Volvo Ocean Race:Tudo embolado na costa brasileira

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newport 344A sexta etapa da Volvo Ocean Race segue com equilíbrio apontado antes da saída de Santa Catarina. Praticamente empatados, os seis barcos se alternam nas posições na subida do Atlântico pela costa brasileira e a tendência é que o cenário não se altere até a aproximação à linha do Equador
Edição- Adilson Pacheco
Texto: Flávio Perez – VOR
Post:23/04-14:47

Nas últimas 24 horas, no entanto, o Abu Dhabi conseguiu permanecer na frente, seguido pelo time feminino SCA. O barco MAPFRE, que tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca era o quatro atrás do Team Alvimedica, terceiro.
“Se a etapa terminar agora, as seis equipes chegariam num espaço curto de tempo. As últimas pernas têm juntas a mesma distância que percorremos até agora na Volta ao Mundo. Será uma loteria completa – tudo pode acontecer antes da chegada em Gotemburgo”, disse Matt Knighton, repórter do Abu Dhabi Ocean Racing.
Seu companheiro do MAPFRE, Fran Vignale, traduziu esse pega no Atlântico. “Isso parece um circuito de Fórmula 1. Não há muito a velocidade, mas observar o avanço de cada um é dramático. Em todos os lados temos um barco fazendo seu jogo”.
O Dongfeng Race Team por pouco não desistiu da etapa. Dessa vez, o problema no barco foi a máquina que transforma água do mar em doce. Mas, a situação é normalizada aos poucos.
“Nós estamos cansados ​​depois de estar de plantão bombeando água. Ninguém tem qualquer privilégio, todo mundo tem que bombear água. Nós não comemos bem nos últimos dias. Não há água! Nós não fizemos o nosso miojo – minha comida favorita a bordo. A quebra nos levou de volta à Idade da Pedra”, contou o chinês Black, tripulante do Dongfeng.
Os barcos partiram no domingo (19) de Itajaí, no Brasil, com destino a Newport, nos Estados Unidos. A flotilha deve chegar no início de maio ao destino

Conheça Volvo Ocean Race

– A Volvo Ocean Race está em sua 12ª edição evento! Tudo começou em 1973, quando a Volta ao Mundo era conhecida como Whitbread Round the World Race.

– A regata começou em 4 de outubro de 2014, com a In-port race ou regata local de Alicante, na Espanha. A última prova será no dia 27 de junho de 2015, em Gotemburgo, na Suécia, casa da Volvo.

– A regata tem ao todo 38.739 milhas náuticas de distância – o equivalente a 71.745 quilômetros. As outras paradas do calendário serão: Cidade do Cabo (África do Sul), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Sanya (China), Auckland (Nova Zelândia), Itajaí (Brasil), Newport, Rhode Island (Estados Unidos), Lisboa (Portugal) e Lorient (França). Um pit-stop de 24 horas em Haia (Holanda) está programado entre a França e a Suécia.

– Essa edição e a próxima serão disputadas com barcos de alto desempenho. Os novos modelos, chamados de Volvo Ocean 65, foram projetados pela Farr Yacht Design e construídos por um consórcio de estaleiros no Reino Unido, França, Itália e Suíça.

– O novo monocasco de 65 pés (19,8 metros) é de design único. As equipes receberam os veleiros iguais e prontos para as regatas. Os modelos são equipados com a mais recente tecnologia via satélite. As imagens em vídeo são enviadas pelo repórter que viaja com as tripulações. O OBR faz parte da Volvo Ocean Race desde a edição 2008-09.

– São sete equipes de diferentes nacionalidades na disputa. O Team SCA representa a Suécia e é formado apenas por mulheres. A última vez que uma equipe 100% feminina correu foi na edição 2001-02. O Abu Dhabi Ocean Racing leva a bandeira dos Emirados Árabes Unidos para a regata. O medalhista olímpico Ian Walker novamente comanda a equipe. A China volta a ter uma equipe na regata com o time Dongfeng Race Team, que é bancado pela montadora Dongfeng Commercial Vehicle em parceria com OC Sport, empresa de marketing esportivo. O Team Brunel, da Holanda, é uma das tripulações mais experientes da Volvo Ocean Race. O veleiro é comandado por Bouwe Bekking. O Team Alvimedica, com as bandeiras de Turquia e EUA, está na disputa com o patrocínio de uma empresa da área médica. O sexto barco confirmado foi o espanhol MAPFRE. A equipe conta com o único brasileiro a bordo: André ‘Bochecha’ Fonseca. O Team Vestas Wind, que defende as cores da Dinamarca, foi o sétimo e último barco a se inscrever.

– A pontuação mudou. O campeão será o time que somar menos pontos. Quem chegar em primeiro nas etapas leva um ponto, em segundo dois, em terceiro três e assim por diante. As regatas locais servem para efeito de desempate.