Peru – Aline Silva volta a lutar depois da trombose

 

Brasileira /Aline Bassi | Balaio de Ideias

Brasileira /Aline Bassi | Balaio de Ideias

Vice-campeã mundial retorna aos tapetes de luta no Pan-Americano de Wrestling, neste fim de semana, no Peru

A brasileira Aline Silva está de volta aos tapetes de luta no wresling, também conhecido como luta olímpica. A atleta ficou seis meses parada por uma trombose, que a tirou de importantes competições no primeiro semestre. Melhor lutadora do país na modalidade, Aline Silva já está em Lima, no Peru, para a disputa do Pan-Americano de Wrestling. A competição ocorre sábado (5) e domingo (6).

”Os campeonatos continentais são muito fortes, muita das vezes do mesmo nível ou até mais forte que os mundiais, pois na América estão boa parte das minhas principais adversárias nos tapetes em eventos como Olimpíada e os Jogos Pan-Americanos. Mesmo com um período longo parada, vou entrar com muita vontade e dedicação”.

Aline Silva teve os primeiros sintomas da trombose no fim de 2017 após um vôo dos Estados Unidos ao Brasil. A brasileira havia disputado um evento em solo norte-americano e participado de um intercâmbio sobre empoderamento feminino.

A atleta da seleção brasileira de wrestling passou mais de um mês nos Estados Unidos, finalizando um programa global de mentoria para o empoderamento mulheres por meio do esporte. O Global Sports Mentoring Program é uma iniciativa do departamento de estado norte-americano que combina coaching esportivo com intercâmbio cultural, conectando pessoas do mundo inteiro que tenham interesse em fazer a diferença dentro e fora do esporte. Aline é uma das principais atletas de wrestling em atividade, sendo a única brasileira no Top10 do ranking mundial 2017, e foi selecionada como uma das líderes emergentes no meio esportivo.

Durante o tratamento da trombose, Aline se manteve próxima do esporte e das causas sociais, e ao lado de sua mãe, abriu uma associação e o projeto MEMPODERA, onde ela oferece a meninas entre 6 e 15 anos a oportunidade de ingressar no esporte através do wrestling, e a chance de aprender inglês. O projeto é realizado em Cubatão, em São Paulo.

“Conseguimos dar a chance para 65 meninas conhecerem mais sobre a luta olímpica e falar inglês. Hoje no Brasil apenas 5% da nossa população fala outra língua fluentemente. Os cursos hoje são caros e muitos demoram muito, fazendo com que alguns desistam sem saber se expressar!”

Aline Silva já cravou seu nome história da luta olímpica brasileira. Em 2006 conquistou a inédita medalha de prata no Mundial Júnior e em 2014 sagrou-se vice-campeã mundial sênior na categoria até 75kg. A atleta ainda tem no currículo duas medalhas em Jogos Pan-Americanos (Guadalajara2011 e Toronto2015), dois ouros em Mundiais Militares, 12 títulos em campeonatos brasileiros e 10 em campeonatos paulista, entre outros resultados expressivos.

Em março deste ano, Aline Silva ganhou o prêmio de mulher do ano da United World Wrestling, um reconhecimento pela sua luta em busca pela igualdade de gêneros e empoderamento das mulheres no esporte.

A atleta de 30 anos defende o Sesi-SP e a Marinha do Brasil e tem patrocínio da Auto Shopping Global.


 

Fonte: Flávio Perez