento. O trabalho inicial foi realizado na metade do tempo normalmente necessário e animou os representantes da equipe azul e branca.
“O casco está totalmente pronto e novo. Trocamos mais da metade da estrutura interna. Constatamos que o barco é resistente e confiável, impressionante!”, disse o chefe da equipe de terra do Team Vestas Wind, Neil Cox. “A parte mais complicada foi seguir o regulamento da classe Volvo Ocean 65”.
O barco foi desmontado peça por peça antes de sua reconstrução com a ajuda de uma equipe de 24 especialistas de todo o mundo. Os equipamentos e a estrutura foram medidas, pesadas e verificadas pelo medidor oficial James Dadd.
Depois de unir casco com a parte superior do barco, é a vez da pintura, eletrônica, motor e sistemas hidráulicos.
“Todos fizeram um trabalho fantástico, demostrando uma dedicação total ao projeto. Tenho que agradecer a Persico. Não sei se outros estaleiros aceitariam um desafio como este”, disse o comandante Chris Nicholson.
O transporte desde o norte da Itália até Lisboa poderia levar sete dias, mas existe a opção de seguir de ferry até a Espanha. O novo mastro, a quilha e o bulbo já serão levados a Portugal.
O barco encalhou em uma pequena ilha do Oceano Índico em 29 de novembro do ano passado. Ninguém se feriu, mas a equipe foi obrigada a abandonar as etapas seguintes.

Conheça mais Volvo Ocean Race
– A Volvo Ocean Race está em sua 12ª edição evento! Tudo começou em 1973, quando a Volta ao Mundo era conhecida como Whitbread Round the World Race.
– A regata começou em 4 de outubro de 2014, com a In-port race ou regata local de Alicante, na Espanha. A última prova será no dia 27 de junho de 2015, em Gotemburgo, na Suécia, casa da Volvo.
– A regata tem ao todo 38.739 milhas náuticas de distância – o equivalente a 71.745 quilômetros. As outras paradas do calendário serão: Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), Itajaí (Brasil), Newport, Rhode Island (Estados Unidos), Lisboa (Portugal) e Lorient (França). Um pit-stop de 24 horas em Haia (Holanda) está programado entre a França e a Suécia.
– Essa edição e a próxima serão disputadas com barcos de alto desempenho. Os novos modelos, chamados de Volvo Ocean 65, foram projetados pela Farr Yacht Design e construídos por um consórcio de estaleiros no Reino Unido, França, Itália e Suíça.
– O novo monocasco de 65 pés (19,8 metros) é de design único. As equipes receberam os veleiros iguais e prontos para as regatas. Os modelos são equipados com a mais recente tecnologia via satélite. As imagens em vídeo são enviadas pelo repórter que viaja com as tripulações. O OBR faz parte da Volvo Ocean Race desde a edição 2008-09.
– São sete equipes de diferentes nacionalidades na disputa. O Team SCA representa a Suécia e é formado apenas por mulheres. A última vez que uma equipe 100% feminina correu foi na edição 2001-02. O Abu Dhabi Ocean Racing leva a bandeira dos Emirados Árabes Unidos para a regata. O medalhista olímpico Ian Walker novamente comanda a equipe. A China volta a ter uma equipe na regata com o time Dongfeng Race Team, que é bancado pela montadora Dongfeng Commercial Vehicle em parceria com OC Sport, empresa de marketing esportivo. O Team Brunel, da Holanda, é uma das tripulações mais experientes da Volvo Ocean Race. O veleiro é comandado por Bouwe Bekking. O Team Alvimedica, com as bandeiras de Turquia e EUA, está na disputa com o patrocínio de uma empresa da área médica. O sexto barco confirmado foi o espanhol MAPFRE. A equipe conta com o único brasileiro a bordo: André ‘Bochecha’ Fonseca. O Team Vestas Wind, que defende as cores da Dinamarca, foi o sétimo e último barco a se inscrever.
– A pontuação mudou. O campeão será o time que somar menos pontos. Quem chegar em primeiro nas etapas leva um ponto, em segundo dois, em terceiro três e assim por diante. As regatas locais servem para efeito de desempate.