Volvo Ocean Race -Natureza desafiando o lema: Vida levada ao extremo – “Life at the extreme”

Fotos: Volvo Ocean Race/Arte RN

Fotos: Volvo Ocean Race/Arte RN

A regata Volvo Ocean Race tem por lema “Vida levada ao extremo”, “Life at the extreme”, pois bem – parece que a natureza escolheu esta edição para apresentar aos organizadores o quanto é pesado esta linha de ação em um evento de volta ao mundo. Parece que tudo conspirou para ser levado ao pé da letra o lema da regata.

Menos de dois meses da largada por divergências internas na busca de implantação de uma nova política na organizado do evento, o experiente Mark Turner – simplesmente pede demissão de CEO da Volvo Ocean Race. E isto se deu, depois de apresentar radicais mudanças que aconteceriam no evento náutico nos próximos anos, a saída deixou o mundo esportivo de boca aberta.  O que aconteceu?? Perguntam alguns até hoje.

Na semana da largada um racha na tripulação do barco holandês AkzoNobel, Simon Tienpont deixa de ser o capitão do time, devido um desentendimento com seu patrocinador e o contrato foi rompido. A AkzoNobel – escala o neozelandês Brad Jacson. Mas o holandês não se deu por derrotado e buscou seu direito com uma liminar na justiça da Espanha. Consegui reassumir o comando. Com ação dois brasileiros na tripulação ameaçam sair, Martine Grael e Joca Signorini. Entretanto, Martine prefere ficar a bordo enquanto experiente velejador de quatro VOR desembarca Joca Signorini, mais o Brad e britânico Jules Salter – são mandados embora pelo Tienpont.

Em janeiro, por volta do dia 20 – o veleiro Vestas se choca com pesqueiro a 30 milhas de Hong Kong, com 10 pescadores a bordo…um morre no acidente. O barco Vestas tem o casco afetado. E aquela perna era vencido pelo time Team Sun Hun Kai, que por ironia do destino perderia em 27 de março o velejador John Fisher – que caiu no mar e não foi mais encontrado, O time abandonou a competição.

Quebradeira de mastros e velas. Mapfre tem sua vela danificada, próxima das Ilhas Malvinas, – o veleiro brasileiro Kat da Familia Schurmann estava próximo e deu apoio. Vestas com mastro quebrado – está em Falkland, enquanto alguns tripulantes estão em Itajai na busca de resolver o impasse.

Bom, o Mapfre já chegou, o Team Brunel foi o vencedor da perna, a AkzoNobel com Martine Grael também e Turn in The Tide on Plastic comandado pela única mulher skipper, Dee Caffari, também. Mas Vestas continua em Falkland. O time chinês Team Sun Hun Kai…abandonou a corrida. E John Fisher…está em alguma profundidade neste mar desafiador….

Bons ventos velejadores!


 

Da Redaçao – Adilson Pacheco