“Queremos ficar entre os três primeiros. Vamos trabalhar duro para conseguir isso. Nós temos condições de pegar pódio”, disse Bochecha

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foto 2 mafrePouco vento e neblina marcam a largada da terceira etapa da Volvo Ocean Race em Abu Dhabi. O “MAPFRE” e a flotilha da Volta ao Mundo terão 4.670 milhas náuticas até Sanya (China). A regata deve durar entre 22 e 25 dias

Adilson Pacheco
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Post:03/01-015
Abu Dhabi, 3 de janeiro de 2015 /Na manhã sábado (3), a cidade de Abu Dhabi acordou com uma forte neblina, que mais parecia um local de conto de fadas. Não era possível enxergar nada 50 metros na frente. O comandante do “MAPFRE”, Xabi Fernández, fez sua previsão inicial. “A saída será com pouco vento. Com essa neblina, a velocidade fica ainda menor. Devemos ter cuidado com as correntes e com a calmaria”.
Depois do percurso entre boias, que tradicionalmente é montado antes das largadas, os barcos foram lentamente pegando mar aberto com destino a Sanya. Eram apenas 3 nós de vento antes da partida, situação que praticamente não mudou nas primeiras milhas.
O brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca, responsável pelo leme, ou seja, por conduzir o barco, disse anteriormente que a situação era de calmaria. “Vamos boiar muito até a saída do canal”, disse.
O time local do Abu Dabi Ocean Racing, que conhece bastante a região, partiu em primeiro lugar, contornando as boias sempre na ponta. Na sequência apareciam Dongfeng Race Team, Team SCA, MAPFRE, Team Brunel e Team Alvimedica.

Próximo ponto chave: o Estreito de Ormuz
A flotilha da Volvo Ocean Race terá 4.670 milhas pela frente. Difícil é prever com precisão o tempo de navegação até a China. O comandante Xabi Fernández comentou essa dificuldade. “Na realidade, não sabemos muito como será. Por exemplo, se a gente pegar uma tormente, será difícil prever se vamos ganhar dias ou perder. Acho que vamos demorar entre 22 e 25 dias”.
Depois de deixar a região árabe, a flotilha vai mais ao norte. “Esta noite teremos vento de 15 nós. Mas só. No geral, nós teremos pouco vento”, disse Ñeti Cuervas-Mons, em referencia às primeiras 24 horas da etapa.
O próximo ponto chave é o Estreito de Ormuz. “O “MAPFRE” pode chegar domingo pela manhã e, quem sabe, na ponta”.
O objetivo do “MAPFRE” na terceira etapa é conseguir estar no pódio. “Queremos ficar entre os três primeiros. Vamos trabalhar duro para conseguir isso. Nós temos condições de pegar pódio”, disse Bochecha. O brasileiro já contava as horas para começar: “Quero muito ir pra água. A verdade é que quando estamos navegando, o maior desejo é estar em terra. E, quando estamos em terra. queremos velejar. Somos amantes do mar e sempre buscamos competir”.