Havre/Salvador – Regata do café – Mussulo 40 marca presença na Transat Jacques Vabre 2017

 

Angola Cables

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Com o único brasileiro participante na competição, embarcação da multinacional Angola Cables participa de uma das principais regatas transatlânticas, em um percurso de mais de 8 mil quilômetros entre França e Brasil

Depois dos excelentes resultados alcançados pelo Team Angola Cables na Cape2Rio 2017, com direito a quebra de recorde, a embarcação Mussulo 40 se prepara para a 13ª edição da Transat Jacques Vabre, a maior regata transatlântica do mundo. Com largada em 5 de novembro na cidade portuária de Le Havre, na França, a competição que tem seu percurso também conhecido como “Rota do Café” promete ser um dos maiores espetáculos da vela oceânica do ano. A chegada ocorre no Terminal Turístico Náutico da Bahia, em Salvador, entre os dias 12 e 24 de novembro.

Imagem: Adilson Pacheco

Imagem: Adilson Pacheco

O Mussulo 40, barco patrocinado pela Angola Cables, será comandado pelo experiente velejador e renomado neurocirurgião José Guilherme Pereira Caldas, que contará ao seu lado com o Skypper Leonardo Chicourel, único brasileiro presente nesta regata.

“Estamos correndo contra o tempo para preparar o barco. Para deslocarmos e montarmos a vela mestra, necessitávamos de carrinhos especiais fabricados pela Ronstan, uma empresa australiana especializada em materiais para veleiros. Assim, precisei viajar até a Dinamarca para comprar o equipamento. Leo tem trabalhado na arrumação dos cabos e nas amarrações. Estamos também ajustando a calibração dos instrumentos e do piloto automático”, relata José Guilherme, único representante africano na competição.

Navegando em alguns dos mares mais difíceis, a dupla que integra a tripulação do Mussulo 40 enfrentará um percurso de 4.350 milhas náuticas – equivalente a 8.056 quilômetros – com alto grau de exigência e terá suas habilidades (e corpos) testados por extremos nas condições meteorológicas e de navegação enquanto cruzam o Equador e o segundo maior oceano da Terra. Eles competirão contra 16 outros barcos em sua categoria.

“Esta é a primeira vez que participaremos da Transat. Acredito que a maior parte da regata será favorecida com vento de popa, o que auxilia bastante barcos como o nosso, da Classe 40, que são muito rápidos“, avalia José Guilherme.

“Enquanto estamos construindo conectividade em todo o Atlântico, nossa equipe de vela está testando as águas”, observa António Nunes, CEO da Angola Cables. “Com essa regata, temos uma conexão simbólica entre continentes, que se encaixa perfeitamente no que fazemos como negócio. Estamos atravessando o Atlântico a partir da África com nosso cabo submarino SACS, que chega ao Brasil até o início do próximo ano e agora, por conta da Transat, estamos cruzando o Atlântico partindo da Europa”.

Recorde – O Mussulo 40 surpreendeu na Cape2Rio, em janeiro deste ano, uma das principais regatas transatlânticas mais respeitadas do segmento, conquistando o primeiro lugar na categoria “Double Hand”. Na ocasião, o barco largou de Cape Town, na África do Sul, com destino ao Rio de Janeiro, no Brasil, chegando a linha final em quarto lugar na classificação geral e batendo o recorde de 16 dias, 14 horas, 22 minutos e 12 segundos, que valeu a vitória na sua classe.

Hoje a Angola Cables está aportando 300 milhões de dólares no Brasil e seus empreendimentos têm como objetivo criar rotas marítimas internacionais alternativas e inovadoras para as que existem, como é o caso da que será usada pelo South Atlantic Cable System (SACS), cabo de fibra óptica que ligará Luanda, em Angola, à Fortaleza, via Atlântico Sul. “A vela tem total sinergia e representatividade com os negócios da empresa, já que o esporte está  intimamente ligado a travessia oceânica, seja dentro da costa brasileira ou de forma intercontinental. O mesmo acontece com os nossos cabos, que têm como objetivo principal promover a conexão de povos de continentes diferentes, estimulando assim a troca de conteúdos, estudos, pesquisas científicas e informações”, completa Nunes.

Angola Cables é uma multinacional de telecomunicações, fundada em 2009, que opera no mercado de atacado, cujo core business é a comercialização de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados por meio de um sistema de cabos submarinos. É um dos maiores acionistas da WACS (West African Cable System), fornecendo serviços de nível de operador a operadores em Angola, África e Europa, tornando-se rapidamente um dos principais fornecedores de IP por atacado na região.

Seus principais novos projetos – SACS e Monet – cabos que vão interligar três continentes: América do Sul, América do Norte e África, bem como Data Center de Fortaleza, uma instalação de tipo Tier III, interligará os seus sistemas de cabo, criando uma rede internacional ao conectar diferentes regiões econômicas.


Fonte – Jonathas Ruiz


 

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