Artur Figueiredo: Simon fala sobre a Seleção Brasileira

De São Paulo – Artur Figueiredo 
Colunista

Simon fala sobre seleção brasileira

Um dos ícones do atual vôlei nacional, o central cubano Simon que defende as cores do Sada Cruzeiro em entrevista para o Portal do Torcedores.com, ressaltou o atual momento no clube celeste, especialmente, uma pauta que se tornou recorrente na temporada: poder defender a amarelinha. Mesmo diante o quadro na qual se demonstra como improvável alguma chance de defender a nação tupiniquim.

Como um dos centrais mais valorizados do país, Simon ou até mesmo ‘Simonster’, como muitos gostam de chamá-lo, se tornou um dos pilares do multicampeão Cruzeiro, com mais um título para a sala de troféus, a recente conquista da Superliga. O central celeste que foi um dos destaques da ultima temporada foi citado em várias oportunidades como um atleta que poderia defender a seleção brasileira.

Como o Brasil já possui um jogador naturalizado, como o caso recente, o ex-cruzeirense, o ponteiro Yoandy Leal, que poderá em 2019 defender a camisa amarelinha, através do cumprimento do prazo imposto pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol) de 2 anos, estará apto para ser jogador brasileiro. O regulamento destaca a naturalização de apenas 1 atleta e nada mais.

Simon destaca: “Seleção brasileira tem vários grandes jogadores para a posição. Fico muito feliz por Leal. Mas, acredito que para mim é algo mais complicado por jogar numa posição com muitos atletas de muita capacidade”, destaca de forma modesta, eleito o melhor sacador da última Superliga e um dos ícones do vôlei nacional na atualidade.

Com mais 1 ano de contrato,  ‘Simonster’  continuará atuando no Cruzeiro, cuja intenção: marcar de vez seu nome, como um dos mais centrais estrangeiros que jogou de forma efetiva no Brasil e especialmente, conquistando títulos, sendo protagonista. “Espero descansar e voltar com tudo para o Sada Cruzeiro para fazemos uma ótima temporada e pode levar o grupo no topo do mundo novamente”, finaliza.



 

Opinião: No lugar de quem Leal entraria na seleção brasileira?

Yoandy Leal, o ponteiro que fez história no Cruzeiro e hoje é a realidade da seleção brasileira, especialmente, na função de definidor e passador. Em tempos que a ‘nação canarinho’ têm atuações cheio de altos e baixos, o ex cruzeirense a cada dia é aclamado não apenas pela torcida celeste, mas por muitos brasileiros.

Se o Brasil viveu uma era de jogadores do quilate de Giba, Nalbert, Dante, entre vários outros, hoje vive um momento de vulnerabilidade e irregularidade. Fato é que jovens promessas com potencial, como Lucas Loh e Lucarelli, ainda não atuam com o que se espera, em termos de performance e equilíbrio. O segundo por sua vez vem de uma lesão séria que o tirou das quadras por vários meses.

Outros jogadores da posição que são citados, mas que não conseguem entregar o que se espera são: Maurício Borges e Lipe, ambos se mostram muito eficientes em alguns momentos, mas totalmente perdidos em outros. Borges por sua vez é um jogador que busca um papel maior de decisão. Ainda não consegue definir e ter regularidade durante toda partida, comprometendo no volume de jogo da seleção.

Lipe passa por problemas parecidos. Jogador experiente, com capacidade e potencial, mas com limitações que acabam se definindo no contexto geral da partida, com uma queda acentuada em alguns momentos, passando de forma até despercebida.

Leal após passagem marcante pelo o Sada Cruzeiro, clube em que se notabilizou como um dos maiores ponteiros do planeta. Com o clube mineiro foram mais de 30 conquistas e vários MVPs. O antes cubano e hoje naturalizado brasileiro acertou com o Lube Civitanova da Itália para disputar a próxima temporada. A torcida brasileira que antes gozava de muita quantidade e qualidade, hoje se define, como introspectiva e desconfiada, sobre o futuro, se baseando em um passado de muitos ‘louros e conquistas’…

Leal a partir de 2019 estará regular para defender a seleção brasileira, após o cumprimento do prazo, imposto pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol) de 2 anos, podendo vestir ‘amarelinha’ supostamente no próximo mundial, caso o técnico Renan Dal Zotto o escolha para a função.




