Dia agitado com quebra de mastro e passagem pelo Cabo Horn

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Bochecha
Charles Caudrelier disse que o mastro quebrou do nada com cerca de 30 nós de vento. “Não somos capazes de navegar em segurança. Precisamos agora avaliar como vamos chegar em Itajaí”

A segunda-feira (30) foi uma das mais agitadas da história da Volvo Ocean Race com a quebra do mastro do barco chinês Dongfeng Race Team e a informação de que as primeiras equipes contornaram o Cabo Horn, ponto chave da quinta etapa da Volta ao Mundo. A perna, entre a Nova Zelândia e o Brasil, é a mais longa e desgastante da competição, com mais de 12 mil quilômetros de regata.
Nas primeiras horas da madrugada, a organização da Volvo Ocean Race recebeu o aviso da quebra do mastro do Dongfeng. O barco chinês disputava a liderança da etapa contra o Team Alvimedica, mas foi obrigado a parar por causa do problema. A tripulação foi surpreendida por um estalo forte. Era o mastro que havia se quebrado. Ninguém se feriu a bordo.
O comandante Charles Caudrelier disse que o mastro quebrou do nada com cerca de 30 nós de vento. “Não somos capazes de navegar em segurança. Precisamos agora avaliar como vamos chegar em Itajaí”.
O plano agora do Dongfeng é seguir para o Ushuaia, na Argentina, para tentar estabilizar a embarcação antes de voltar para o caminho até Itajaí, em Santa Catarina, parada final da quinta etapa. Essa estratégia é fundamental para a equipe, que lidera o campeonato ao lado do Abu Dhabi. Eles devem perder seis pontos pelo sexto lugar e não oito pela desistência.

Momento histórico: Cabo Horn

A passagem pelo Cabo Horn é especial para todos os velejadores. É a meca para os atletas da vela oceânica e quem contorna o ponto mais ao Sul da América pode colocar essa façanha no currículo. Os primeiros a passar pelo local foram os turcos/norte-americanos do Team Alvimedica. A façanha ocorreu no início da tarde desta segunda-feira. Depois foi a vez do Abu Dhabi, seguido por MAPFRE e Team Brunel
“A regata é muito competitiva, mas essa etapa é diferente. Contornar o Cabo Horn em primeiro foi especial”, disse Charles Enrigh, comandante do Team Alvimedica.
O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca tirou uma foto com a bandeira do Brasil na passagem pelo Cabo Horn. “É um momento que fica pra sempre. Todos os barcos querem cruzar o Cabo Horn em primeiro. É uma maneira de comprovar que a equipe é forte e preparada. É mais pelo ego do que pela necessidade. Muita coisa vai ocorrer após a chegada ao Atlântico depois do cabo”.
A previsão é de ventos superiores a 40 nós nas próximas horas após o contorno do Cabo Horn. “Certamente não vamos dormir, pois vamos nos preparar para a entrada de uma frente fria com ventos fortes”, completou o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca. “A gente está em uma rotina bastante exaustiva para recuperar as posições perdidas. A boa notícia é que estamos rápidos nessa passagem pelo Cabo Horn”.
Os barcos devem chegar em Itajaí durante o feriado de Páscoa. A Vila da Regata na cidade catarinense abre na próxima sexta-feira (4).

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