Itajaí Stopover: Estaleiro exclusivo trabalha a todo vapor para arrumar barcos da regata

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Os barcos da Volvo Ocean Race ganham atenção especial e profissional após a perna mais desgarante da Volta ao Mundo. The Boatyard é a novidade desta edição

Edição: Adilson Pacheco
Fonte:
>Christina Gaither –
Gerente de Relações com a Mídia
>Flavio Perez –
Relações com a Mídia em Português
Post:10/04-0035

Saem os atletas, entram os engenheiros e especialistas em construção naval. A Volvo Ocean Race tem um local especial para cuidar dos barcos: The Boatyard. O estaleiro de 1.200 metros quadrados é um espaço importante na regata, principalmente em etapas mais duras como a da Nova Zelândia até o Brasil. Em Itajaí (SC), por exemplo, os barco que já chegaram passam por um verdadeiro check-up – do casco, passando pelas peças e eletrônica até a velas. Nesta quinta-feira (9), Abu Dhabi, MAPFRE, Alvimedica, Brunel e SCA estão içados para revisão antes da próxima jornada.
“Tiramos o barco da água e logo fazemos um ultrassom. A primeira parte é ver se não houve uma delaminação no casco. As velas são revisadas para ver se não há rasgos. Depois é a vez da avaliação de cabos, peças e da parte elétrica”, explicou Federico Bensadon, um dos 54 integrantes da equipe de Nick Bice em Itajaí.
“Minha equipe trabalha em tempo integral Todas as pessoas envolvidas no estaleiro têm experiência na regata”, explica o chefe do estaleiro, Nick Bice. “Eles não foram contratados apenas por serem os melhores, mas também por terem a confiança de toda a comunidade da Volta ao Mundo”.
O Dongfeng, barco chinês que navega com mastro quebrado até Itajaí, será o próximo a receber os cuidados do estaleiro. A embarcação chega até a próxima segunda-feira junto com um novo mastro, que é transportado de Dubai por avião.
The Boatyard tem uma operação centralizada, essencial para garantir que a flotilha esteja sempre em condições iguais durante toda a regata. “Não é necessário ter tanta gente em cada parada. A logística, vôos e os salários preenchem uma grande parte do orçamento”. Outra economia das equipes está no setor e peças de reposição, que está sob o comando do estaleiro.
Para as equipes, é uma equação simples, mas Nick Bice e seu grupo precisam de agilidade para lidar com as demandas. “A gente nunca sabe quando o pior situação pode ocorrer, por isso temos de estar preparados para tudo que cai na nossa mão. Nenhuma situação é a mesma da outra”.
O barco não é feito apenas de velocidade. É preciso garantir a sobrevivência dos tripulantes. Por isso, o serviço de estaleiro feito por Nick Bice é especial: “As equipes não podem mais contratar 25 caras top para sua equipe de terra. Nós reunimos os melhores do mercado, contratamos e oferecemos o serviço para todas”.
O estaleiro pode ser visto e fotografado pelo público da Vila da Regata de Itajaí todos os dias. Mais uma novidade desta temporada.