Velejador do Itajai Sailing Team integra tripulação do veleiro Kat da Família Schurmann

 

velejador Orlando França, do Itajaí Sailing Team, fará parte da tripulação que trará o Veleiro Kat da Patagônia Chilena para Santa Catarina. /ist

velejador Orlando França, do Itajaí Sailing Team, fará parte da tripulação que trará o Veleiro Kat da Patagônia Chilena para Santa Catarina. /ist

 

O velejador Orlando França, do Itajaí Sailing Team, fará parte da tripulação que trará o Veleiro Kat, da Patagônia Chilena para Santa Catarina. Os navegadores estavam na parte mais austral do planeta gravando Conexão Schurmann, uma produção da National Geographics que reúne três gerações da família: Vilfredo e Heloisa; os filhos David e Wilhelm; e o neto Emmanuel. Orlando passa a integrar a tripulação junto com Wilhem Schurmann e mais dois velejadores.

“É uma navegação oceânica longa, do paralelo 55 S para o 23 S, águas muito frias. Então será uma grande experiência, um novo desafio”, afirma França. Será uma navegação de cerca de 1,5 mil milhas, com a duração de 10 a 15 dias, com grandes diferenças geográficas e ambientais. “Certamente será uma experiência fora de minha zona de conforto.” Orlando já tripula os veleiros da Família Schurmann há bastante tempo e participou, entre outras missões, da campanha do u-513, um submarino alemão utilizado na Segunda Guerra, descoberto por Vilfredo na costa de Santa Catarina.

O Veleiro – O Veleiro Kat foi projetado para a sustentabilidade. Aproveita a força do vento, a luz do sol e o movimento da água para gerar energia limpa e renovável. Seu nome homenageia a menina Kat Schurmann, uma criança que Vilfredo e Heloísa adotaram em 1995. A menina, então com 3 anos, tinha o vírus HIV e, por causa dele, uma saúde frágil. Kat acabou morrendo em 2006. A história é contada por Heloísa Schurmann no livro “Pequeno Segredo – a lição de vida de Kat para a família Schurmann”, que foi adaptado para o cinema e, inclusive, cogitado para representar o Brasil no Oscar 2017.

Também foi o Veleiro Kat e sua tripulação que auxiliaram o time espanhol da MAPFRE, quando no trecho da Nova Zelândia para Itajaí, na edição 2017-18 da Volvo Ocean Race, durante passagem pelo cabo Horn – no Chile, um dos pontos mais perigosos da expedição – teve o trilho de sua vela mestra quebrado.


 

Fonte -João Henrique Baggio