 

 Sada Cruzeiro comemora 12 anos com muitas conquistas. Confiram os 5 momentos mais importantes de sua história

 

Sada Cruzeiro em seu título mais recente: o hexa da Superliga – Agência i7/Sada Cruzeiro

Sada Cruzeiro em seu título mais recente: o hexa da Superliga – Agência i7/Sada Cruzeiro

A equipe mais vitoriosa do vôlei nacional, quiçá do vôlei mundial comemora esta semana 12 anos. Se soprar velinhas é celebrar momentos, bons ou ruins, para a equipe celeste, as conquistas que abarrotam suas prateleiras, nem de longe se imagina o quão difícil foi no começo do projeto. Com a dificuldade de fixar sua casa, o multicampeão Cruzeiro se aventurava a cada partida, jogando em locais diferentes até o seu apogeu e as conquistas que se tornaram posteriormente um enredo bastante costumeiro.

O grupo Sada capitaneado pelo o dono e apaixonado por voleibol, o empresário Vittório Medioli se engajou no projeto que viria posteriormente a ser o mais vitorioso do vôlei nacional. Com o firmamento da marca “Sada”, aliada a parceria com um clube de massa de futebol, o celeste mineiro, viria se tornar, um marco para a modalidade no planeta.

No inicio do projeto, o Sada Cruzeiro não havia fixado um local para sediar suas partidas. Primeiramente tudo começou em Betim (região metropolitana de Belo Horizonte), mais tarde em Itabira, no centro leste mineiro. Após alguns anos, a definição de uma casa, a cidade de Contagem (próximo a capital mineira), o famoso ginásio do Riacho se tornava o lar definitivo de todo cruzeirense, em parceria com a prefeitura ‘local’.

Logo após o que se viu foram as conquistas, que não pararam mais. Dos vários mineiros, passando por inúmeras Superligas, campeonatos sul americanos e 3 títulos mundiais, um marco que nenhuma brasileira havia sequer chegado perto.

 Confiram os 5 momentos mais importantes

1º- O primeiro título de Superliga conquistado diante o Vôlei Futuro na temporada 2011/12 viria para celebrar o bom momento, após ter perdido no ano anterior. A primeira conquista veio como um marco especialmente pelo o lastro de equipe copeira e competitiva construída consequentemente.

2º- O primeiro título mundial consagrado diante o Zenit Kasan em 2013 mostrava para o mundo o poderio mineiro em vitória avassaladora sobre os russos, que vinha com a pompa de contar com um grupo seleto de grandes jogadores, como o americano Matt Anderson, León, entre vários outros.

3º- O título da Copa Brasil marcada pela emoção diante o Sesi em uma partida cheia de nuances e uma vitória paulista praticamente definida, até sua reviravolta, com a virada celeste, e a confirmação do primeiro título, como uma nova competição para o calendário do vôlei nacional. A conquista veio no ano de 2014.

4º- O título do mundial em 2016 mais uma vez sobre os russos confirmaria além de uma supremacia, uma freguesia, em uma vitória que aparentou um jogo amistoso devido a pressão celeste sobre a temida equipe europeia. A vitória por 3 sets a 0 capitaneada pelo o ídolo Yoandy Leal (eleito o MVP daquele ano), mostrava que o Cruzeiro era a história sendo feita.

5º- O título da Superliga conquistado recentemente no Mineirinho foi marcada por um drama. Com a competição cada vez mais equilibrada, a equipe celeste teve que virar um resultado de 2 a 0 diante o EMS Funvic Taubaté. A decisão diante o forte Sesi foi travada até o fim, nos mínimos detalhes. A confirmação em BH se deu e o título celebrou mais uma temporada vitoriosa e a despedida do ídolo Leal que não só jogou como nunca, como foi eleito o MVP da competição nacional. Leal se transferiu para o Lube Civitanova da Itália.

O youtuber mineiro Cris do canal “Estrelados” lançou em seu canal um vídeo especial sobre a conquista celeste, no coliseu do voleibol, o ginásio do Mineirinho. Confiram abaixo.

Para o futuro o Sada Cruzeiro continua investindo e almejando ainda mais conquistas, chegaram o americano Taylor Sander, o ponteiro Luan Webber, além do experiente levantador Sandro que defendeu a camisa celeste no começo do projeto.