Barco MAPFRE do Bochecha está no pelotão da frente


Depois de 12 dias de etapa com pouco descanso entre o Mar Árabe e o golfo de Bengala, o “MAPFRE” está no pelotão da frente. Restam um pouco mais de 2.000 milhas até a chegada em Sanya (China)
Adilson Pacheco
Edição
Fonte: Helena PaZ/MAPFRE
Post:16/01-1845
Depois de 12 dias de etapa com pouco descanso entre o Mar Árabe e o golfo de Bengala, o “MAPFRE” está no pelotão da frente. Restam um pouco mais de 2.000 milhas até a chegada em Sanya (China)
A terceira etapa da Volvo Ocean Race começou para o “MAPFRE” em 3 de janeiro. As condições, logo de cara na saída de Abu Dhabi, não foram simples: muita neblina e pouco vento. No Estreito de Ormuz, os barcos navegavam com dificuldade. “A tripulação se preparou muito bem para uma noite dura”, disse Francisco Vignale.
Quase iguais na costa de Omã, os barcos trocavam de posições até a entrada do Mar Árabe, quando a flotilha foi colocada em cheque. “Os dois primeiros dias foram quase sem descanso. Fizemos muitas manobras a cada15 ou 20 minutos. Não dá tempo para relaxar”, comentou Rafa Trujillo.
Passo atrás para “liberar” a quilha
Passada a zona de exclusão do Irã e também os ventos ligeiros do Golfo de Omã e da costa do Paquistão, a intensidade começou a aumentar. Mas, nem tudo melhorou. Os espanhóis notaram que a velocidade do barco diminuiu. “Tivemos que fazer manobras para tirar algo que enganchou na quilha. Demos ré literalmente”, escreveu Fran Vignale. Os velejadores não ficaram satisfeitos e coube a Ñeti Cuervas-Mons mergulhar no mar para verificar a situação.
A manobra, segundo Vignale, tinha riscos. “O estado do mar não era favorável, com ondas e vento de 17 nós. Desde de que Ñeti entrou na água, parecia que o tempo não andava. Mas deu tudo certo e voltamos a navegar com segurança”.
Ritmo cansativo até o Índico Norte
Com o “MAPFRE” já cem por cento, mais um desafio. O Mar Árabe se converteu em um campo minado. “Fizemos muitas manobras e mudanças de bordo a cada cinco minutos”, contou André Fonseca “Bochecha”. O navegador Jean Luc Nélias também não teve respiro. “Ele não pregava o olho em nenhum momento. Estava atento à direção do vento e todos os fatores que envolviam aquele momento”, explicava Vignale.
A passagem por Sri Lanka foi mais um desafio, pois passar perto da ilha poderia ser uma armadilha com buracos de vento. Evitar aquela região significaria também navegar mais e perder posições.
O “MAPFRE” acelerou rumo ao Sul e recuperou posições. Após uma semana, o time já estava em quarto. Na medida em que o vento aumentava, o “MAPFRE” aproveitou para tirar a vantagem do “Dongfeng”. Jean Luc Nélias previu a situação dizendo que havia chance de recuperar posições. Mas, antes de Malaca, o “MAPFRE” se concentrava na passagem por Sri Lanka, onde uma área sem vento esperava a flotilha. Já em segundo lugar, os espanhóis seguem viagem rumo ao estreito.

A terceira etapa da Volvo Ocean Race começou para o “MAPFRE” em 3 de janeiro. As condições, logo de cara na saída de Abu Dhabi, não foram simples: muita neblina e pouco vento. No Estreito de Ormuz, os barcos navegavam com dificuldade. “A tripulação se preparou muito bem para uma noite dura”, disse Francisco Vignale.
Quase iguais na costa de Omã, os barcos trocavam de posições até a entrada do Mar Árabe, quando a flotilha foi colocada em cheque. “Os dois primeiros dias foram quase sem descanso. Fizemos muitas manobras a cada15 ou 20 minutos. Não dá tempo para relaxar”, comentou Rafa Trujillo.
Passo atrás para “liberar” a quilha
Passada a zona de exclusão do Irã e também os ventos ligeiros do Golfo de Omã e da costa do Paquistão, a intensidade começou a aumentar. Mas, nem tudo melhorou. Os espanhóis notaram que a velocidade do barco diminuiu. “Tivemos que fazer manobras para tirar algo que enganchou na quilha. Demos ré literalmente”, escreveu Fran Vignale. Os velejadores não ficaram satisfeitos e coube a Ñeti Cuervas-Mons mergulhar no mar para verificar a situação.
A manobra, segundo Vignale, tinha riscos. “O estado do mar não era favorável, com ondas e vento de 17 nós. Desde de que Ñeti entrou na água, parecia que o tempo não andava. Mas deu tudo certo e voltamos a navegar com segurança”.

Ritmo cansativo até o Índico Norte
Com o “MAPFRE” já cem por cento, mais um desafio. O Mar Árabe se converteu em um campo minado. “Fizemos muitas manobras e mudanças de bordo a cada cinco minutos”, contou André Fonseca “Bochecha”. O navegador Jean Luc Nélias também não teve respiro. “Ele não pregava o olho em nenhum momento. Estava atento à direção do vento e todos os fatores que envolviam aquele momento”, explicava Vignale.
A passagem por Sri Lanka foi mais um desafio, pois passar perto da ilha poderia ser uma armadilha com buracos de vento. Evitar aquela região significaria também navegar mais e perder posições.
O “MAPFRE” acelerou rumo ao Sul e recuperou posições. Após uma semana, o time já estava em quarto. Na medida em que o vento aumentava, o “MAPFRE” aproveitou para tirar a vantagem do “Dongfeng”. Jean Luc Nélias previu a situação dizendo que havia chance de recuperar posições. Mas, antes de Malaca, o “MAPFRE” se concentrava na passagem por Sri Lanka, onde uma área sem vento esperava a flotilha. Já em segundo lugar, os espanhóis seguem viagem rumo ao estreito.